Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
protegido.
Não peço que meus inimigos desapareçam. peço coisa pior, que continuem existindo, mas que nunca encontrem o caminho até mim.
Que tenham pés, mas que nenhum passo os traga na minha direção. Que tenham mãos, mas que toda tentativa de tocar aquilo que é meu encontre o vazio. Que tenham olhos, mas que não me vejam, não reconheçam meu rosto no meio da multidão, não saibam onde eu piso, onde eu durmo, onde eu levanto.
E que nem mesmo em pensamento eles possam ter espaço suficiente para me fazer mal.
Porque há guerra que não começa com barulho. Começa com intenção. Com inveja guardada atrás de um sorriso, com palavra atravessada, com desejo silencioso de ver alguém cair. E contra esse tipo de inimigo eu não quero apenas distância. Quero proteção. Quero que toda maldade enviada encontre uma parede antes de chegar.
Armas de fogo não alcançarão meu corpo. Facas e espadas se quebrarão antes de tocar minha pele. Cordas e correntes arrebentarão antes de me amarrar. Toda porta que tentarem fechar diante de mim vai encontrar uma chave que ainda não conheciam. Todo caminho que tentarem bloquear vai me ensinar outro caminho.
Não porque eu seja intocável.
Mas porque aprendi que nem toda batalha precisa ser travada.
Algumas guerras se vencem continuando de pé enquanto quem desejava a sua queda se cansa de esperar.
Então que venham os olhos que procuram, as mãos que apontam, os pés que perseguem, as bocas que amaldiçoam. Que façam seus planos, que gastem suas noites pensando em como me diminuir. Eu não preciso devolver o mal. Só preciso não permitir que ele atravesse a porta.
Porque existe uma proteção que não faz barulho.
Ela nasce quando alguém decide que aquilo que tentou destruí-lo não terá o privilégio de definir quem ele será.
E desde então, tudo que vier contra mim encontrará o mesmo destino: pés sem caminho, mãos sem alcance, olhos sem visão, armas sem força, facas sem corte, espadas partidas, cordas arrebentadas e correntes no chão.
Eu sigo.
E aquilo que foi feito para me parar aprende, tarde demais, que nem tudo que se move pode ser alcançado.
Eu e meus botões
Quando você quiser encontrar colo, não procure em molas sofisticadas de alguém que não lhe oferece conforto.
Existem colos no olhar, no carinho, no dizer: “Oi, querida, eu te amo”; no aperto de um abraço sincero, na carta escrita, no beijo demorado.
E, por fim, no abraço de inverno...
Ouvindo a mais pura música do luar de Janeiro.
Paz, conceito bonito com uma sensação maravilhosa, entretanto, não é ausência de guerra ou de conflito. Paz, abaixo de Deus, vem de você mesmo, pelo o que você verdadeiramente és, não a busque lá fora.
Tolice pensar que dinheiro não traz felicidade. É sábio compreender que o dinheiro não é a fonte da felicidade!
Em uma guerra, não se tem vencedor, apenas destruição. Pais, filhos, mães, esposas, maridos, namorados e colegas morrem, todos morrem e isso não é indicativo de vitória.
Não espere o reconhecimento de ninguém, não vale a pena, apenas lute pelo o que vai te fazer feliz e te empurrar para vitória sobre si mesmo.
Um indivíduo do qual não consegue perceber quem está à sua volta e só olha para si, é típico de um narcisista. A alienação impede um desenvolvimento intelectual socialmente; a fragilidade traz o medo do envelhecimento, onde a busca em sentir-se aprovado pelos demais é constante, típico de uma mercadoria e, consequentemente, o egoísmo estético o faz olhar apenas para o próprio umbigo, ao ponto do corpo se tornar o único horizonte relevante do sujeito, infelizmente.
Quem não está bem consigo mesmo, das duas uma: se isola ou acaba procurando guerra com alguém. Como diria Hobbes, "O homem é o lobo do homem".
A vida é curta demais para se perder em diálogos de superfície; o que é morno não aquece a alma, apenas consome o tempo.
Relações mornas são como estômagos cheios de nada: pesam, mas não alimentam. É hora de abrir espaço para o que ferve.
Amizade não é um cargo que se ocupa, é um cuidado que se exerce. Quem só aparece no ON e foge no OFF, nunca foi amigo.
Quem não valoriza o laço hoje, não deve se surpreender com o nó desfeito amanhã. O silêncio da ausência é a resposta para quem não soube ser presença.
A relação que desmerece é um fenômeno de ocultamento: o outro tenta apagar minha luz para não ter que lidar com a própria sombra. Meu valor próprio nasce no instante em que decido não mais me esconder atrás do desdém que recebo.
"Que a minha solidão não seja fraqueza, mas o terreno onde modulo a força para enfrentar o que vier."
Quem muito desvaloriza acaba descobrindo que o outro não sumiu no mapa, apenas foi apagado pela falta de reciprocidade.
Ele(a) não foi embora por escolha; ele(a) simplesmente sumiu porque você parou de acender a luz que mantinha a presença dele(a).
