Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Há um universo no olhar dela; brilha com a força das estrelas, mas carrega o peso de um socorro que a boca não consegue dizer.
Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas há momentos em que o silêncio se torna um fardo pesado demais para se carregar sozinho. Senti que precisava deixar o coração falar, nem que fosse pela última vez. Com o tempo, aprendi que amar alguém de verdade não é sobre posse, nem sobre lutar contra um "para sempre" que o destino resolveu redesenhar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de permitir que o outro seja feliz, mesmo que essa felicidade floresça em um caminho bem longe do meu.
O amor verdadeiro possui uma natureza silenciosa e resiliente. Ele não sucumbe à distância, nem se apaga com o simples passar dos anos. Em vez disso, ele se transmuta; vira memória, vira o abrigo onde descanso nos dias mais cinzentos. Ninguém esquece um grande amor de fato; a gente apenas desenvolve a arte de conviver com a sua ausência, como quem aprende a respirar em uma altitude diferente.
De vez em quando, ao fechar os olhos, ainda lembro da única foto que tiramos no Mercadão. Você com um sorriso lindo e com os olhos brilhando mais do que as estrelas daquela noite maravilhosa. Uma foto que só ficou na memória, já que, naquele tempo, a imagem do celular era péssima, mas a nitidez do que senti continua intacta.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam, o mundo ao meu redor emudece e, por alguns segundos, eu só consigo enxergar nós dois. A letra se tornou o espelho da minha alma:
"O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar / Do mesmo perfume, do mesmo olhar / O beijo que o tempo guardou / Invade a razão, toma o coração / E a saudade me faz lembrar."
Passei anos evitando te procurar. Tive medo de reabrir cicatrizes que nunca se fecharam por completo. Escolhi o isolamento do sofrimento por acreditar que o silêncio seria mais "saudável", mas a verdade é que ele acabou me corroendo por dentro. Desde a última vez que a gente conversou, eu te falei e repito: você sempre será o meu grande amor.
Se um dia me perguntarem sobre arrependimentos, minha mente voará imediatamente para aquela viagem a Petrolina. Eu não deveria ter ido; aquele foi o marco de uma partida que eu nunca quis aceitar. Eu sei que o tempo é um rio que não corre para trás, mas saio deste silêncio com uma única certeza inabalável: você nunca poderá dizer que eu não te amei.
Tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra as lembranças e busquei novos ares, mas cheguei à conclusão de que a única forma de apagar você seria perdendo a memória ou fazendo um "reset de fábrica" na alma. Como isso é impossível, escolho aceitar que você foi o meu sonho mais mágico — um daqueles que nunca mais se repetem, restando apenas como as lembranças perfumadas de uma primavera eterna em meu peito.
Sigo agora o meu caminho, levando o que foi bom e deixando para trás o que dói. Desejo tudo de bom para você
Peço desculpas por te procurar mais uma vez, mas há momentos em que o silêncio se torna um fardo pesado demais para carregar sozinho. Senti que precisava deixar o coração falar, nem que fosse pela última vez. Com o tempo, aprendi que amar de verdade não é sobre posse, nem sobre lutar contra um 'para sempre' que o destino resolveu redesenhar. Amar é, acima de tudo, ter a generosidade de permitir que o outro seja feliz, mesmo que essa felicidade floresça em um caminho longe do meu.
O amor verdadeiro é silencioso e resiliente. Ele não sucumbe à distância, nem se apaga com os anos. Ele se transmuta; vira memória, vira o abrigo onde descanso nos dias mais cinzentos. Ninguém esquece um grande amor de fato; a gente apenas aprende a conviver com a ausência, como quem aprende a respirar em uma altitude diferente.
De vez em quando, o passado volta como um flash: lembro da sua voz e daquela única foto que tiramos — não vou dizer onde, pois você sabe bem o lugar. Você estava com um sorriso lindo e os olhos brilhando mais que as estrelas daquela noite maravilhosa. Uma foto que só ficou na memória, já que, naquele tempo, a resolução do celular era ruim, mas a nitidez do que senti continua intacta.
