Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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Há plantas rompendo o concreto pra florir.
Como assim você vai desistir?

⁠Você pode se sentir sozinho entre os seus, mas nunca está sozinho no mundo. Há pessoas que ainda vão reconhecer seu valor.

Pode ser que daqui há 1 ano olhemos esse poema por outra perspectiva.


Sol alto, céu aberto,
azul tão limpo que parece recém-lavado pelo vento.
As nuvens passam preguiçosas,
como se estivessem apenas visitando o dia.


Na areia clara, quente de luz,
uma mulher ergue o rosto
como quem conversa em silêncio com o horizonte.


O chapéu de palha desenha círculos de sombra,
protege — mas não esconde —
a tranquilidade que mora no seu gesto.
As mãos seguram a aba
como quem segura o próprio instante.


Óculos escuros guardam o mistério do olhar,
mas o rosto revela serenidade,
uma pausa rara
entre o barulho do mundo e o som do mar.


O biquíni branco reflete o sol
como espuma que decidiu virar pele.
O vento brinca com os fios do cabelo,
e o tempo, por um momento,
parece esquecer de passar.


Lá atrás, no alto da colina,
uma igreja observa tudo em silêncio —
antiga, paciente,
como se conhecesse histórias de outras marés
e de outros verões.


O mar se move devagar,
respirando ondas na beira da areia,
enquanto pequenas figuras caminham ao longe,
distantes, quase parte da paisagem.


Mas ali, naquele ponto exato de luz,
existe um instante inteiro:


uma mulher,
o vento,
o sal no ar,
e a certeza simples
de que o mundo às vezes
se resume
a estar viva
sob um céu azul. 🌊☀️


Autoral: Martinha S. Dias

Nas horas escuras da vida, Jesus tá lá
Quando ninguém tem tempo pra mim
Só há alguém que eu conheço, Jesus
Nas horas amargas da minha vida, Jesus tá lá
O único que, conhecendo minhas falhas, meus defeitos, ficou
Jesus Nair Nany.

Retrato Interior

Há em mim duas presenças que caminham lado a lado.
Uma ri, conversa, faz graça com o mundo, como quem dança leve sobre os dias.
A outra observa em silêncio, como quem escuta o eco das próprias emoções dentro do peito.

Eu aprendi cedo que sentir é também um tipo de linguagem.
Há sentimentos que não cabem em conversa comum,
então eu os transformo em silêncio, em pensamento, em palavra escrita.

Carrego dentro de mim uma casa feita de memórias,
onde vivem os afetos, as saudades e as perguntas que o tempo ainda não respondeu.

Às vezes me aproximo das pessoas com o coração aberto,
outras vezes recuo um pouco, não por frieza,
mas porque o cuidado também sabe ser discreto.

Sou alguém que observa antes de julgar,
que sente antes de reagir,
e que muitas vezes prefere compreender do que vencer.

Alguns verão em mim apenas leveza.
Outros perceberão que, por trás do sorriso tranquilo,
existe um universo inteiro de reflexões silenciosas.

Porque eu sou feito de duas partes:
a que vive a vida...
e a que também a contempla.

— Sariel Oliveira

Foi sendo bom
que descobri —


que ser bom
nem sempre é bom.


Porque há bondades
que se doam até desaparecer,
que dizem “sim” enquanto sangram,
que se calam para manter a paz
e perdem a própria voz.


Aprendi que ser bom
não é se anular,
não é aceitar o peso
que não nos cabe.


Ser bom de verdade
é ter raiz e limite,
é oferecer a mão
sem entregar a alma inteira.


Foi sendo bom demais
que entendi:


bondade sem verdade
não floresce —
apenas dói.

“Há pessoas que passam pela nossa vida como vento. Um amigo permanece como perfume.”

⁠Há diferença entre ser pobre e ostentar o minimalismo. Este é escolha com gosto de lucro, já o outro primazia da falta que não se sacia.

Quando a conexão é forte, há sintonia inexplicável, empatia profunda, silêncio confortável, comunicação fluida e a sensação de conhecer a pessoa há muito tempo, com olhares profundos e pensamentos sincronizados que criam um vínculo seguro e natural, manifestando-se em desejo de proximidade e facilidade na interação.
(Saul Beleza)

Um bom trabalho de equipe existe onde há compromisso,confiança e incentivo⁠ .

Há uma nova anatomia quando⁠ a fala é expressada

⁠Que coisa há de pior que o olho?
Por isso que ele se desfaz em lágrimas.
Ecl.15...

+1 Dia 🩵🦋
Mais um dia de céu azul para ser livre


Há dias em que o mundo pesa…
em que os pensamentos parecem mais altos do que a própria voz,
e o silêncio diz mais do que mil palavras.


Mas cada amanhecer traz uma oportunidade invisível:
mais um dia para recomeçar.


Mais um dia para corrigir o que ontem não foi perfeito,
mais um dia para aprender com as quedas,
mais um dia para ser luz num mundo que muitas vezes prefere a escuridão.


Quem olha para cima não é porque fugiu da realidade,
é porque decidiu não ficar preso ao chão das limitações.


Às vezes tudo o que precisamos
não é de uma vida nova…
mas apenas de mais um dia para sermos quem realmente somos.


Porque quando o coração escolhe continuar,
até uma simples borboleta lembra-nos
que a transformação é possível.

Há quem diga que, de todas as megeras mortas ou vivas, uma mulher que escreve é a mais feroz. Se isso for verdade, esta autora aqui gostaria de demonstrar as suas presas.
(Lady Whistledown)

Há um silêncio sagrado no ato de repartir o pão, um mistério ⁠que só se completa quando duas mãos se tocam sem o ruído do mundo, no entanto quando a lente se atravessa entre o doador e o faminto, a caridade corre o risco de virar teatro.

⁠Há duas tristezas comuns na sociedade contemporânea.
Uma é a separação dos amantes. A outra, a união dos que não se amam. Penso que a última seja pior que a primeira.
Porque nesse último caso, temos a vitória da conveniência sobre o amor, da carência sobre a esperança, e do medo sobre a fé.

⁠Em muita sabedoria
Há muito sofrimento.
Quem multiplica o saber
Aumenta a sua angústia.

Cada minuto contigo é breve demais, mas dentro dele cabe uma eternidade. Rimos da dor, e no riso há ternura, há a prova de que o amor pode nascer no intervalo entre a raiva e a esperança.

Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.

Tatianne Ernesto S. Passaes