Nao Gosto do que Vejo
Hoje não vejo as flores.
Estão tão mórbidas e frias
Quanto uma letra que me faziam
Enquanto chovia...
Mas reparei em um breve silêncio,
Que você arrancaria
O que um dia me foram agonias
De coisas sombrias...
Trazendo-me novamente as flores,
Numa alegoria de cores.
E uns meros detalhes de outros amores
Que revelam o que um dia lhe foram dores.
E que no momento da amizade
Foi dando lugar a saudade,
Que fui inventando uma tal necessidade,
Que acabou brotando mais que a tal amizade.
Literalmente escancarado
Mas havia me questionado
"Será que tá apaixonado?"
Não sei, mas deveria tomar cuidado
pois já havia sido enganado
O meu bobo coração revoltado.
O esperar que me torturava
Dependente de uma única palavra,
Que o meu dia completava.
Porém, nem dela eu precisava.
Bastava aconchegar-me em teu encaixe perfeito
Que adormecia em teu peito.
Viciava em seu cheiro
E sonhava com o tudo, de algum jeito.
E aí, veio a teoria
E com ela eu finjia que não ouvia,
Pra não fazer o que não devia.
Mas, ele não resistia e enfim acontecia.
Com todas suas teorias em vão,
Segurou a tensão em meio a emoção
E junto a declaração, se entregou em um beijo com tamanha paixão
E enfim começa nossa junção.
Ah, e as flores? Nem lembro mas o que são...
"Todos conseguem te ver,mas eu te vejo diferente,eles criticam seus defeitos,eu reconheço e não te crítico."
Cavalo manso!
E apenas um nome encantado...
No sonho da fantasia vejo um príncipe,
Enquanto não chega... Vou se divertindo com os cavalos.
Mãe natureza.
Vejo com muita tristeza
a nossa mãe ser agredida
a praia tem muita beleza
não merece ser ferida
quem maltrata a natureza
não respeita a própria vida.
*Saudadezinha*
Eu não o vejo a tanto tempo,
nem sequer em sonhos...
talvez,tenha mesmo sido melhor assim.
Mas, um dia quem sabe,
a gente possa se encontrar,
em qualquer lugar,coincidentemente.
Gostaria muito de te olhar,
te abraçar forte,
e matar essa saudadezinha de você.
"O que eu vejo...
Preferia não ver
Mas, já que vejo
Prefiro não dizer.
Se eu disser
Serei mal entendido,
Mais vale ficar calado
Do que mal compreendido."
Amantes à margem da amor
Oi, quanto tempo não lhe vejo. Que estranho é escrever esse texto, estamos parecendo tão distantes, nossas conversas não parecem ter a mesma mensagem, reinado de pronomes impessoais, perguntas mascarando propósitos maiores, resquícios tímidos de esperança na tentativa de restabelecer a força do elástico afrouxado do nosso elo. Ainda o temos, é verdade, mas agora é só um cordão, um cabo de aço talvez que, mesmo conectado está tão extenso que não podemos ver onde a outra ponta termina, onde se encontra, e temos medo de segui-la, ainda que vivamos presumindo os vários lugares muito prováveis de encontrá-la, temos o receio de quebrar uma promessa falida, de deixar que nosso desejo flua bravamente interrompendo esse período, a ausência, e, finalmente, seja ele novamente barrado.
E agora sinto que o desejo está se sentindo desacreditado nesse coração, mesmo que seja o mais querido, eu já não tenho mais como satisfazê-lo e ele insinua ir embora, seja sumindo, seja migrando ou se transformando, eu realmente não faço ideia, sei apenas que se não se satisfez enquanto esteve comigo, não vai permanecer em meio a nosso novo e estranho modo de se comunicar. Creio que ele se sinta demasiado reprimido e ofendido sob esse reinado do tempo, principalmente pela formalidade de contato, vezes ele grita, consome as lembranças, mas de nada adianta e só o frustra mais saber que a fonte está sendo negada. Por isso, penso que manter um contato dessa forma é coagir um gigante imensurável a caber num duto de dois centímetros de diâmetro. Muito estranho.
