Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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“Nunca vou desistir, porque dentro de mim há uma voz que não se cala, mesmo quando tudo desaba ao redor. Já caí, já perdi, já chorei — mas cada dor que enfrentei construiu a minha força. Aprendi que o caminho dos fortes não é o mais fácil, é o mais verdadeiro. Desistir seria apagar tudo o que lutei para conquistar, seria renunciar ao propósito que me move. Então sigo, mesmo cansado, mesmo sem aplausos, porque a minha vitória não está em chegar primeiro, mas em nunca parar de caminhar.”

Vivemos às nossas vidas mais na imaginação do que na realidade,há tanto filtro não apenas nas fotos mas também no olhar,pensar,sentir e até na hora de viver,criamos personagens para quem amamos e,quando a realidade bate a porta nos decepcionamos. O triste nisso é que quando a gente se decepciona é de na natura humana culparmos o amado,mas a pergunta é a seguinte: o que é a decepção senão o fim do autoengano .

O universo é um Templo Aberto. Não há grades (destino), apenas portas que nós mesmos trancamos por medo.

A maior riqueza é a liberdade,não há preço que pague o prazerde estar com ou fazer o que curte tao bem.
#bysissym

Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.

O amor que não se conta

Há amores que não se anunciam.
Não porque sejam pequenos, mas porque são grandes demais para o barulho do mundo.
Vivem no silêncio confortável do peito, onde ninguém entra sem permissão.

É um amor que se reconhece no instante do encontro.
Quando os olhos veem a amada, o dia muda de tom.
O tempo desacelera.
O coração que fingia normalidade entrega-se sorrindo.

Esse amor é feliz em detalhes.
No jeito como ela caminha,
na curva distraída do riso,
na voz que chega antes da presença.
E quando a noite vem, eu sonho.
Um sonho tão profundo que acordo com o cheiro dela no ar, como se o sonho tivesse atravessado a realidade.

Ninguém sabe.
E talvez seja por isso que eu seja tão inteiro.

Quando estou longe, a saudade não pede licença.
Ela se instala no peito como uma casa antiga,
abre as janelas da memória
e deixa o vento passar por tudo o que foi sentido.

É uma saudade grande, quase física.
Daquelas que apertam o coração sem machucar,
porque doem de amor, não de ausência.

Esse amor não precisa de testemunhas.
Ele existe porque vive.
Porque pulsa.
Porque transforma dias comuns em eternidade breve.

É um amor que não se conta a ninguém.
Mas que conta tudo para quem sente.

⁠As estações
sempre me encantam
Não há flores tão belas
que meus olhos não vejam
Não há perfume tão suave
que no ar não se espalhe
Em cada estação do ano
eu aprecio a simplicidade
da natureza, que chega sempre bela e formosa

Ainda Há Cacos Espalhados
​Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
​Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
​A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
​É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
​E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.

Se há um destino que sei que não me aguarda após a morte, é o inferno. Fosse o caso, eu seria condenado a vivê-lo duas vezes.

Não, esta vida não me parece natural.
Há nela uma ordem que não escolhi e à qual, ainda assim, pertenço.
Nasci — e, antes que pudesse sentir o espanto de estar aqui,
já havia uma prova da minha presença.

Um papel declarou meu começo. Eu não.
Outros vieram depois, confirmando etapas.
No fim, outro afirmará que terminei.

É estranho que a existência precise de testemunhas,
como se o simples fato de respirar não bastasse.

Às vezes penso que não vivo, apenas correspondo.
Respondo a chamadas invisíveis,
atendo a expectativas que não formulei.
Sou menos um ser do que uma função em curso.

Pergunto-me se existo
ou se apenas me mantenho em operação.

Meus pais me pensaram antes de me conhecer.
Havia em mim um projeto que não era meu.
Minha mãe me chamava de futuro.
Eu tentava existir no presente.
Cresci entre o desejo deles e a minha própria indefinição.
Hoje não sei se falhei
ou se apenas nunca aceitei ser continuação.

Há em mim algo que resiste.
E, no entanto, todos os dias sou traduzido em números.
Sabem tudo sobre mim.
Não sabem quem sou.

Não me oprimem as paredes.
O que me inquieta é a forma —
a exigência de caber sem sobrar.

Vestimos papéis como se fossem natureza.
Chamamos dever ao que é repetição.
Chamamos escolha ao que já estava traçado.

E corremos —
não sei exatamente em direção a quê.

Dizem que isso é amadurecer.
Talvez seja apenas suportar a própria compressão.

