Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Há três categorias de homens: a) os que contam a sua história; b) os que não a contam; c) os que não a têm.
Não há nada mais raro no mundo que a vontade; e, no entanto, a escassa porção de vontade que é concedida aos homens chega para virar todos os seus juízos.
A fé é um condão. Mas o bom trabalho, no amor do ideal, dá a fé. Não há trabalho no sentido verdadeiro sem fé.
Onde os homens se persuadem que os governos os devem fazer felizes, e não eles a si próprios, não há governo que os possa contentar nem agradar-lhes.
Não há limites para a credulidade humana e está ainda por nascer o homem prudente que saiba venerar na desconfiança a suprema sabedoria.
Não há homem que não deseje ser absoluto, aborrecendo cordialmente o absolutismo em todos os outros.
Não há nada mais perigoso do que acreditar que se detém a fórmula que vai continuar sempre conduzindo ao sucesso
Viagens na minha Terra
O marquês do F¹.
(F¹ - D. Domingos Antônio de Sousa Coutinho.)
Tinha a bossa, a paixão, a mania, a fúria de choutar aquele notável fidalgo - o último fidalgo, homem de letras que deu esta terra. Mas adorava o chouto o nobre do marquês. Conheci-o em Paris nos últimos tempos da sua vida, já octogenário ou perto disso.
O cantor sertanejo sabe contar histórias de amor, só precisa ser também com ética e respeito poético.
(...) Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.
Nota: Trecho adaptado de soneto de Luís de Camões.