Penso também que nossa afinidade está arraigada na carne, isto é, no cósmico-biológico que se influencia reciprocamente, mesmo que não tenha sido sempre assim, no começo, pode ser que o que sinto por você agora é parte imanente de mim. Eu sei que é conexão, e ainda que pareça coincidência, essa, por sua vez, não é mais que uma conexão não esclarecida, um impulso “involuntário”, como uma lembrança que deletada deixa sempre o rastro de suas consequências emotivas, impossíveis de suprimir, exemplo muito expressivo disso dado no filme: “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. É por isso que saem pesquisas cientificas afirmando que passamos a nos parecer, até fisicamente, com quem tivemos muita proximidade e convivência e com quem temos muita afinidade. Aquele beijo nosso que era capaz de desligar o mundo, de trazer a paz e apontar a conexão existente mais rápido que qualquer palavra, qualquer. Isso porque, quero explicar, beijar envolve doar nossos insumos gênicos, nossa biologia, como se cada célula do corpo e da boca se cumprimentassem com o DNA mais adequado ou semelhante, compositor de ritmos e, veja, que nada dessa natureza muda com frequência, ao contrario são as palavras, tão fluidas, conformadas muitas vezes, tênues e até mesmo inexpressivas dessa conexão que existe, ainda também existem nossos comportamentos contraditórios, inundado de preconceitos, de ansiedades, de deferência, de expectativa de que sejamos vistos de uma forma desejada (conforme a expectativa do outro) se agirmos contidamente construindo assim uma “fachada” do próprio eu, tudo facilmente manipulado por nós e pelos outros. O incrível é que essa intimidade entre nossas almas, entre nosso maná individual e a biologia dos seres não é alcançável volitivamente, ainda que saibamos algumas definições e interferimos em algo, é sempre limitada nossa interferência consciente enquanto estamos sempre sob a regência dessa ordem. É impossível fugir. Relendo a tragédia grega de Édipo, enxergamos que devíamos ter consciência do destino, das coisas relativamente intangíveis do universo. O que nos une já não é mesmo humano, simplesmente.
Então, desconheço qualquer fator que nos impute à estranheza e formalidades cabíveis apenas entre desconhecidos que não seja fruto único e exclusivo de nossa diligência sobre o comportamento, a qual me esforço em repudiar quando incoerente com a vontade essencial, responsável pelo próprio inicio dessas conversas, incoerente, finalmente, com o destino e, que quando essa situação se repete, reforço, essa vontade se sente ofendida e prejudicada.
Não parece haver outra saída, era e é provável que esse período apresentasse muitas mudanças, que eu contraia relacionamentos, por exemplo, apesar de que já se passarão quatro meses assim e nada relevante tem acontecido, muito por causa nossa, por causa do descrito no ultimo texto deixado em seu e-mail e por seus artifícios que me chamam a atenção. Eu gosto assim. Como dito, vou fazer o máximo para conseguir e quando, por desventura, estiver lhe perdendo, vou procurá-la, como tentativa última desesperada, independente da situação que se encontre. Quero deixar claro ainda que se aparentar que estamos muito distantes, um de nós pode sempre se manifestar, pelos locais que conhecemos e como tem ocorrido ou de outra forma que indubitavelmente precisemos e queiramos muito, sempre, com carinho que nos é imanente e assim restabelecer a segurança de fé que nossas crenças e devaneios humanos nos tiram.
Lembrete: Nenhuma das palavras escritas que direciono para você se assemelha as características que mencionei atrás, as palavras que escrevo para você, antes de tudo, são constituintes e resultado direto da vontade do destino, da sentimentalidade permanente, ou pelo menos, se esforçam por assim bem traduzir. Sei que você sabe bem disso e eu não poderia terminar sem dizer um Eu te amo, frase que mais fielmente representa o teor e intensidade dessa conexão... Eu amo, amo, amo muito você!
O amor dispensa formalidades, dispensa a margem, ele quer usar de todo e qualquer vocabulário, de toda extensão de terra e céu, o centro e os lados.
Eu simplesmente não aceito e não concordo, mas vejo todos os dias pessoas arrotando palavras de Deus, e em seguida insultando verbalmente o próximo, anulando com seus atos as próprias palavras...
Em (1 João 4.20) diz: Se alguém disser amo a Deus e odiar a seu irmão e MENTIROSO; pois aquele que não ama a seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê.
Vamos Refletir...
(Ivonete Nogueira)
Sou um cara centrista e não tenho nada contra a direita ou a esquerda, as vejo como posições e as respeito.
Tenho contrariedade ao destro que prega a família e vive de relacionamento extraconjugal ou ao canhoto que se diz progressista e por dentro é um misógino. Esses exemplos verdadeiramente me incomodam.
Não vejo problema nas crenças, nos credos ou na fé. Vejo problema nos que as seguem.
Lumínios: A guerra dos leões
Eu vou cuidar de você
Você faz tudo isso parecer mágica, uma magia inesquecível
Pois eu não vejo ninguém, ninguém
Apenas você
Garota, você é
É algo que me confunde
Não é fácil de entender
Mas você sempre valeu a pena
E desde o começo você mereceu
Me mereceu
Você percebeu, e eu compreendi
O nosso amor seria trágico
Caso desistíssemos de sermos intensos nisso tudo
Você é o meu tipo favorito
Talvez o único que me deixa assim
Ainda estou confuso
Mas a maneira como você trabalha essa magia
Ainda depois de tanto tempo me faz ficar no seu encanto
Acho que as pessoas não sabem mais o que é felicidade ou tristeza... Hoje vejo alegrias rasas, instantes de euforia passageira. Vejo pessoas melancólicas extremamente depressivas, que não sabem dar dez passos na rua sozinhas.
Saudades do tempo em que as lágrimas tinham um sentido. Saudades do tempo em que os sorriso eram sentidos...