Sabe, ainda existe aquela música... a nossa música. Toda vez que os primeiros acordes tocam, o mundo ao meu redor emudece e, por alguns segundos, eu só enxergo nós dois. A letra se tornou o espelho da minha alma: 'O tempo passou, só que nada mudou / O mesmo vazio de antes / Sua voz eu ouvi, nosso mundo eu senti / E a mente vem recordar...'
Passei anos evitando te procurar, com medo de reabrir cicatrizes que nunca fecharam por completo. Escolhi o isolamento por acreditar que o silêncio seria mais 'saudável', mas a verdade é que ele me corroeu por dentro. Desde a última vez que conversamos, eu te falei e repito: você sempre será o meu grande amor.
Se um dia me perguntarem sobre arrependimentos, minha mente voará para aquela viagem a Petrolina. Eu não deveria ter ido; aquele foi o marco de uma partida que eu nunca quis aceitar. O tempo é um rio que não corre para trás, mas saio deste silêncio com uma certeza inabalável: você nunca poderá dizer que eu não te amei. Se eu não te amasse, não teria ligado para a casa da sua patroa; mas já era tarde, você não quis mais saber. Eu também era muito orgulhoso e falei besteiras, mas você não sabe como eu me senti naquele tempo.
Até hoje, eu me culpo. Você não sabe como meu coração ficou destruído, ficou em pedaços. Tentei te procurar pelo Facebook um milhão de vezes, sem sucesso, até que um dia conheci uma mulher da sua rua — não me lembro o nome dela. Foi 'fuçando' o perfil dela que eu achei você. Naquele momento, meus olhos quase escureceram ao ver a sua foto. O resto você sabe: meus medos falaram mais alto.
Tentei o impossível para te esquecer. Lutei contra as lembranças, mas a única forma de apagar você seria perdendo a memória ou fazendo um 'reset de fábrica' na alma. Como isso é impossível, aceito que você foi o meu sonho mais mágico — um daqueles que nunca mais se repetem, restando como a lembrança perfumada de uma primavera eterna em meu peito.
Sigo agora o meu caminho, levando o que foi bom e deixando para trás o que dói. Desejo, sinceramente, tudo de bom para você."
Eu já sabia dessa hipocrisia na Assembleia de Deus há muito tempo. É revoltante ver como exploram os fiéis com a cobrança rigorosa do dízimo, mas, na hora em que o membro está desempregado ou passando necessidade, a igreja não estende a mão; dizem que 'é preciso ter fé' enquanto o prato do trabalhador está vazio. Pelo contrário: escravizam as irmãs para limpar o templo e arrumar cadeiras sob o pretexto de ser 'obra de Deus', enquanto o pastor ostenta um salário de, no mínimo, 10 mil reais, carro do ano e vida de luxo. Nessa hora, o discurso muda e dizem que 'o obreiro é digno do seu salário' e que 'ninguém trabalha de graça'. Engraçado que isso só vale para a cúpula, nunca para quem limpa o chão.
A hipocrisia é sem limites. Usam o nome de Deus para impor medo e exercer um controle psicológico que invade a liberdade individual, vigiando a roupa que a mulher veste e o que o fiel faz em casa, chegando ao ponto de ditarem em quem as pessoas devem votar. Transformaram o altar em palanque político e o dízimo em faturamento empresarial.
Para completar o descaso, muitos templos se recusam a deixar que o corpo de um membro seja velado na igreja, alegando normas internas ou falta de tempo. É um sistema que lucra com o suor dos humildes enquanto eles têm saúde para trabalhar e dinheiro para ofertar, mas nega até o último gesto de dignidade e acolhimento no momento do luto. É uma 'família' que te acolhe pelo que você tem no bolso, mas te descarta assim que você não serve mais para os interesses deles. Pregam o céu, mas vivem um império de ganância aqui na terra. Afinal, para esses líderes, a fé é apenas um meio de vida, e o fiel é apenas um meio de lucro.
Há muito tempo, quando a juventude ainda coloria meus dias, entreguei meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade que as palavras mal conseguem descrever, mas o destino, em sua face mais cruel, traçou caminhos opostos para nós.
Naquele dia da nossa partida, senti como se uma parte vital de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; ele levou embora um pedaço do meu peito, que nunca mais voltou para o lugar.
Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece ter estagnado naquela última despedida. Dizem que o tempo cura tudo, mas, para mim, ele apenas refinou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo a dona dos meus pensamentos e a protagonista de todos os sonhos que ainda insisto em sonhar.
Posso ter envelhecido, mas o homem apaixonado que eu era continua vivo aqui dentro, guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência foram capazes de apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.
Tua ausência tornou-se o compasso vazio dos meus dias. Há uma melancolia profunda em redescobrir o mundo sem o brilho do teu olhar para iluminar os pequenos detalhes que só nós sabíamos decifrar. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas, para mim, ele tem sido apenas um relógio parado — um eterno inverno que se instalou desde que nossos caminhos se desencontraram.
Sinto uma saudade latente da simplicidade de sermos, apenas, um só coração. Daquela época em que a nossa maior promessa era o próximo encontro e o meu tesouro mais sagrado era o som da tua risada, que ecoava como música em minha alma. Perdi-me em labirintos de palavras não ditas e em gestos que o orgulho ou o medo adiaram. Hoje, com a clareza que só a saudade traz, percebo que, no afã de viver a vida, esqueci que o meu mundo só possui sentido pleno quando está ancorado no teu porto seguro.
Não te peço que apagues as cicatrizes ou esqueças as dores, pois elas também narram a nossa história. Peço apenas que permitas que a ternura prevaleça. Lembra-te do toque que desarmava qualquer tempestade e daquela conexão que parecia ter sido escrita nas estrelas, muito antes de os nossos corações aprenderem a bater.
Se ainda restar, nas profundezas da tua alma, um pequeno refúgio guardado para o que fomos, deixa-me provar que podemos ser ainda mais. Não desejo voltar para o mesmo lugar de antes, mas sim construir um novo destino, como alguém que finalmente compreendeu o valor inestimável do que possuía e que hoje está pronto para lapidar esse sentimento como o mais raro e precioso dos cristais.
O meu coração, teimoso e eternamente fiel, ainda pulsa no ritmo do teu nome. Estarei aqui, no nosso cais particular, observando o horizonte e esperando para ver se o vento, em um sopro de misericórdia, decide trazer-te finalmente de volta para casa.
Retrato Interior
Há em mim duas presenças que caminham lado a lado.
Uma ri, conversa, faz graça com o mundo, como quem dança leve sobre os dias.
A outra observa em silêncio, como quem escuta o eco das próprias emoções dentro do peito.
Eu aprendi cedo que sentir é também um tipo de linguagem.
Há sentimentos que não cabem em conversa comum,
então eu os transformo em silêncio, em pensamento, em palavra escrita.
Carrego dentro de mim uma casa feita de memórias,
onde vivem os afetos, as saudades e as perguntas que o tempo ainda não respondeu.
Às vezes me aproximo das pessoas com o coração aberto,
outras vezes recuo um pouco, não por frieza,
mas porque o cuidado também sabe ser discreto.
Sou alguém que observa antes de julgar,
que sente antes de reagir,
e que muitas vezes prefere compreender do que vencer.
Alguns verão em mim apenas leveza.
Outros perceberão que, por trás do sorriso tranquilo,
existe um universo inteiro de reflexões silenciosas.
Porque eu sou feito de duas partes:
a que vive a vida...
e a que também a contempla.
— Sariel Oliveira
ESPELHO
A criança corre movida pela energia que seu corpo emana
Sem perceber há uma nuvem escura em seu encalço ganhando força
Finalmente ela olha pra trás
Tardiamente ela olha pra trás
Amedrontada pelo tamanho da nuvem ela corre mais rápido
Em sua inocência atravessa o espelho
Não existe mais som
Não existe mais movimento
Somente o barulho ensurdecedor do silêncio
Seus olhos enxergam o movimento das pessoas
Mas as pessoas não a enxergam
Gritos e socos são inúteis diante da imensidão de vácuo
Cansada de lutar a criança chora
Chora lágrimas que não existem
Lágrimas que se transformam em chuva do outro lado
Chuva que se transforma em tempestade fora do espelho
Tempestade que invade a criança que agora abre os braços
Com olhos fechados ela implora para que um raio flamejante recaia sobre o espelho
Libertando-a em bola de fogo.
