Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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Ar, agua, terra, fogo essencial para vida.
O quinto elemento é a sétima palavra dita.

Ela é terra rara, morada daqueles que ousam sentir a vida. Talvez eu devesse ter vivido mais assim: mais solto, mais inteiro. Mas não esqueço o momento em que essa liberdade tocou meu coração, como um chamado profundo.

Frantz Fanon e Os Condenados da Terra: A Voz dos Oprimidos


A leitura de Os Condenados da Terra, publicado em 1961, é um convite à reflexão profunda sobre as marcas deixadas pela colonização nos povos submetidos ao jugo imperialista. Frantz Fanon, psiquiatra e pensador martinicano, não escreve como um observador distante, mas como alguém que sentiu na pele e testemunhou nos corpos e mentes colonizados a violência da dominação. Sua obra é um grito, uma convocação e, sobretudo, uma denúncia que visa resgatar a dignidade dos povos silenciados.


Logo na abertura do livro, Fanon lembra que “a colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela procura desfigurar, distorcer, aniquilar o passado do povo oprimido” (FANON, 1961, p. 170). Essa afirmação mostra que o colonialismo não é apenas um regime político ou econômico, mas um processo sistemático de destruição cultural e psicológica. O colonizado não perde apenas terras e recursos: perde referências, autoestima e a confiança na própria humanidade.


Fanon descreve a realidade colonial como um espaço marcado pela violência estrutural, na qual “o mundo colonizado é um mundo compartimentado” (FANON, 1961, p. 29). Há, de um lado, o colono, com seus privilégios, e, de outro, o colonizado, relegado à invisibilidade e à precariedade. Essa divisão não é apenas espacial ou econômica, mas simbólica: o colonizado é construído como inferior, incapaz, quase desprovido de humanidade. Ler essa análise é confrontar-se com o absurdo de uma ordem social sustentada pelo racismo e pela exclusão.


A empatia pelo colonizado nasce justamente da coragem de Fanon em dar-lhe voz. Ele afirma que “na situação colonial, o colonizado é sempre presumido culpado” (FANON, 1961, p. 52). Tal frase revela a crueldade da estrutura: aquele que sofre a opressão ainda é tratado como criminoso por ousar resistir. Ao apresentar essa inversão moral, Fanon obriga o leitor a enxergar o colonizado não como submisso ou bárbaro, mas como vítima de um sistema perverso que lhe nega o direito básico de existir plenamente.


Mais adiante, Fanon adverte que a libertação não pode ser concebida como uma concessão graciosa do colonizador, mas como uma conquista dolorosa e coletiva: “a descolonização é sempre um fenômeno violento” (FANON, 1961, p. 27). Essa afirmação, muitas vezes mal compreendida, não é uma exaltação da violência, mas a constatação de que a colonização, sendo ela mesma violência, não pode ser revertida sem ruptura. O que Fanon provoca no leitor é a empatia ativa: compreender que, diante de séculos de opressão, a luta pela liberdade não é um capricho, mas uma necessidade vital.


Ao longo da obra, o autor também revela os danos psicológicos do colonialismo, tanto para o colonizado quanto para o colonizador. O primeiro, porque internaliza o desprezo e sente-se desumanizado; o segundo, porque se acostuma a uma posição de superioridade desprovida de ética. Essa dialética de opressor e oprimido ecoa como um chamado à reflexão: até que ponto ainda carregamos resquícios dessa lógica colonial em nossas sociedades contemporâneas?


O maior mérito de Fanon é humanizar aqueles que o colonialismo quis desumanizar. Seu texto não é apenas denúncia, mas também esperança: esperança de que a história não se resuma à submissão, mas que a luta pela libertação seja capaz de restituir dignidade. Nas suas palavras: “Cada geração deve, na relativa opacidade de sua época, descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la” (FANON, 1961, p. 173).


Os Condenados da Terra não é apenas um livro de teoria política. É um testemunho visceral que nos obriga a nos colocar no lugar do colonizado, a sentir sua dor e a compartilhar de sua luta. Ao provocar a empatia do leitor, Fanon rompe com a indiferença e nos convida a assumir responsabilidade histórica diante da injustiça. Ler Fanon é aprender que a liberdade de um povo nunca pode ser vista como favor, mas sempre como direito inalienável.


Referência


FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968 [1961].

Na próxima geração, irei nascer na Finlândia, terra do povo feliz! Aqui, é só fofoca. Hoje, minha vizinha dedurou-me para a minha mãe.

O dízimo é uma forma de comprar um pedacinho de terra no céu

Lixo tem dois: um da terra e o outro da mente. Sinto-me recompensado quando faço a limpeza do primeiro e feliz, quando ajudo os outros a ficarem livres do segundo.

O sol é olhar que Deus estende sobre a Terra, assim que o dia amanhece. É ele, sempre ele que nos traz a luz da vida, a dádiva do alvorecer.

“Hoje, (06/02/2017), aqui em Vitória-ES, estou me sentindo em uma terra de ninguém, num verdadeiro faroeste, onde não há escrúpulos, nem respeito algum pela vida humana."

⁠Puro como o fogo, fluído como a água, forte como a terra, leve como o ar.

​"Sucesso é quando o que tu fazes na terra ecoa a vontade do que vem do Céu."

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

X-nave não é de marte
É o trato do malandro com adesivo e bela arte

Inserida por Juruna

Querer não é poder e não querer é responsabilidade chamando a verdade pra acasalar na nave.

Inserida por ClaudethCamoes

Não desisto dos meus sonhos.
Embarquei numa nave, nas aventuras da vida sem saber onde pousar . quem sabe na terra do nunca ..... Marte ,Júpiter ,Vênus ou visitar Alice no país das maravilhas !!?
Te espero lá.

Inserida por mariafrancisca50leit

⁠Como é bom gostar de alguém e poder dizer isso: minha imaginação não é nave, mas com ela, sinto-me juntinho de ti em inumeráveis recantos do universo.

⁠Em uma sonhada nave, milhões de cápsulas individualizadas, isso necessariamente, não impede que os participantes, sintam a interferência das ondas magnéticas, dos gostos alheios, na hipo central, é que me "tremo toda", dependendo da emissão, o sujeito pode até virar objeto, mas, sua imaginação é fértil.

Inserida por ClaudethCamoes

Conduza sua vida na calma para não bater
A nave em alta velocidade

Inserida por jefferson_abraao

⁠Do que adianta ter luxo,uma passagem para Búzios,ou uma nave que bate 200 no asfalto,se eu não tenho você.

Inserida por Abrao_ofc

⁠la nave va

tantas filhas teria tantas Deus me enviasse
de dna de coração de alma de vida
não pudesse nunca ser papis, papito ou pai delas
passaria por aqui sem muito sentido

mas tenho esta divida contigo Senhor
um varão para me ser
e algumas lindas filhotas para sê-las

observar e ajudar, sem compensação
mas totalmente compensado

Grazie Dio...la Nave Va

piu

Inserida por piu_amaro