Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
"Há pessoas que vão preferir passar a vida inteira sofrendo, sendo enganadas pelo diabo, do que tomar a decisão de se render a Cristo para terem a paz, felicidade e salvação da alma".
Anderson Silva
"Quando visitei as Cataratas do Iguaçu percebi que ainda há pessoas que acreditam em POÇO DOS DESEJOS".
Anderson Silva
Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"
A tantas pressas que tive na vida
Tento entender meus motivos
A vida há de passar
E realmente passou
Hoje eu olho pros lados
daquilo que vivi
Não se revive um instante
Hoje
Simplesmente vivo
Não adianta correr de nada
Nem vale a pena se apressar
A gente nunca sabe onde começa
Não dá e nem recebe a devida atenção
Enquanto ali no meio
Mas por meio de alguma coisa
Um dia isso tudo termina
Já me entristeci
Por causa de muitas causas
Faço uma pausa pra pensar
Elas tinham morrido no início
Foi meu vício em tentar vivê-las
E minha pressa
Em crer em promessas
Que não me permitiu viver
Enquanto vivo
Hoje o meu viver
Tornou-se facultativo
E meu tempo
de comum acordo com a ciência
Continua sendo relativo
Portanto
Procuro não mais viver
Tentando causar alívio
O dia inicia e termina o dia
Enquanto isso
eu vivo.
Edson Ricardo Paiva
A tantas pressas que tive na vida
Tento entender meus motivos
A vida há de passar
E realmente passou
Hoje eu olho pros lados
daquilo que vivi
Não se revive um instante
Hoje
Simplesmente vivo
Não adianta correr de nada
Nem vale a pena se apressar
A gente nunca sabe onde começa
Não dá e nem recebe a devida atenção
Enquanto ali no meio
Mas por meio de alguma coisa
Um dia isso tudo termina
Já me entristeci
Por causa de muitas causas
Faço uma pausa pra pensar
Elas tinham morrido no início
Foi meu vício em tentar vivê-las
E minha pressa
Em crer em promessas
Que não me permitiu viver
Enquanto vivo
Hoje o meu viver
Tornou-se facultativo
E meu tempo
de comum acordo com a ciência
Continua sendo relativo
Portanto
Procuro não mais viver
Tentando causar alívio
O dia inicia e termina o dia
Enquanto isso
eu vivo.
Edson Ricardo Paiva
Todo o entendimento que há no mundo
Pode caber num pensamento
Antes é preciso aprender
Que o pensamento move a tudo
Mas o mundo inteiro
a nenhum custo é capaz
De demover a um pensamento pleno
E a qualquer desejo verdadeiro
Que seja justo e sincero
Mesmo que pequeno
Em primeiro lugar
Entenda de uma vez por todas
Que nem sempre é preciso
dormir para sonhar
Mas o ato de acordar
É indispensável
Pra poder viver os sonhos
Não importam os seus tamanhos
Entenda também
Que sempre será perdida
Toda força despendida em vão
Pra saber onde se quer chegar
Não é preciso ir até lá
Antes, aprenda a medir a distância
Arrependimento
Pode ensinar muito mais que a guerra
Guarde consigo os seus erros
E saiba ler as palavras escritas
Na lágrima de quem erra
Pois a ira
é uma péssima conselheira
E a mentira,
Uma aliada traiçoeira
Olhe ao seu redor
Descubra o que espera do mundo
Quem não sabe direito o que quer
Na verdade não deseja nada
E vem recebendo da vida
A vida inteira
A única verdade que lhe cabe
Portanto
Seja na subida ou na descida
Aceite de bom grado
O que lhe der a vida
Pois isso é tudo que te resta
Até aprender desejar
Decida
Ou então
Nada além disso te espera
Nesta
E em todas as outras vidas.
Edson Ricardo Paiva.
Acabei de ver no jornal
Um Edital assinado por Deus
Estão abertas as inscrições
E há milhões e milhões de vagas
Pro cargo de ser
Gente boa e honesta
Se você for assim, não diga a ninguém
E nem traga um amigo
Você corre o risco
de ficar com cara de espanto
Aguardando a sua vez ali num canto
Enquanto ele tenta tomar o seu lugar
Portanto, se você também não presta
Não tente ocupar essa vaga
Não perca tempo à toa
Procurando o final da fila
Não tem gente nem pra preencher
As inscrições dos candidatos
O fato é que Deus chamou
Mas não achou ninguém igual
Às exigências que Ele colocou nesse Edital
Mas por saber como é a vida
Deus manda avisar
Que se encontram esgotadas
Todas as vagas
Pro cargo de gente fingida
Não sobrou quase nada
Infelizmente há tanta gente assim
Que nem precisa entrar no fim da fila
Inscrições encerradas
Todas as vagas
já se encontram preenchidas
Edson Ricardo Paiva.
