Nao Julgue meus Sentimentos
"Eu quis fazer a seleção
dos meus melhores "quases"
Mas a minha sucessão
de quases foi tão imensa
Que penso ter sido, talvez
A unica vez na vida
Que quase não tive dúvida
Eu quis fazer e não fiz
E eu quase fiquei feliz
...mas não deu!"
Edson Ricardo Paiva.
Cerro meus olhos todo dia
Na esperança de guardar aqui
A toda fantasia
E poesia que se encerra
No final de cada olhar ao longe
E também cada alegria não vivida
Que eu dividi comigo mesmo
Nos tempos mal vividos
Que o caminho abrange
Pois a sorte desta vida
Não consiste em deparar
Com o diamante bruto
Que a cada um de nós
Há de esperar pelo caminho
E, sim, reconhecê-lo
Agradecer-lhe, com o devido zelo
Pois cada um de nós
Um dia há de encontrá-lo
Mas, nem sempre
Vê-lo
E lapidá-lo
Longe de toda malícia
Distante de qualquer olhar astuto
Somente a mansa gratidão
Que qualquer criança
Encerra dentro de si mesma
Quando tem na mão
Um brinquedo de papel
Um desenho que ficou bonito
E um coração escrito
E cerra os olhos
Na esperança de guardar ali
A sensação de fantasia
Que todo dia finge em reviver
No final de cada olhar ao longe
Que o tempo não deixou guardar.
Edson Ricardo Paiva.
No dia em que eu houver
De deixar ao mundo algo de mim
Pretendo deixar meu pior.
Desatar meus liames
Esquecer-me
De tantas mágoas e tristezas
E tudo que houver de nefasto
E tudo que houve de nefando
O melhor do lado ruim da vida
A tudo eu hei de abandonar aqui
Quando, enfim, eu tiver que partir
Pois é pra isso que serve a vida
Ela existe, pra que a gente viva aqui
A toda essa carga negativa
Que encaramos, que enfrentamos
Enquanto gente viva
Convivendo com gente assim
A carga é bastante pesada
Pra no fim, não levar-se nada
Eu rogo ao infinito que leve
O que houver de leve em mim
Pois o mundo empenhou-se tanto
Em tirar-me tudo
Eu deixo ao mundo meu pranto
Que é tudo que eu tinha
O que havia de bom
Não foi de interesse
No mais, minha alma é bem leve
E de nada ela serve pro mundo.
Edson Ricardo Paiva.
"Desde muito cedo
Antes mesmo de nascer meu Sol amigo
Me prestei e esquecer meus medos
E me emprestei a um ser só
Que era eu
Trazendo nas mãos, nada mais que dez dedos
Escondi no coração muito mais que vinte medos
Do lado da minha paz
Minha paz, há muito esquecida, espalhei
Meu Sol se pôs
Meu medo escondido, só pra mim guardei
Pra depois do fim da vida."
Edson Ricardo Paiva.
A chuva ensaiou
Flutuante
Eu abri minhas janelas e cortinas
Acendi meus abajures
e uma vela para agradecer
Convenci flores ausentes a ficar
Recolhi correntes
Pus meus dentes num sorriso
Ensaiei minha melhor risada
Pois a chuva é quase nada
Nada, quando ela chove
Deitei vinho à taça
Ele não veio
Vinha a chuva que passou
Porque toda chuva um dia passa
E ela passou
Infértil...meio indiferente
Sem sorriso e folha nova
Eu chorei
Pois o tempo ensina e prova
Compreende quem quer
Aprender não é preciso
A lágrima é.
Terra e chuva são dois
Pra depois serem uma coisa só
Pois a terra inválida, invalidada
Compreende a dor de ver-se abandonada
Sem laços, desatados nós
Mas depois que um rio flutuante
Impávido e ausente
Num dia qualquer
Passar pelo espaço infinito
Vazio e bonito e distante
Ali, bem diante dos olhos
Pra depois, num mero instante
Dar adeus, partir e não chover.
Edson Ricardo Paiva.
O tempo passa
pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Passa, com destino ao nada
Enquanto eu passo pela porta
Passa a hora pelo lampião de azeite
Passa pela chama de uma vela que minh'alma aceite
A luz da aurora, a fresta da janela, o dia acorda
Nada mais te resta, que senão viver
Passa pelo leite derramado
Passa e não pelos ponteiros
Fica ali, no tosco vidro mostrador
Que, fosco, perde o brilho
Passa...e dessa vez digo depressa
Não se faz passado como antigamente
E mesmo que as luzes iluminem
As vitrines do mundo já nem chamam mais tua atenção
O tempo passa pelo coração que bate
O tempo passa e não pelos ponteiros
Passa pelo lado avesso, aos olhos de meu pai
Depois vai lá, ter com meu filho, que mora distante
Corre pela gente, mas de modos diferentes
O tempo passa como um raio pela água do café, fervente
A gente nem se lembra mais
Quantas colheres colocou de quê
E quando vê
Tá bebendo por engano
Aquele, que era de ontem
O tempo passa lento aos apressados
Que por mais quaisquer segundos que eles contem
Perdem momentos aos montes, milhares, sem sequer saber
Que a semana de amanhã foi mês passado
O tempo passa lento aos infelizes
Que impõe crises à felicidade
E moldam fatos concretos
Pra poder ser infelizes
O tempo traz relatos
Dando conta sobre um cínico egoísmo
E desde que o mundo é mundo
Este sim, sempre subiu de patamar
E há de durar pelo tempo...que o tempo há de durar
Infelizes sim, de fato e até o fim
O tempo
Passa pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Ando devagar de medo, pode acontecer
de eu escorregar e de cair, cair como a noite
Porém
Além de perder compromisso
O cuidado é todo em vão
O preço disso é o passo em falso, o tropeção futuro
Abjeto ser, que vem devagarinho, ele vem
Não ponho a culpa em ninguém
Os caminhos do mundo nunca foram, nem jamais serão
Perfeitos como os cegos olhos a trilhar
O rumo escuro e fácil, rumo à perdição
Esse sim, tem prumo reto, argúcia, perfeição.