Construímos cidades verticais
e desaprendemos a olhar na altura dos olhos.
Quanto mais alto subimos,
mais abstratos nos tornamos uns para os outros.
Multiplicamos fronteiras:
classe,
crença,
idioma,
convicções herdadas.

A aproximação tornou-se um esforço.
É preciso explicar-se antes de simplesmente estar.

Às vezes imagino um lugar
onde não seja necessário justificar a própria presença,
onde o erro não se converta em identidade.

Não sei se esse lugar existe fora do pensamento.

Não sei se escrevo para confessar
ou para observar a mim mesmo escrevendo.
Há momentos em que me sinto dividido
entre o que sente
e o que analisa o que sente.

Talvez eu seja apenas essa divisão.

Ainda assim, algo em mim não se acomoda —
uma recusa discreta que insiste.

Não sei se há saída.
Mas sei que não aceito ser apenas o que registraram de mim.
Não aceito ser engavetado.

Se não posso abandonar o mecanismo,
posso duvidar dele.
E essa dúvida, por enquanto,
é a única prova que reconheço como minha.

Não sei se posso derrubar os muros.
Mas posso subir —
enquanto não me puxam de volta.

E espiar por cima.

E lembrar, nem que seja por um instante,
que o horizonte não pertence a quem o delimitou.

Nos meus momentos de quietude e solidão eu ouço minha própria voz. Não há como fugir de mim mesma quando estou só. Neste momento tudo faz sentido, tudo se encaixa como num jogo de quebra cabeça com todas as peças.

Não há maior dignidade humana do que receber pelo trabalho que se realiza.

⁠AMIZADE, O VERDADEIRO AMOR.

Não há outra forma de relação capaz de ser eterna, de perdurar por toda uma vida. Poucos amores conseguiram isso. Nas relação humanas, só a amizade tem provado que é forte o suficiente para suportar as adversidades que são comuns entre pessoas de diferente classes sociais e origem étnica.

Até na literatura, é a amizade que supera os romances, geralmente os romances mais famosos são trágicos ou tratam de um amor impossível.

Mas veja o caso de amizade mais grandioso da literatura universal, e sem dúvida concordará comigo.

Se ainda não leu, com cuidado merecido que devemos ao esta obra, faça-o agora e constate o que digo.

Dom Quixote, a relação de amizade que se eterniza ali tem ressonâncias inimagináveis, quem não deseja um amigo como Sancho Pança?

Milagre, não há resposta...!!!
(Nilo Ribeiro)


Milagre, o divino sem explicação,
mistério sublime que encanta.
não cabe na lógica da razão,
mas, tudo ele suplanta


instante de luz inesperada,
raio de esperança e clemência,
graça do céu derramada
como divina providência


emanado das Mãos de Jesus,
é Ele quem se compadece,
transforma a sombra em luz
e o impossível acontece


vai além do entendimento,
exige fé, entrega e crença,
o milagre é puro sentimento,
é maior que qualquer doença


nada eu preciso provar,
é de Deus este poder sem igual,
basta com fé você orar
e confiar no Pai Celestial


o milagre é luz na escuridão,
é a esperança que nos sustenta,
ele cabe inteiro em uma oração,
e é bênção que nos acalenta...!!!


“O milagre vem do Nosso Senhor,
pois, Ele é perdão e amor”...!!!


Amém...!!!

Não há prazer maior do que ambicionar algo para si... e conquista-lo através de meios lícitos e de total honestidade...!

Há quem viva de autópsia moral: abre os defeitos dos outros para não dissecar os próprios.

Há exatamente 6 anos eu não apenas adotei duas meninas… eu fui adotado por dois corações que transformaram minha vida em amor todos os dias. (2026)

Quando o Mundo Perde a Graça


Há dias em que o mundo se cala por dentro.
Não é ausência de som, é ausência de eco.
O céu continua azul, mas é um azul sem memória,
como se nunca tivesse guardado um grito de criança ou um beijo roubado.
O vento passa, mas não traz cheiro de terra molhada;
traz apenas a notícia de que está passando.
E a gente sente, no peito, um silêncio que não explica.


A graça se perde devagarinho, quase com educação.
Primeiro a gente para de correr atrás do caminhão de gás só para ouvir a musiquinha.
Depois deixa de desenhar corações no vapor do vidro do banheiro.
Um dia olha para o mar e pensa em conta de luz.
No outro, vê uma pipa rasgada no céu e calcula o tempo que falta para a reunião das três.
Crescer, descobrimos, é aprender a traduzir encantamento em utilidade.


