Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
O homem civilizado não é aquele que abandonou suas certezas, mas aquele que aprendeu a submetê-las à razão.
O Estado pode proteger a liberdade religiosa, mas não pode transformar uma verdade metafísica particular em verdade jurídica universal sem uma justificação pública acessível a todos.
O verdadeiro triunfo do Iluminismo não foi retirar Deus do céu, mas impedir que qualquer homem falasse em Seu nome para silenciar outro.
O Direito iluminista não pergunta em que o cidadão deve acreditar; pergunta até onde o Estado pode obrigá-lo a obedecer.
O Iluminismo ensinou uma verdade jurídica revolucionária: o homem não existe para servir à lei; a lei existe para proteger a dignidade do homem.
Quando uma sociedade proíbe a dúvida, ela não protege a verdade; protege o medo de descobri-la falsa.
A lei deve limitar o poder precisamente porque o poder sempre encontrará razões para não se limitar.
A neutralidade do Estado não é ausência de valores; é a recusa de transformar uma crença particular em obrigação universal.
O maior perigo para a liberdade talvez não seja o tirano que proíbe, mas a multidão que exige proibições em nome da própria virtude.
A lei torna-se injusta quando pretende resolver pela força aquilo que a razão ainda não conseguiu resolver pelo argumento.
Uma sociedade realmente esclarecida não teme que seus princípios sejam questionados; teme nunca mais questioná-los.
A verdade não precisa de polícia; quem precisa de polícia para proteger uma verdade talvez possua apenas uma crença.