Edson Ricardo Paiva..
Eu fico aqui pensando
Acreditando
Todas minhas dúvidas
São tantas as que eu gosto
Assuntos meus, que creio
Coração alheio é campo inóspito
Eu fico aqui com pensamentos
São só pensares, pesarosos amiúde
Sobre um terreno desconhecido
Chamado amanhã
Pensando em que será que o mundo agora pensa
Será que a hora é mesmo de ir dormir
Porque sonhos não fazem ruido?
Hoje eu vou tentar sonhar
Sonhar que eu leio alguma previsão
Que diga sobre algum lugar melhor
Pra poder guardar a minha crença vã e sem pleno sentido
Um lugar melhor
Que os campos e terrenos que eu vi neste mundo
Até amanhã!
Edson Ricardo Paiva.
Por trás dos meus olhos cristalizado há uma esplêndida luz que carrega uma visão profunda do mundo, e um filtrador de sombras a dissipar toda forma de trevas que permei ao meu redor, por trás do peito um coração humano demais que pusa ritmicamente ao ponto de arremessar qualquer ato desumano a ano-luz de mim. No corpo escondo a sete chaves à alma de um anjo por uma busca incansável por sentidos e propósitos. Infelizmente por onde andei alguns não me compreenderam, e EU nunca compreenderei determinadas atitudes de alguns. Sei que alguns querem cortar minhas asas e, até mesmo me prender em gaiola, outras querem me barrar, muitas que eu desapareça, e EU continuo seguindo minha caminhada não como às ondas limitada de um mar, mas como as correntes d'água de um rio que não aceita obstáculos
Quem me dirá se as lágrimas que caíram dos meus olhos eram bem mais profunda do que o oceano que me banhava?
Quem me falará se o pequeno pedaço de chão onde meus pés pisaram era bem mais firme que as ondas da maré que vinha constantemente me bater onde naufraguei?
Quem adivinhará se morri ou sobrevivi naquela profundeza de um mar profundo que me lançaram? Ah! e o ar que eu prendi me diz tantas coisas (...) uma delas que estou vivo!
EU sou Palestino...a Palestina são aqueles que me antecederam, os meus antepassados.
Eu sou eles, e eles são como eu e todos nós somos Palestinos.
Somos a Resistência.
E os covardes são os invasores
Estadunidenses e Sionistas que desde 1947 atormentam quem só tem as estrelas para contemplar, pois os muros bloqueiam o belo horizonte de Gaza.
Nazi-Sionistas, que querem a terra, que impedem crianças de terem sua infância, então se tornam infantaria de resistência.
Resistimos até nosso sangue escorrer, até vocês nos matarem, mas outros nascerão, por tanto pegue seu plano Nazi-Sionista e vão embora.
Vocês que nunca se fixaram em lugar algum do mundo Árabe, saiam daqui.
Vocês que criaram um livro de mitologia pra dizer que um personagem disse que a terra é de vocês, saiam daqui.
Vocês que foram para a Europa e não se integraram com nenhum outro povo, saiam daqui.
Vocês que quando foram perseguidos na Europa por intolerância e nós os defendemos e salvamos muitos de vocês, saiam daqui.
Saiam daqui e vivam onde quiseres, de menos na nossa terra.
Para desvendar os meus mistérios, primeiro fixe o seu olhar na janela da minha alma. Depois fixe-o novamente adentrando os seus olhos ao fundo dos meus, unindo suas pupilas as minhas, observe:
- Caso não veja nada, não se preocupe! - Não tente novamente, não sou desvendável. E o meu mundo é totalmente diferente do seu. Os meus olhos foram feitos para eu enxergar o que talvez os seus não enxerguem. Talvez por isso sou chamada de "louca".
Querido,
Fomos casados, e com a noite, esta mesma que me assombrou durante muitos dias, os meus dias.
E hoje eu apenas quero te lembrar que eu te esqueço todos os dias. Você foi mal pra mim, não é? - Marcou-me com o seu mais suave veneno. E eu me entreguei aos prazeres do seu sabor. Com uma poção unica, chamada "amor".
"Minha boca é vermelha, minha pele é branca, meus olhos negros, meu coração amarelo, minha alma? - Não tem cor"
Eu amo a forma que você joga o seu corpo para frente, a forma que faz os meus olhos vibrarem com o seu movimento, com a forma de expor toda essa sentimentalidade, eu amo cada parte dessa ''parte" a qual se diz "partido", a qual se diz mágico.
Com amor ao mágico sentimento real.
"Eu sei que você me procura, eu sei que nesse momento você esta vasculhando os meus pensamentos e eu sei, que você acabou de te encontrar"
Eu perdi metade de mim, no dia em que soube da doença da minha mãe, eu perdi metade dos meus sonhos e por esse momento nem sei se ainda os tenho, estou sem chão... dor do cão, que não me deixa ver vida na felicidade que não me encontro.
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