Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Abril
Não sei bem porque sou triste..não há um motivo ou há mil
sempre gostei da tristeza, a que começa em Abril..
é o frio chegando, a chuva, fumacinha do café,
a voz da mãe me dizendo: - bota chinelo no pé!
não é bem tristeza eu diria,
quem sabe é só romantismo,
por que até a solidão é boa
quando se sai de um abismo.
Relacionamentos sâo contratos de riscos. Nâo há garantia na paixâo e no amor. Cada um sabe por quem deve lutar e quem é digno da conquista.
E há sempre algo em nós que apenas não conseguimos dominar. Digo isto porque esta é a mais pura realidade. Desde que o mundo é mundo, e nele há vida, isto é um fato verídico. Pensamentos, vontades, desejos mais insaciáveis, ações repentinas e palavras inoportunas. Não conseguimos dominar certas ações e emoções apenas pelo fato delas ser o que mais queremos. Pensem comigo; todos nós temos dois lados instintivos, pelo qual podemos chamá-los de razão e emoção. Há aqueles que sempre seguem o lado emotivo, dizem “ouvir” e “seguir” os “mandamentos” do coração, pois afirmam que a vida é realmente isto, o ato de arriscar, de acertar, e se errar é conseqüência, e com o erro aprenderemos. Há aqueles, portanto, que sempre seguem a razão para realizar determinada ação, dizem ser esta a forma mais correta de analisarmos fatos para que a teoria não falhe, e, portanto, não sofra danos irreparáveis, como por exemplo, um projeto mal resolvido, uma viajem fracassada, ou até mesmo um coração partido. Mas por que não conseguimos dominar nossos pensamentos e/ou emoções? A resposta para esta pergunta é muito simples. Basta pensarmos um pouco. O que acontece é que, razão e emoção jamais andam juntos. Isto aprendemos em filosofia no Ensino Médio, ou mesmo com a vida desde crianças. Acontece que, determinados acontecimentos pedem resoluções rápidas e drásticas. E, grande maioria das vezes, a melhor decisão a ser tomada é justamente aquilo que menos gostaríamos de fazer. Cada problema possui em si uma incógnita, uma letra com valor desconhecido para que possamos calcular e resolver determinado problema rapidamente. Para calcularmos podemos usar métodos direto ou indireto que facilite ou prolongue a operação sendo feita, do resultado final. E assim não deixa de ser a vida e todas as realizações da mesma. Não conseguimos conciliar razão e emoção, fazer com que ambos andem juntos, trazendo a todos então uma sensação de saciedade e prazer espiritual. Somos seres masoquistas. Gostamos do que é mau. Do que machuca. Do que demonstra mistério, segredo. Gostamos do que não se pode desvendar. Do que é errado. Do que nos aproxima do “inferno” desde que nos leve ao “paraíso”. Isto é que nos fascina. A busca pelo novo, pelo diferente, pelo proibido. E assim, na sede de vivermos o proibido, o que nos proporcione aventura e faça com que o grau de adrenalina aumente em nosso corpo, vamos remediando, pressupondo que seja algo efêmero, e que por si só seja resolvido ou “desmanchado”. Pelo fato da razão dizer “não, pare, isto não é o melhor para você”, mas a emoção dizer “continue, isto te faz bem, quem sabe não dará certo”, deixamos de pensar a longo prazo e passamos a ser imediatistas, vivendo imensamente e insanamente o que é momentâneo. Nosso lado egocêntrico é traidor. Ele faz com que atiremo-nos em um precipício sem saída. O precipício da loucura em busca de satisfazermos nossos luxos da vaidade. Nosso senso de “altruísmo por si próprio” vai se desfigurando. Enfim, esta é a lei da existência. Querermos o que não nos pertence; continuar com o que não é recomendável; viver o que é insensato. Cair, machucar, sangrar, mas mesmo assim, sabendo de todos os riscos e conseqüências, levantar, prosseguir e se necessário, fazer tudo novamente. Aliás, de que adianta viver sem antes termos cometido loucuras paranormais?
