Nao Machuque o meu Coracao
O que eu fiz pra te deixar assim?
O que eu fiz pra te deixar assim, tão fria comigo?
Encho meu peito de calor, mas seu gelo não sente o meu sentimento...
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Sem dar valor às minhas palavras, como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Quando o que só fiz foi te amar...
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Me deixando viver sozinho, quando perto seria tão mais, gostosinho.
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se juntos somos tão bons, por que ser distante?
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se tudo o que eu queria era ter de ti, carinho.
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se só sei pensar em estar, contigo!
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se vivo pesando, em como lhe deixar, sorrindo.
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se de amor encho seus caminhos.
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se quando te vejo, meu peito me enche de desejo.
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Se meus lábios só anseiam os teus.
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Você não entende que ajo por paixão?
O que eu fiz pra te deixar assim comigo?
Você não percebe que já não consigo mais viver sozinho?
Eu sempre fui o tipo de garota
Que escondia meu rosto
Com medo de contar ao mundo
O que eu tenho pra dizer
Mas eu tenho esse sonho
Brilhando dentro de mim
Eu vou mostrá-lo, é hora
De deixar você saber, deixar você saber
Isso é real, essa sou eu
Eu estou exatamente onde eu deveria estar, agora
Vou deixar a luz brilhar em mim
Agora eu encontrei quem eu sou
Não há jeito de segurar isso
Sem mais esconder quem eu quero ser
Essa sou eu
Faça o meu desejo
sedento de te seduzir e sentir
como as aguas de uma cachoeira
banham o leito do rio.
Kurt Staden
Parece nome de nazista... e era.
Meu pai tinha um amigo, chamado Kurt Staden.
Um alemão de quase sessenta anos, que combatera na frente Russa, na segunda grande guerra.
Esse alemão, andava apoiado em duas bengalas, tinha o rosto todo deformado e um ar austéro.
São Paulo antigamente talvez fosse um pouco mais fria do que é hoje. Por várias vezes vi o Senhor Kurt, sempre de sobre-tudo.
Pouco falava da guerra, mas quando falava reunia à sua volta muitas pessoas.
Uma destas vezes parei e resolvi escutar um pouco o que dizia.
Falou que ficou mais de um ano em uma trincheira em Leningrado; que o frio era horrível e que a carnificina era indescritível.
Os russos atacavam com muitos homens, e os alemães entrincheirados, varriam os batalhões com metralhadoras ponto 50.
Os cadáveres ficavam lá.
O cheiro da morte era insuportável.
Quem não morria pelos petardos e balas, morriam de fome, pois era impossível manter logística de abastecimento de alimentos naquele inverno tão rigoroso.
Desta forma, começaram a comer animais, ratos e por fim, o canibalismo.
Comiam parte dos cadáveres para que pudessem sobreviver.
Os russos em maior número, em determinado momento, começaram a avançar; no rolo compressor chegaram até Berlim.
Tanto era o ódio, que no avanço russo, inúmeras alemãs foram estupradas e mortas.
O Senhor Kurt foi salvo pela Cruz Vermelha, semi morto.
Era apenas um soldado seguindo ordens.
Perdeu uma perna pelo frio intenso e outra quase totalmente destroçada por estilhaços de bomba.
O Senhor Kurt tinha um olhar triste e sempre fitava o infinito, como se estivesse procurando algo que tivesse desaparecido da sua vida.
O Senhor Kurt faleceu no final dos anos 60, aproximadamente há 25 anos após ao término da guerra, sozinho e longe da velha Alemanha.
Todos os dias me vejo diante do espelho e o meu reflexo com o tempo retrata aquele que um dia fui, sou e ainda vou ser....Eu mesmo!
Por isso, meu eterno e indefinível anônimo, sinto-me feliz em integrar a pobre gotinha do meu pequenino eu humano no mar imenso do teu grande tu divino.
Encerro o meu dia agradecendo a Deus pelos livramentos e por tudo que vivi. Que a noite seja um descanso para a nova etapa que será iniciada com o despertar do novo dia. Que seja de paz, descanso físico, mental e esperanças se renovando em nossos corações.
Boa Noite!
Eu Te agradeço, meu Deus, por tudo o que o Senhor fez por mim hoje. Por Suas bênçãos e livramento de todos os males que poderiam me acontecer.
Mais fria que a madrugada
é a dor que sinto em meu ser.
Minha alma espera cansada
entre sonhar e esquecer.
Utopia
Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajeitava
Lá no alpendre a conversar
Meus pais não tinham
Nem escola, nem dinheiro
Todo dia, o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar
Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
Tudo aos poucos se ajeitava
O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Pro papai cantar com a gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar ao sol poente
Passou o tempo
Hoje eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Quanto muitos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém
E há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chamam a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.
“Louco de fúria, mancharei de vermelho meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Com a morte de meus inimigos preparo meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!”
Se o meu amor for neurótico, se for possessivo e doentio, eu só poderia ensinar às pessoas um amor neurótico, possessivo, doentio... Se o meu conhecimento por alguma coisa for vasto e interminável, posso lhes dar isso. Assim, minha responsabilidade para comigo é tornar-me enorme, cheio de conhecimentos, cheio de amor, cheio de compreensão, cheio de experiência, cheio de coisas belas, de modo que posso dar isso às outras pessoas...
“A cada dia que passa eu me sinto mais perdida, mais é como se eu conseguisse manter o meu barco navegando em alto mar com uma tempestade enorme caindo, manter ele navegando no meio da tempestade apenas com a minha fé&esperença que tudo aquilo uma hora vai passar. Assim eu entendi que eu tenho que sempre saber levar, não importa a situação e nem a intensidade e a força na qual ela me atinja, nada é pra sempre, aquilo não durará eternamente, a luta dura o tempo suficiente pra fazer da sua força permanente”
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