A História passada
Há coisas certas
Pelos caminhos equivocados
Tortuosos
Fatos ocorridos neste mundo
Lembranças esquecidas
Que não passam de segundo
A mentira é coisa eterna
Por sua própria natureza
Resta-nos, sem sombra de dúvida
A dúvida, a infernizar as nossas vidas
Busque uma razão e sentido
Em tanto tempo perdido
Tudo expira
Utilize a qualidade
da felicidade que lhe chegar
Antes que lhe expire a validade
Ela pode perdurar por uma vida
Quando bem cuidada
Seja você
O bem que quiser ter
Não permita nunca mais
Que o mundo te obrigue
Ser o que te mandam
Olha ao teu redor
E simplesmente veja
A Lua que à noite te beija
E o Sol que te corteja, ao longo do dia
A vida, enfim
Não pode ser somente
O que te disseram
Que era
Remédio sem cura
Não era
Toda dor
Perdura pelo tempo estipulado
O permitido a mais que isso
É de bom grado, mais nada
Não se esqueça
de fechar as portas ao sair
e deixa ali teus infortúnios
e tristezas
Melhor viver alguns segundos de alegria
A séculos de pura melancolia
Depois de passados
Não lhes resta
Sequer um segundo
E agora viva
Talvez ainda reste algum tempo
Seja feliz
Edson Ricardo Paiva.
A vida há de trazer eternamente
Questões difíceis de ser resolvidas
Elas existem, porque a alma existe
Triste quem não percebe
Que a forma mais acertada
É aceitar que nada acontece
Sem que exista pra isso uma causa
um motivo ou razão
Pode ser que seja
um empurrão que a vida dá
Obrigando a um pensamento superior
Você procura escuridão
Na vaidade e a mentira
Mas é nos momentos de calma
Que enxerga a verdade
Se não consegue viver alegria
Um dia encontra a infelicidade
O caminho trilhado
Palmo a palmo, o tempo passa
Um dia há de enxergar
Que as palavras ao vento não foram perdidas
Mas o ódio no pensamento
destruiu tudo que havia de concreto
Um dia o silêncio há falar mais alto
E então você vai perceber
Que a sua alma não se precaveu
E perdeu grandes oportunidades
Deixando ir embora
A tudo que deseja agora
Então você se dá conta
Que deixou passar por entre os dedos
Os sonhos que tinha em mãos
No ato e na ânsia de abraçar com força
A tanta ilusão que a vida trouxe
No formato incorreto de questões
Agora Impossíveis de ser resolvidas.
Edson Ricardo Paiva.
Há dias que amanhecem azuis
Com nuvens lilases
Tem dias que começam ainda de noite
Outros terminam de madrugada
Com outros dois ou três dias
Quase amanhecendo
E é só quando acontece
De correr os olhos pela paisagem
Talvez ... pela última vez
Então percebe que houve dias
Que não teve tempo de olhar o Sol
Nascer e nem se por
E por obra de algum acaso
Percebe que foi assim
Na maior parte dos dias
Chegando sempre
Bem antes do atraso
Durante toda uma vida
Chovia
E eu não vi
Que haviam nuvens alí.
Edson Ricardo Paiva.
Eu passo todo dia
pela mesma rua
e na frente de cada casa
Há sempre um jardim disposto
de maneira diferente
no tempo e no espaço
Eu faço a vida inteira esse trajeto
e faço do mesmo jeito
do lado oposto
Mas é a mesma rua
Que não é mais a mesma
Quando termina
Existe outra calçada
Quando a gente
Está perto da praça
Mas a graça de tudo isso
É o colibri que bate as asas
e sempre se aproxima
Mas não é todo dia que ele sorri.
