Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Não há nada bom nem mau, mas os lados o desenham assim.
O bem e mau são umas qualidades intocáveis, nem umas imparáveis.
O bem é uma qualidade clara e nova.
O mal é uma qualidade escura e velha.
Logo, o bem e mal merecem uns significados das meras qualidades.
Educadoras
Não há grito de liberdade maior que de uma criança.
Dentro de sua inocência, confronta o mundo com a verdade.
Se irrita com o banal, e valoriza o que de mais puro existe no mundo.
A verdade do coração, transmitida no olhar, no sorriso que gargalha.
Na peça pregada pela simples alegria.
Não há nada de mais espontâneo e cativante no ser humano.
Não há expressão mais literal da verdade.
Dom sem igual, o qual a sociedade tanto luta para domar.
Com suas concepções fúteis de educação.
Afinal crianças não vem para aprender
Vem para ensinar.
Há histórias que não se explicam, se sustentam. A minha é assim: construída no tempo, atravessada por fases, imperfeições, aprendizados e, acima de tudo, persistência.
São mais de 40 anos escolhendo ficar. E ficar, muitas vezes, não é o caminho mais fácil — foi o mais consciente. Porque eu nunca lutei apenas por um casamento, lutei pela essência de um homem e a união da minha família. Aquela parte dele que nem sempre o mundo via, mas que eu conhecia em silêncio, nos detalhes, nos momentos em que ele simplesmente era o meu Joaquim...
Houve dias leves, mas também houve dias difíceis. Momentos em que tudo parecia pedir desistência, mas algo dentro de mim sempre falou mais alto: a certeza de que existia verdade ali. E quando existe verdade, existe motivo para permanecer.
Persistir não foi anular a mim mesma. Foi, na verdade, um ato de força. Foi acreditar que o amor não se mede apenas pelos dias bons, mas pela coragem de atravessar os dias ruins sem perder o que realmente importa.
Eu vi o tempo passar, vi mudanças, erros, acertos, alguns desgotos… mas nunca deixei de enxergar aquilo que me fez ficar desde o início. Porque amar, para mim, sempre foi também escolher enxergar além das falhas — foi reconhecer a essência, mesmo quando ela se escondia atrás das dificuldades e dos erros da vida.
E se hoje me perguntassem se eu faria tudo diferente, a resposta viria tranquila: Mudaria o mínimo!
Não porque foi perfeito — mas porque foi verdadeiro. Porque cada capítulo, até os mais difíceis, ajudaram a construir o que somos. Porque, no fundo, eu sei que escolhi com o coração inteiro.
E há uma paz muito bonita em quem olha para trás e entende que, apesar de tudo, valeu a pena permanecer.
É preciso parar de preocuparem-se com tantos problemas, eles existem, não há como negá-los, mas concentrar-se neles, apenas desgasta a alma e bloqueia sua visão para o que pode acontecer de melhor na sua vida. O momento é de entrega: Se não entregarmos nossos problemas,
Ficaremos sempre com eles, batendo na porta de nossa consciência!
Há uma paz que não se aprende nos livros,
nem se explica em palavras humanas;
é a paz que vem de Deus, suave e eterna,
que toca a alma quando o mundo silencia.
Teus olhos não apenas olham,
eles atravessam.
Há neles uma luz que desnuda o mundo
e um silêncio que diz tudo o que a boca não ousa.
Quando me encontro no teu olhar,
entendo que beleza não é forma,
é profundidade.
É alma transbordando sem pedir permissão.
Teus olhos carregam verdades antigas,
dessas que não se aprendem, se reconhecem.
E quem os encara por tempo demais
não sai ileso,
leva um pouco de ti para sempre.
Porque o teu olhar não seduz,
ele revela.
E ao revelar tua alma tão clara,
faz da intensidade
a sua forma mais bonita de existir.
Ainda há tempo, se arrependa dos seus pecados, não ligue para o que os outros vão dizer, não deixe de se salvar porque algumas pessoas não aceitam do jeito que você é. Lá no inferno está cheio de pessoas que escolherão ficar do jeito que estava, e não quiseram fazer uma mudança para garantir sua salvação.
Não Ceder
Há momentos na existência humana em que a mente se vê pressionada por forças tão sutis que quase passam despercebidas. Não é a violência das circunstâncias que nos desvia, mas sim a suavidade com que certas inclinações se insinuam no pensamento.
Ceder, nessas horas, não é um ato repentino: é um deslizamento gradual da vontade.
A verdadeira questão não reside na tentação em si, mas na arquitetura interna da consciência.
O indivíduo que deseja preservar sua integridade precisa compreender que cada impulso é uma interseção: de um lado, a gratificação imediata; do outro, a permanência de si.
O erro humano não se manifesta como monstruosidade, mas como consentimento —
um consentimento silencioso, quase matemático, em que o sujeito calcula mal as consequências e superestima o instante.
Não ceder, portanto, não é uma negação do desejo, mas uma afirmação do eu.
É a mente lembrando ao corpo que existe continuidade, que cada escolha forma uma linha que se prolonga no tempo, criando inevitavelmente uma figura moral.