A gente vai trocando os olhos de vidro por olhos de adulto,
e o vidro, coitado, não reflete mais arco-íris.
A gente aprende que rir alto é exagero,
que chorar é fraqueza disfarçada,
que dançar sozinho na cozinha é loucura que não se assume.
E assim, com jeitinho, vamos nos tornando pessoas sérias,
pessoas que precisam de motivo monumental para se permitir um sorriso sem destino.


Quando foi que desaprendemos de nos espantar com quase nada?
Quando foi que um passarinho pousado no fio virou mero pássaro,
uma criança fazendo bolha de sabão virou estorvo,
um velho segurando a mão da mulher depois de meio século virou apenas “casal de idosos”?
A gente troca a capacidade de ver milagre pela habilidade de ver problema.
E chama isso de maturidade.


Mas há instantes, raros, em que a cortina se abre sozinha.
Um homem entra no vagão tocando violão desafinado,
cantando com a voz rachada de quem já perdeu muito.
Todo mundo finge que não é com ele.
Até que uma senhora de coque branco e rugas profundas
começa a bater palma fora do tempo,
e canta junto, tão baixo que quase é prece.
De repente o vagão inteiro se lembra de que tem coração.
Alguém sorri sem permissão.
Outro deixa cair uma lágrima que não explica.
E por trinta segundos o mundo volta a ter graça,
como quem volta para casa depois de anos sem endereço.


Nessas horas eu entendo:
o mundo nunca perdeu a graça.
Ele apenas se cansou de oferecê-la a quem já não sabe receber.
A graça continua ali, inteirinha,
escondida no jeito que a luz atravessa a folha da árvore,
no som do portão rangendo como se dissesse “bem-vindo de novo”,
no cheiro de bolo que vem da casa de alguém que a gente nem conhece.


Ela espera apenas um olhar que ainda tenha coragem de ser criança,
um coração que aceite se surpreender sem pedir certidão de utilidade.
Porque a graça não mora nas coisas grandiosas.
Mora exatamente onde a gente desaprendeu a olhar.


E talvez a única revolução possível
seja voltar a se espantar com quase nada,
voltar a correr atrás do caminhão de gás,
voltar a desenhar no vapor,
voltar a dançar na cozinha sem plateia.


Talvez o mundo só volte a ter graça
no dia em que a gente parar de ter vergonha
de ter alma.

O Clamor Da Desesperança


Há um clamor no fator desesperança
que não se ouve com os ouvidos,
mas com a pele inteira,
como se a noite inteira se encostasse na gente
e sussurrasse, sem pressa, a mesma frase antiga:
“Não há mais depois.”


É um som que não ecoa,
porque não há parede que o devolva.
É um grito que não rasga o ar,
porque o ar já se cansou de ser rasgado.
É o silêncio que se faz tão denso
que começa a pesar nos ossos
e a gente carrega o próprio vazio
como quem carrega um filho morto nos braços.


A desesperança não grita.
Ela instala-se.
Ela toma o lugar do sangue,
circula devagar,
vai pintando de cinza os sonhos que ainda ousam nascer.
Ela não nega o amanhã;
ela simplesmente o torna irrelevante.
É o único deus que cumpre todas as promessas:
promete nada
e entrega exatamente nada.


E, no entanto,
dentro desse clamor sem voz
há uma pulsação quase imperceptível,
um tremor que não se rende.
É a parte de nós que ainda lembra
que o abismo também olha para trás
e que, às vezes,
o abismo pisca primeiro.


Porque a desesperança é absoluta
só enquanto não for olhada nos olhos.
No instante em que a encaramos,
sem desviar,
sem pedir licença,
ela perde o monopólio da verdade.
Começa a rachar
como parede velha que já não aguenta
o peso de tantas ausências.


Há um clamor no fator desesperança,
sim.
Mas há também,
no meio do peito que se calou,
uma brasa teimosa
que não pede permissão para continuar queimando.
Ela não ilumina o caminho inteiro.
Ilumina apenas o próximo passo.
E isso,
contra todo o escuro que se acha eterno,
já é rebelião suficiente.


Porque o desespero é grande,
mas o ser humano
é especialista em fazer nascer jardins
exatamente onde juraram
que nada mais cresceria.


E é aí,
na fenda mínima entre o “nunca mais” e o “quem sabe”,
que a vida,
essa contrabandista insolente,
sempre volta a passar.

Por mais que em mim não há palavras. Mas meus pensamentos estão sempre contigo