Buquês da Aldrago
dançam sobre nós,
foi há tempos tirado
o eu da escrita
desde o dia que te vi
sem fantasia.
Tudo em poesia
diária foi convertida,
o dia que eu quiser
falar do que é do eu
e do que doeu,
não me encabulo.
Se este assunto
não for tocado,
por ninguém será
nem aventado,
o eu não nasceu
para ser domado.
(O eu de cada não é
campo de batalha,
E sim nasceu para
ser academia nata).
Trago os Hemisférios
Sul e Norte nas origens,
Onde a Lua alcança
o zênite e onde nunca
haverá de alcançar,
O meu coração é onde
a paz sempre haverá
de florescer não importa o lugar
quanto tempo irá levar,
só sei que nunca irá parar
por onde eleger caminhar.
Nos quatro hemisférios
há poeira das estrelas
dispersas e mistérios
ao redor flores místicas
do Fedegoso em pleno
majestoso fevereiro,
adornando emoções,
desabrochando com tentações,
E tocando as cordas
o coração romântico;
Para sob ele te encontrar
pronto para o amor,
e paixão inesquecíveis,
Porque sei que juntos
seremos irresistíveis.
Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.
De Norte a Leste
o meu Meridiano é 75° E,
sei o quanto levo,
Há Latitudes 35°–55° N
vivas quando quero,
E Longitudes 50°–90° E,
e sei o que mereço,
por ter olhar não deixo
perder e não me perco.
Ancestralidade surgida
e guiada por Ursa Maior
pelas amplas estepes
dela tenho nas veias
a ampla memória,
Não permito ninguém
de qualquer maneira
[a minha História],
Ter chegado até onde
cheguei é a real glória.
Onde em cortesia sidérea
a Cassiopeia, Orion e Polaris,
dançam na Via Láctea,
Ali repousa e se inquieta,
e faz venérea porque
busca saber onde estão
as moças da Ásia Central,
porque há algo muito
além do que é desigual.
A lembrança insistente
revolveu ao passado
como chama acesa,
Daqui a pouco todos irão
dançar ao redor da fogueira,
porque dançar e cantar
é preciso quando o peito
se encontra em lamento.
Porque resistir unidos
e celebrar a chegada
da Primavera é de ordem
exclusivamente existencial,
entre memórias, festejos,
maus-tratos e incertos,
Não parar de perguntar,
é a soma dos desejos
até alguma resposta
conseguir me tranquilizar,
quando tudo irá terminar.
Algo do que há de melhor
em todos nós leva
as auroras dos séculos,
e perpassa os universos.
Do Campo dos Padres,
tem nascente gentil
dos nossos prazeres
na serena Alfredo Wagner.
Assim é o Rio Itajaí do Sul
serpenteia pela Mata Atlântica
na nossa Santa Catarina,
bela, amada, doce e romântica.
E tem a confluência
com o Rio Itajaí do Oeste
na Itajaí destinada,
que juntos desaguam
no Oceano Atlântico,
com tudo o que nos acalmam.
Estar exatamente ali
onde só de se admirar
os conflitos se diluem
como espumas do mar.
Apesar de nunca desistir, há momentos, pequenas ocasiões, em que se faz necessário.
Há coisas que não valem a pena insistir, basta olhar com atenção e não se deixar envolver o coração.
Assim poderá se libertar de prisões disfarçadas de belos jardins.
Há dias que se anunciam difíceis; contudo, guiados pela batuta do Pai Celestial, tornam-se surpreendentemente leves e prazerosos.
Onde há fé, há caminho
Que o nosso dia seja de gratidão ao Pai Celestial;
que, a cada amanhecer, a nossa fé se renove;
que a Tua luz guie os nossos passos;
que o Teu amor se revele em tudo;
e que os nossos caminhos sejam conduzidos à prosperidade.
Linha tênue
Há uma tristeza por dentro,
querendo escapar
Mas há felicidades contidas
querendo aflorar
De um extremo ao outro,
um limite, uma linha tênue
Quem há de entender,
quando dos olhos a tristeza brotar?
Mas em seguida,nos lábios,
a felicidade aflorar?