Ali tem um Sol sempre brilha
E tem sido assim a vida inteira
Pois o fato de as nuvens o encobrirem
Impedindo que a gente o veja
Não significa necessariamente
Que esteja apagado
Nem sempre a cerejeira dá cereja
E os jardins são sempre jardins
Todas as ruas do mundo tem dois lados
Sempre sobra uma sombra
Mesmo que a gente não veja
O sorriso do colibri
Por detrás dos escombros
Eu acho assombroso
Tantos seres alimentando essa dúvida
de que o beija-flor realmente sorria
Pois não acredita no que não pode ver
Mas crê nos poderes da dor
E a gente sempre chega a outra rua
No final de cada dia
Brilhando ou não havendo Sol
Outra noite
E nunca é igual
E aquela rua também não é mesmo
A mesma que termina numa praça
E esta é a bela graça de toda vida
Aprendida na ausência de pressa
E que a gente não vê
Mas ...
Invariavelmente termina
Na esquina onde tudo começa
E que fica naquela rua
A mesma
Onde todo mundo passa.
Edson Ricardo Paiva
Depois de tudo
Após, talvez, à própria vida
Há que vir a vez de se mostrar
O que esconde
Esse imenso mar de ilusão
Que chega mesmo a ser sombrio
Pois quando amanhece o dia
Resta ainda sobre ele
Um denso nevoeiro, que se formou
Durante a longa madrugada fria
Pode ser que um dia saiba
O que é que havia
Atrás daquele muro alto
Que eu via na infância
E que ficava
Debaixo da lava do vulcão
da ilha de Java
Só que esse
Escondido
do outro lado da lua
Num lugar onde morrem os medos
e que ao mesmo tempo
É a nascente
de todos os sonhos
Que de tão sonhados foram
Desgastaram
Um lugar onde o grito jamais alcança
Por mais que apertasse os olhos
E lançasse no breu do meu quarto
Um gemido baixo e lancinante
Tristemente guardado
E que só quem o ouvia era eu.
Edson Ricardo Paiva.
Amei como se deve há um coração que encontrou alento,botei pra fora todo esse avassalador sentimento aliviei o coração fluiu dele fortes correntezas de emoção disse te amo! há cada olhar seu lançado em minha direção e muitas outras tantas longe de ti nesses momentos de solidão...
Se eu disser te amo! não minto ao coração apenas acendo uma luz há da paixão para te guiar nessas noites escuras de solidão confiante em minha direção...
No silêncio há paz,na falta de respostas há muitas duvidas,nos pensamento mil e uma coisas mas nem uma é a certeza absoluta,No olhar o peso dos anos nos anos tantos dias de espera que desacelera lentamente meu coração,e então quando ele parar no silêncio haverá paz...
Olho pro Mundo, hoje há chuva
No silêncio deste mágico momento
Eu tento entender a lógica
Que faz a Terra girar pra um lado
e a gente caminhar pro oposto
É mês de novembro
e eu respiro um ar de mês de agosto
Só não sei de qual ano ele é
Parece que igual a mim
Muita gente que se encontra nesta Cidade
Simplesmente perdeu-se no tempo
O coração se deixa invadir
Por uma estranha alegria tristonha
Houve dias em minha vida
Em que as unhas do tempo
arranhavam minha porta, que eu abria
Entravam sonhos
dos mais variados tamanhos
Eu os mesclava à realidade e vivia
da maneira que o Mundo deixasse
Alguns estéreis e fecundos
Outros profundos
O Mundo e os sonhos
Também foram me deixando aos poucos
Agora, nestes loucos dias que correm
O tempo anda pra trás
O Mundo parece parado
De vez em quando
as águas chovem
E eu ainda vivo
os poucos sonhos que me vem
Enquanto eles também não morrem
Há momentos em que tudo que penso
é somente sumir, partir, ir embora
Estou por aqui há tanto tempo
Que nem ao menos me lembro
Qual das pernas eu uso
Pra dar o primeiro passo
Sinto saudades de um dia
Que nem ao menos sei dizer
Se realmente existiu
Ou se meu coração o criou
Pra espantar a tristeza
Num momento de rara beleza
Eu voava por sobre pântanos e montanhas
E me sentei, cansado
Embaixo de uma árvore
Arreada de lindos e estranhos frutos
Ao meu lado uma voz me dizia
Que aquele havia sido
O dia mais divertido de nossas vidas
Hoje, tudo que me resta
Além de dias diminutos
É a vontade de reencontrar
Os pássaros que voaram comigo
Numa antiga lembrança
de uma hora amiga
Que eu não sei dizer
Se realmente existiu.
