Nao me Comove mais

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As coisas podiam ser mais fáceis naquela época, mas é o Eterno que me fortalece hoje.

O passado podia até ser mais simples, mas é no Eterno que encontro a minha força.

E há uma coisa ainda mais interessante: os rótulos têm uma força social enorme. Racista, fascista, extrema-direita, comunista, xenófobo, etc., podem provocar imediatamente uma reação moral. Assim, quem os utiliza pode conseguir mudar o centro da conversa: deixa-se de discutir se a afirmação é verdadeira ou falsa e começa-se a discutir se a pessoa merece aquele rótulo.

A Ilusão de Ser Livre

O ser humano pensa que é livre.
E talvez essa seja uma das ilusões mais elegantes que inventamos para suportar a vida.
Acordamos quando queremos desde que o relógio permita.
Trabalhamos onde escolhemos desde que alguém aceite nossa escolha.
Compramos uma casa e chamamos de nossa, mas continuamos pagando para mantê-la, protegê-la e modificá-la dentro de regras que não escrevemos.
Compramos um carro, mas para conduzi-lo precisamos de licença, registro, impostos, seguro e estradas governadas por leis.
Carregamos no bolso um pequeno universo chamado celular e, enquanto acreditamos possuir o mundo na palma da mão, deixamos pelo caminho rastros de onde estivemos, do que procuramos, do que compramos e até daquilo que desejamos.
Então, onde começa a liberdade?
Talvez tenhamos confundido liberdade com possibilidade.
Somos livres para escolher, mas quase nunca somos livres das consequências da escolha.
Somos livres para partir, mas existem fronteiras.
Livres para falar, mas existem responsabilidades.
Livres para possuir, mas existem obrigações.
Livres para sonhar e talvez seja justamente aí que nenhum sistema consiga nos alcançar completamente.
Porque a verdadeira prisão nem sempre possui grades.
Às vezes ela vem disfarçada de rotina.
De necessidade.
De medo.
De dívida.
De hábito.
De uma vida inteira obedecendo sem perguntar por quê.
E talvez a liberdade também não seja viver sem regras. Uma sociedade sem limites pode transformar a liberdade de um na violência contra o outro. O grande dilema humano é muito mais profundo: quanto de nossa liberdade entregamos para conseguirmos viver juntos e quanto entregamos simplesmente porque nos acostumamos a obedecer?
Nascemos dentro de um mundo que já estava pronto.
As fronteiras já estavam desenhadas.
As leis já estavam escritas.
O dinheiro já tinha valor.
O relógio já determinava as horas.
A propriedade já tinha dono.
E alguém já havia decidido que segunda-feira era dia de trabalhar.
Entramos no palco depois que a peça começou e passamos boa parte da existência seguindo um roteiro que não escrevemos.
Mas existe uma liberdade que começa exatamente quando percebemos isso.
É a liberdade da consciência.
Aquela pequena rebelião silenciosa de perguntar:
Por quê? Para quê? Quem decidiu? Precisa realmente ser assim?
Talvez o homem absolutamente livre nunca tenha existido.
Talvez liberdade não seja romper todas as correntes, porque algumas delas são necessárias para que possamos viver uns com os outros.
Mas existe uma diferença imensa entre aceitar conscientemente um limite e passar a vida inteira sem perceber que ele existe.
No fim, talvez ser livre não seja viver sem sistema, sem lei ou sem obrigação.
Talvez ser livre seja algo mais difícil:
conhecer as paredes que nos cercam e, ainda assim, conservar dentro de nós uma porta que ninguém tenha o direito de fechar.

É nos dias mais nublados, que acabamos exergando as profundezas dos Sentimentos muitas vezes embargados e não ditos.
É em meio a chuva e nos dias sem sol que costumamos deixar as lágrimas rolarem para que as pessoas não notem o tamanho da trsteza ocultado no intimo do nosso ser.

José Luís Gonçalves de Sousa
Psicólogo

Um dia podemos perceber que é tarde de mais para viver a vida. Por isso se estamos percebendo isso hoje, comece e viva.

José Luís Gonçalves de Sousa
Psicólogo

“Resistir até que o outro possa prescindir de nós talvez seja a mais silenciosa convergência entre altruísmo e renúncia.” — Leonardo Azevedo.

há eu fui bom pensamento
No dia frio que a carência bateu mais forte do abstinência

Que era um corpo com temperatura 39 grau
Pra dizer que me aquecer era melhor do que parece contido
Pra não parecer faminto

Só depois que você consegue tudo, é que percebe que nada é mais verdadeiro do que o antes de tudo.

louca demais pra falar pouco quando a vontade sou-a mais que um silêncio gritante

Arrumando um jeito mais uma vez
de colocar uma caixinha,
O tempo inventando diferentes formas de te amar lentamente .
Pq todas elas foram inválidas
pra te trazer pra perto
Mais minha alma
te diz ola todos os dias
Minhas mãos dançam
Com teu corpo enquanto minha mente
Monta a forma mais
perfeita desse encaixe
Só meu olho fechado
Materializa a sensação
Do teu corpo ofegante em chamas
encima do meu .
Te ver sem te tocar seria um insulto
Pra nossa vontade
Pra essa fome
Que não passa
Ela grita
Respira e sussurra seu nome baixinho
Como se o prazer tiverem suas iniciais
Devagarinho te deixo ir ficando
Mais é forte bem forte que te deixo entrar

Nada mais do que corpos famintos no quarto escuro preso no insano pensamento do que acham …

"Na busca por momentos agradáveis, nem percebi que a minha vida se tornava cada vez mais desagradável."