E quando alguém se mantém firme, não o faz por moralismo ou rigidez, mas pela compreensão profunda de que a paz interior não nasce do prazer passageiro, e sim da coerência das próprias decisões.
A consciência, quando alinhada consigo mesma, produz uma espécie de silêncio luminoso —
uma clareza que nenhum arrependimento posterior consegue oferecer.
Assim, resistir não é violência, mas preservação;
não é ausência de sentimento, mas respeito pela própria narrativa.
E, sobretudo, é a ciência íntima de que aquilo que se constrói com lucidez não deve ser sacrificado ao que só existe no breve instante da tentação.
Poesia, um ato de expressar o que sente, é a arte de viver, é você perceber, que não há limite pra vencer, é você apreciar a mais bela inspiração, sentida do fundo do seu coração, que trará emoção.
Há muitas pessoas que nada sabem; contudo, o maior problema não reside na ignorância em si, mas na atitude de fingir saber. Ao assumir tal postura, acabam por fechar a porta à oportunidade de aprender, pois quem acredita já possuir o conhecimento dificilmente se dispõe a buscá-lo.
Assim, a verdadeira limitação não está no não saber, mas na recusa silenciosa de reconhecer a própria ignorância e transformar essa consciência no primeiro passo para o aprendizado.
Quando há amor de verdade, não se desiste.
Se já não insiste, nunca houve amor.
Quando o amor é de verdade,
queremos florir em todas as estações, mesmo quando a chuva teima em cair.
Mesmo quando a escuridão nos atinge,
o amor se verdadeiro nos aconchega,
nos abraça, acalma.
Traz o sol para nos aquecer, iluminar o nosso viver.
Não desista se o amor te toca a alma, te faz florescer.
O amor é poesia que a cada dia nos
mostra que amar é um eterno amanhecer.
Choverá
Essa solidão que, há tanto tempo, venho preenchendo com histórias que já não fazem sentido.
Viver essa mentira de que “não estamos sozinhos” tirando todas essas crenças
Humanamente, somos todos assim: a ânsia, o medo do vazio, e o que ele faz com você.
Certa vez, eu estava sentado em uma praça.
E o que restou foi apenas o fim da tarde.
O sol estava prestes a ir embora, e eu pensava
“Como isso é doloroso. Já não tenho mais por que desviar o olhar do sol.”
As coisas aconteceram tão rápido,
que o tempo que passou já não importava.
Tornaram-se partes no tempo:
momentos, sonhos, esperança, desejo, apreço, culpa, decepções.
O sol, enfim, desapareceu.
Me levantei do banco.
E depois disso, só me restou voltar pra casa,
apreciando cada parte da rua:
o céu já escuro,
pessoas sorrindo,
pensando no outro dia.
E sem que eu percebesse… choveu.
Choveu tanto que precisei me esconder.
Naquele momento, enquanto chovia,
o que passava na minha cabeça é:
“Eu gostaria de ir pra casa.”
Uma vez, uma pessoa me disse:
"Você pode ignorar a realidade, mas não as consequências de ignorá-la."
E, de fato, ignorei.
Vivi na minha bolha de que “tudo bem, não vou ficar sozinho, independente dos meus atos”.
E agora…
lido com as consequências.
Mesmo que eu não queira sentir isso,
eu devo sentir.
E quando não suportar, eu sei que... vai chover
Por que quase todos os religiosos, acham que quem não é religioso, são todos ateístas?
Há pessoas que não seguem nenhuma doutrina religiosa, mas ama mais à Deus e o conhece, mais do que muitos que julgam e se dizem cristãos.
A religião, é um sistema doutrinário.
Quem conhece Deus de verdade, não precisa dela.
A bíblia é livre!! Todos somos livres.
Deus, não é religião, parem com isso.
É uma despedida?
Então… sim...
Há alguns anos, eu me apaixonei.
Não por alguém, mas por um instante.
Foi um sorriso.
E, nele, algo em mim despertou como se sempre tivesse estado ali, adormecido.
Houve um abraço.
E naquele breve contato, eu quase fui inteira.
Como se, por um segundo, eu tivesse pertencido a algum lugar que nunca conheci.
E eu fiquei.
Não ali… mas na sensação.
Porque há encontros que não acontecem no mundo, acontecem dentro.
Sabe essas histórias que acreditamos poder controlar? Eu não controlei.
Mas ele… talvez nunca tenha estado nelas.
E ainda assim, eu insisti em sentir.
Porque sentir, às vezes, é tudo o que nos resta
quando o outro não fica.
Eu soube.
Desde o começo, eu soube.
O adeus já existia antes mesmo do primeiro olhar.
Mas eu quis ignorar.
Quis esticar o tempo…
como quem tenta segurar água nas mãos.
E então houve aquele quase.
O beijo que não veio.
O olhar que, por um instante, disse tudo
e depois… nada.
E ali, silenciosamente, terminou o que nunca começou.
Não houve nós.
Não houve história.
Só um sentir que se expandiu demais
para caber na realidade.
E, ainda assim… doeu.
Porque, por um breve momento,
eu vi em você algo que nem eu mesma sabia que existia em mim.
E talvez seja isso…
Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar. Entram só para despertar algo dentro da gente.
E depois… vão embora.