Há coisas que eu quero
Existe em mim esse segredo
de querer algumas coisas
Que eu sei que jamais terei
Não tento tê-las
Por medo de finalmente não saber
O que vou fazer com elas
Isso pode parecer inexplicável
Mas isso não quer dizer
Que esse querer
Não seja um querer infindável
Ou que esses objetos de desejo
Sejam para mim inatingíveis
Porquanto são coisas pequenas
Não me esforço em conseguí-las
Apenas porque minha vida
Segue bastante tranqüila sem elas
O dia e a noite
A Lua e o Sol
A água e o vento
Se vão sucedendo
Momento a momento
Há instantes, sem a mínima importância
Que às vezes levam dias pra passar
Nesta solidão sem trégua
O silêncio se dirige a mim
e novamente declama
a mesma sentença
à qual me submete há tanto tempo
Eu não sei se ele ou eu
um dos dois se perdeu
E tudo que ficou pra nós
lembranças
tristes recordações
daquele tempo insano
em que cada um passava os dias
exercendo egoísmo e pensando
Em seu mundo, tão pequeno.
Que não fazia, em absoluto
Parte integrante de algo
maior e nem melhor
Antes
Estava somente acima
Agora, dia e noite se sucedem
E eu ainda os vejo se apinhando
Mutuamente se odiando
e se digladiando a todo momento
aquele tempo tão triste
não se foi; está bem aqui e ainda existe
Elas se matando
Por um lugar num banco de Igreja
Eles prometendo vingança
Por causa de um pouco de cerveja
Gente de caráter irrepreensível
Se esconde, ao final do dia
No local reservado aos que desceram
ao pior e mais baixo nível
E como porcos, fuçam a lama
buscando pela prata que esconderam
Dos chacais que a desejavam
Eu ainda os vejo
caminharem lado a lado
sem se exasperar
O dia passa, a noite passa
Este mundo se tornou pra mim
Um teatro, onde se exibe
Uma ópera farsesca
surrada e um tanto sem graça
A ópera chamada Vida
A mesma que deveria
Pura e simplesmente ser
A grande graça recebida.
Eu quero te dizer algumas coisas
Pra te fazer pensar, se quiser:
Por que será que há cores tristes
Se elas são as mesmas
A alegrar-lhe os olhos taciturnos
Quando vistas no Arco-íris
Será que a sua incompreensão
Alguma vez lhe permitiu saber
Que existem Arco-íris noturnos
Projetados pela tênue luz lunar
Eles estarão sempre lá
Nas noites passadas e futuras
Pois sempre haverá
beleza e alegria
Nas noites mais escuras
dos quartos sem janela
e até mesmo não havendo um teto
Por todo lugar onde olhar
Se atentar para o fato
de que neste Mundo e nesta vida
Quase tudo é abstrato
e seus olhos
Enxergam somente
Aquilo que for tridimensional
Tudo existe em igual proporção
Mas nada é concreto
Esta vida é mera ilusão
Seus olhos até hoje
Enxergaram aquilo que teu coração
deu de fato como certo
Porém, sob esta óptica
Teu coração também não existe
Esta existência, na verdade
É somente uma ilusão exótica
Que Deus usou
para explicar as suas dores
Enquanto ainda enxergares
cores tristes
Alegria e tristeza
São somente ilusões
Que juntamos aos pares
depois dividimos meio a meio
E vem do mesmo lugar
De onde tudo veio
Um lugar onde é tudo perfeito
Creio que sou eu
A criar a imperfeição
Quando vejo as coisas
do meu jeito.
Antes de o sino tocar
pos sete vezes
Muita água há de passar
despercebida
Os ventos solares
sempre sopram
na mesma direção
Mas o mundo gira
e sempre muda de lugar
A cada badalada
haverá de ter soprado
décadas
Uma de cada vez
dia-a-dia
Mês a mês
de maneira que você
Só haverá de perceber
o penúltimo soar
Neste intervalo
O tilintar da prata
e o brilho do ouro
Surdo e cego te deixarão
a ponto de desconhecer
A cada irmão
que na rua esbarrar
Mas ainda não terá chegado o fim
Perceberás que o mundo
terá feito de ti um fandango
No segundo que preceder
ao último gongo.