Gostaria que o mundo e a vida tivessem mais sentido — eu realmente gostaria. Mas, se acontecesse, seria egoísmo? E isso também me tornaria um ser sem sentido? Me tornaria parte do problema?


Afinal, meu maior problema com o mundo atual é justamente o egoísmo das pessoas.

Antes de Escolher o Caminho
Estamos em pleno século XXI e, mais uma vez, às vésperas de uma eleição para deputados, senadores e presidente do Brasil.
Basta andar pelas ruas e pelas praças para perceber que a política já tomou conta de muitos espaços. São banners, placas, faixas, santinhos e tantos outros materiais espalhados por todos os lados, mostrando rostos e nomes de candidatos que querem conquistar o nosso voto.
Confesso que essa imagem muitas vezes me deixa pensativo. Enquanto vemos tanto dinheiro sendo gasto em campanhas políticas, ainda encontramos escolas e universidades públicas enfrentando dificuldades, hospitais e postos de saúde com problemas, pessoas esperando por atendimento e tantas outras necessidades básicas que continuam sem uma solução definitiva. Quando saímos dos grandes centros e chegamos às pequenas cidades do interior do Brasil, a situação muitas vezes fica ainda mais evidente. Estradas ruins, falta de saneamento básico, problemas de infraestrutura e comunidades que ainda esperam por aquilo que deveria ser um direito de todos.
E então chegam as eleições.
Chegam também as promessas. Promessas para melhorar a saúde, a educação, a segurança, o transporte, as estradas, o saneamento e praticamente tudo aquilo que o povo precisa. Algumas propostas podem ser sérias e possíveis de realizar, mas outras parecem nascer apenas porque alguém precisa conquistar votos. E, depois que a eleição termina, muitas dessas promessas acabam ficando pelo caminho.
Talvez o problema não esteja somente em quem promete. Talvez também esteja em nós, que muitas vezes acreditamos sem perguntar. Vemos uma fotografia bonita, ouvimos um discurso bem-preparado, recebemos uma promessa que toca exatamente na nossa necessidade e, antes de conhecer melhor aquele candidato, já estamos prontos para entregar o nosso voto.
Resolvi fazer uma experiência. Criei uma publicação como se eu fosse mais um candidato a deputado federal. Não tinha estrutura de campanha, não tinha grandes discursos e não tinha milhões de reais para gastar. Era apenas uma experiência para observar a reação das pessoas. O resultado me surpreendeu. Alguns amigos disseram que eu poderia contar com seus votos.
Aquilo me fez pensar bastante.
Se uma simples publicação pode despertar confiança suficiente para alguém dizer que votaria em mim, talvez nós, eleitores, precisemos refletir um pouco mais antes de escolher nossos candidatos. Afinal, estamos entregando a essas pessoas algo muito importante: a responsabilidade de representar a população e tomar decisões que podem afetar a vida de milhões de brasileiros.
Também percebo que muitas vezes deixamos de discutir ideias para defender pessoas. Existem aqueles que se identificam mais com a esquerda, outros com a direita e outros que não se sentem representados por nenhum desses lados. Isso faz parte da democracia. O problema começa quando deixamos de ouvir o outro simplesmente porque ele pensa diferente de nós.
Não precisamos transformar política em uma guerra.
Podemos discordar sem nos tornarmos inimigos. Podemos admirar um candidato e, mesmo assim, questionar suas propostas. Podemos votar em alguém e continuar cobrando aquilo que foi prometido. E podemos mudar de opinião quando descobrimos que estávamos errados. Afinal, mudar de ideia depois de conhecer novos fatos não é sinal de fraqueza. É sinal de que continuamos aprendendo.
Aprendi uma coisa caminhando: antes de escolher um caminho, precisamos saber para onde ele nos levará. Não adianta seguir uma placa simplesmente porque ela tem uma aparência bonita. É preciso conhecer a direção, observar o terreno, saber se existem obstáculos e, principalmente, perguntar se aquele realmente é o caminho que queremos percorrer.
Talvez devêssemos fazer o mesmo com nossos candidatos.
Antes de escolher um nome, deveríamos conhecer sua história, suas propostas, suas atitudes e aquilo que realmente pretende fazer. Não devemos entregar nosso voto apenas porque alguém é nosso amigo, porque pertence ao nosso partido, porque fala aquilo que queremos ouvir ou porque alguém nos pediu.
O voto é pequeno quando colocamos o papel ou apertamos os botões da urna, mas pode ser enorme nas consequências que produz.
Não acredito que conseguiremos mudar a política brasileira de um dia para o outro. Talvez sejam necessários muitos anos para que tenhamos uma população mais consciente, mais informada e menos dependente de promessas. Mas toda caminhada longa começa com um primeiro passo.
E talvez o primeiro passo seja justamente este: antes de escolher quem vai caminhar por nós, precisamos conhecer muito bem o caminho que essa pessoa pretende seguir.
Como peregrino, aprendi que não existe caminho sem responsabilidade. Cada passo é uma escolha. E, na vida pública, talvez seja exatamente assim.
Pense. Pesquise. Questione. Depois escolha.
Peregrino Nino Carneiro

Superar é muito mais que virar a página, é preciso rasgar o livro e escrever uma nova história.

O otimismo nos faz enxergar que existem mais flores no caminho, do que pedras de tropeço.

O bem mais valioso é reconhecer o valor!

Na balança da qualidade, o externo pesa mais do que o interno.

Às vezes, uma pessoa demora mais para aprender, precisa ouvir uma explicação de outro jeito, precisa de mais tempo para compreender. Isso não significa que ela tenha menos capacidade ou menos valor.