Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
O medo é um carcereiro impiedoso. É ele que abre as portas da masmorra que há no Homem e o torna prisioneiro de si mesmo.
MAIS UM
Sintomas anormais são notados
Um teste revela o que há.
Algo novo está se formando.
Uma sorriso largo se abre e os olhos não se contém em lágrimas
Espectativas então são criadas
Cenas são repassadas várias e várias vezes.
Ah, que dádiva!
Agora sim viverei o que tanto sonhei.
De repente um sinal
Todavia, não parece ser algo normal.
Está tudo bem, a alma afirma para si
O corpo reage, a apreensão se torna cada vez mais forte
A resposta não era a que eu esperava.
Não está tudo bem.
O novo se foi.
Os olhos novamente não se contém em lágrimas
Toda aquela alegria se tornou em pranto de dor
Mais um aborto começou.
Amor e cuidado, penso eu, são coisas indivisíveis. Quem ama cuida. É verdade que há quem cuida e não ama, mas quem ama e não cuida é impossível.
Palavras...
Há palavras que sorriem...E outras que choram...
Sorriem quando estamos alegres...
Choram se estamos tristes...
São assim as palavras da nossa vida.
Quero ver as minhas palavras sempre a sorrir. Sinal que estou feliz e tenho motivos para fazer sorrir as minhas palavras...
Quero ser livre, liberta,
É minha vida, e eu vivereis até o último segundo dela,
Viajareis há Itália Veneza talvez, é quase certeza,
Mas só quero um lugar que eu possa dizer "é meu canto, é minha vida é minha liberdade!", é eu sempre irei buscar a minha felicidade, pois minha vida e meu livro onde sou autora é personagem principal, eu eu quiser sair para festejar com os amigos mesmo sem motivo, eu saio, se eu quiser adotar um gatinho ou um cachorro, eu adoto, pois eu corro atrás do que me faz feliz.
Nem sempre aprenderemos de uma vez por todas. Mas sempre a cada erro há mais conhecimento para decidir errar menos. Essa é uma consciência fundamental para a maturidade do ser.
A boca é um instrumento sagrado, permita que ela transforme em palavras somente o que há de melhor no seu coração. Se não for pra apaziguar, trazer paz e positividade mantenha as palavras nocivas sob a grade do silêncio.
O mal que me cerca, nem sempre é confortante, o desconforto na ginga da vida, há espera de melhoria, num trilho que me domina, barbaridades andam assolar as obras.
Quando somos luzes das cidades e alimentamos almas nada nos vai deitar abaixo,
porque aquele que crê e vive e nisso deposita fé.
Um dia de propostas e de coração recheado de novidades para um dia gritar o quanto custa a liberdade, mesmo vivendo num contexto poético de dramaturgia e eu gosto de trabalhar e estudar e fazer mais.
Um diagnóstico preciso do diálogo que faço, com um pensamento criativo de querer ir para um futuro próximo que pode ser construído na adaptação a adversidades, nelas tiro sempre lições positivas, canalizo energias, penso, e tenho que agir, procurar meios para subsistir, isto é sobreviver, e não viver.
Requer um pouco de sacrifício, paciência e resistência e durabilidade, já que falei de adaptação porque não falar de resiliência é sempre um começo sem fim, um bem maior a cada dia..
Viva a vida! Viva a vida!
Muita gratidão
Pela mão
Misticos Cemitérios -
Tudo em torno é silêncio e solidão.
Junto às sepulturas inda há gente que s’inclina,
buscando ouvir palavras, que em surdina,
os mortos, ao ouvido, lhes dirão – é vão!
Aqui, junto às sepulturas, apenas oração
que o caminho das Almas ilumine,
numa Espiral-de-Fé que as “fulmine”,
elevando-as ao alto em mística Ascensão!
Diáfano silêncio! A Voz-de-Deus
ressoando do Além, Paz vindoura d’outros Ceus,
sombreada por ciprestes e cedros de saudade.
Naquele Espaço-Etéreo há um doce encantamento,
uma Paz Religiosa, um puro sentimento,
Portal-de-Vida que vai da Morte à Eternidade …
Se você pegou o bonde andando há uma parte do trajeto que você desconhece totalmente e se desconhece uma parte não tem competência alguma para falar do todo.
Horas Ociosas -
Há horas que nos vivem
de tristeza e agonia, horas ociosas
que a ilusão nos perpetua! E as Almas sentem
tristes agonias, frias ilusões em horas mortas ...
Alta vai a Alma à hora da morte,
já o tempo, afoito, se lhe esgotou,
já se foi, despedaçada a sua sorte
agoirada por um corvo que ali passou ...
Grasnou! Grasnou! Soturno, austero ...
Noite densa, esvai-se a Luz
e o negro corvo poisa na mormória cruz!
Olhou! Olhou! Sombrio em desespero ...
Tlão ... tlão - no cemitério - não viu ninguém!
E num lento restolhar levanta voo e voa além ...
Do Esquecimento I -
Eu sou o que escrevi,
mas há como esquecer,
a morte, esse eterno adormecer
pode apagar o que vivi ...
A memória é coisa breve,
o esquecimento uma verdade,
que a terra seja leve
a quem parte sem idade ...
Eu sou, fui e hei-de ser,
devo dize-lo firmemente
que nem morrendo hei-de morrer!
Pois sou mais que o esquecimento,
sou mais que o ser que já não é
num eterno pensamento ...