Acreditar naquele que diz a verdade é como acreditar em si mesmo quando não ha intenção de mentir, mas a pior parte é quando se deixa levar pela mentira dos outros e acaba mentindo junto também, então a melhor coisa seja justamente não mentir, pois a verdade dói, mas ela Liberta...
Tudo isso que há dentro de mim não é algo que posso interpretar com algumas palavras, e pior, nem gestos. Por mais que diga que faço tudo pra te ver bem, nada que faço é algo comparado ao que sinto por você. É algo tão intenso que nada nesse mundo pode ser comparado a tamanha grandeza, e afinal, você sabe. Tudo que eu te digo não é uma simples ilusão ou meros poemas, é uma das formas de demonstrar todo o meu amor.
Não há nada, só o tempo dizendo que estou ficando velho e sem amor. Talvez a vida acabe, talvez eu te encontre - cansei de viver dependendo do talvez…
Carta a um amigo.
Prezado amigo:
Não há formas como expressar o que passo...
Coisas aconteceram, mesmo prevendo-as antes, não pude evitar, aconteceu.
Vivendo meus pequenos e grandes momentos que a vida me dá, há sentimentos, porém...
Não posso deixar me levar.
Me sentia como se estivesse afogando num profundo e grande rio, e em águas...
Não há como se segurar.
E se encontro um galho que atravessa no caminho,
Procuro o socorro, e nele vou agarrar fortemente, porque tive segurança...
E na angústia e medo de perecer, não soltei dele.
A amizade é coisa que não se faz,
Se conquista!
Ainda espero que a nossa, jamais seja envolvida com tudo o que ocorreu, pois, essa nossa vida passageira,
Oferece pouco tempo para nós.
Então...
Procuro ser feliz.
Paulo S. Krajewski.
28 de Março de 1998.
Não há sentido cruzar a linha do impossível com a tristeza no coração.
A conquista, qualquer que seja, deve vir acompanhada da sutileza da alegria.
Tá tudo aqui
eu, você, e o que mais importa?...
Nao ha falta nem excessos só o suficiente, que cresce e aumenta a cada dia, cada detalhe. O que é dado é aceito o que é esquecido nunca existiu.
É real, é mais que real, é sonho, nao, nao é só rosas mais é perfumado sempre, é sentimento, é pele, atracao, carinho, amor amante amigo, é o que nos cabe, é o que faltava, é o que mais importa. Tá tudo aqui
eu, voce e o resto.
Não há nada que eu poderia dizer pra você
Nada que eu poderia fazer para você ver
O quanto você significa para mim
Toda a dor, e as lágrimas que chorei
Ainda assim, você nunca me disse adeus, e agora eu sei
Até onde meu coração iria por você.
Eu sei que te decepcionei
Mas não é assim agora
Desta vez eu não vou deixar você ir.
Há três maneiras: não tentar; tentar e desistir; tentar e fracassar. Neste caso, se tiver que escolher escolha sempre a terceira, pois há uma grande chance do fracasso tornar-se sucesso.
Eterna espera. Espera-se tudo, por tudo há que se esperar.
E isso é ter esperança ou apenas não ter opção?
Espera-se para nascer, para que se nasça esperam!
Se tem fome espera para comer, espera ter sede para beber.
Espera crescer para aprender, espera aprender para crescer.
Espera o futuro trazer alegria, espera o passado apagar a triteza.
Espera encontrar o caminho, espera o sucesso chegar, espera encontrar o amor.
Espera o filho nascer, espera crescer, espera voltar da escola, espera chegar do trabalho.
Espera o marido que demora, espera o rajar do dia, espera que brilhe o sol, que pare a chuva, que acabe a guerra.
Espera encontrar o rumo, espera acertar na escolha, espera ser reconhecido, espera ser respeitado.
Espera o ônibus, a conta, o salário, o novo ano, o carro novo, espera tando na vida, e esta nada espera, apenas passa, e segue, e vai.
E assim já nada mais se espera – além nos esperam – talvez para explicar o porquê de tanta espera...
Mila
Maio/1994
