Nao Gosto do que Vejo

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O Que é o Amor...


Acima de tudo é não fazer o outro sofrer e não sofrer pelo outro.
Imagino que não foi exatamente o que consegui lhe fazer sentir.
Ao invés de sentir frustração, sentir confiança.
Ao invés de sentir egoísmo, sentir reciprocidade.
Ao invés de sentir mágoa, sentir gratidão.
Ao invés de sentir insegurança, sentir leveza.
Ao invés de sentir-se sozinho, servir-se de companhia.
É ter a sensação e intuição de sentir-se amparado.


Ao invés de sentir raiva, sentir alegria.
Ao invés de sentir dor, sentir alívio.
Ao invés de sentir desprezo, sentir-se valorizado, acolhido.
Ao invés de sentir-se auto-centrado, centrar-se no outro e sentir sua presença.
Ao invés de sentir que está errado, desculpar-se.
É ter a sensação de carinho e cuidado.

Dizer não é ter respeito por você...
É pagar um preço por suas escolhas...
É contribuir para ter por perto o verdadeiro...
Não ultrapasse o universo, que possui seu próprio direcionamento, o respeito mútuo, atrai harmonia de qualquer existência.

Quem vivência com a natureza,não encontra dificuldades, compreende as transformações necessárias, do ciclo de cada estação.

Não quero chaves para ver o que tem outro lado da porta .Sentir é saber em qual devo ,entrar primeiro.

Não Lamento



Não lamento não poder estar no Facebook nem no Instagram. Ao contrário, considero isso um privilégio. Essas plataformas transformaram a atenção em mercadoria, a reflexão em consumo rápido e a profundidade em exceção.


Prefiro escrever para quem aceita interromper a pressa e enfrentar uma ideia até o fim. Não me interessa disputar algoritmos, curtidas ou a efemeridade das tendências. Interessa-me a consciência humana.


Se estar fora do Facebook e do Instagram significa preservar a liberdade de pensar sem me curvar à lógica da massificação, então permaneço convicto de que estou exatamente onde desejo estar.

O País Não Precisa de um Mito


O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.


O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.


Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.


Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.


Não pode.


E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.


O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.


E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.


Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.


O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.


Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.


Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.


E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.


William Contraponto

O AMANHÃ NÃO ESTÁ PRONTO
WILLIAM CONTRAPONTO


Não basta levantar cidades ao chão,
se há vidas sem portas para atravessar,
não basta prometer alguma transformação,
se o povo continua sem lugar.


Um país não começa na bandeira,
nem termina no discurso oficial,
começa quando a vida verdadeira
deixa de ser tratada como detalhe banal.


Que a escola ensine a pensar sem tutela,
que a ciência não conheça um patrão,
que o jovem possa escolher sua janela
sem depender do acaso ou da posição.


Que a casa seja mais que quatro paredes,
que a saúde não dependa da sorte,
que ninguém tenha de carregar suas redes
como quem procura sozinho o próprio norte.


Que os trilhos atravessem as distâncias,
levando gente, trabalho e direção,
que a indústria transforme nossas esperanças
em conhecimento, emprego e produção.


Que a terra produza sem ferir a floresta,
que o campo tenha futuro e dignidade,
que o progresso não cobre uma dívida desonesta
daqueles que sustentam a sociedade.


E se houver riqueza escondida no chão,
que ela não termine apenas em dinheiro:
que vire escola, pesquisa e profissão,
que deixe conhecimento no país inteiro.


Não quero uma pátria feita de unanimidade,
onde discordar seja considerado traição;
quero uma democracia com liberdade
para a pergunta, a crítica e a contestação.


Porque ouvir não significa concordar,
e vencer não significa ter sempre razão;
às vezes é preciso perder para escutar
aquilo que faltou à nossa decisão.


Que o governo saiba também se questionar,
que o poder não se confunda com verdade,
que o povo possa entrar, falar e participar
sem pedir licença à autoridade.


Se o orçamento nasce da população,
que volte à população em forma de ação;
não quero promessa vestida de eleição,
quero palavra transformada em realização.


Talvez nenhum projeto alcance a perfeição,
talvez todo caminho carregue algum erro;
mas um país que aceita a correção
já começa a vencer o próprio medo.


Não somos o futuro que alguém desenhou,
nem o passado que insiste em permanecer;
somos aquilo que ainda não se completou,
somos a pergunta que escolheu viver.


Amanhã não pertence ao poder,
nem nasce pronto na mão de alguém;
é escolha de quem decide fazer
do próprio caminho, um caminho também.

Palavras... não expressam a vida; olhares... expressam a alma.

E na inocência do amor,
Eu prefiro não pensar,
Apenas sentir, sentir o amar.
Porque saber é pensar.
E prefiro sentir,
Simplesmente amar.

Sou hoje diferente do que ontem fui; serei amanhã o que ainda hoje não sou.

De tanto querer e não poder... hoje posso e não quero.
Se não pude fazer não podia agora não faço porque não quero.

A derrota traz os maiores aprendizados que a vitória não ensina.

A minha desgraça
Não foi ter nascido,
Mas a este mundo
Ter vindo, ter vivido,
E vivendo, ter sentido
Mais do que gostaria sentir!

Dizem que o amor verdadeiro não aceita despedidas, mas a verdade é que, às vezes, amar significa saber a hora de soltar. Ver você seguir um novo caminho, enquanto o meu coração ainda bate no ritmo dos nossos dias, dói de uma forma que as palavras mal conseguem explicar. Mas amar também é um exercício supremo de generosidade. Eu respeito a sua escolha e o seu novo momento, mesmo que isso signifique assistir a tudo de longe.Olho para trás e vejo a nossa história com um orgulho que não cabe no peito. Fomos o encontro de duas almas que se amaram com uma intensidade rara, daquelas que parecem escritas nas estrelas. Lembro-me do nosso começo, dos risos bobos divididos, das conversas que varavam a madrugada e da cumplicidade inabalável que construímos nos pequenos detalhes do cotidiano. Fomos o abrigo mais seguro, o porto no meio de qualquer tempestade. Desenhamos planos lindos, com a certeza absoluta de quem tinha encontrado o universo inteiro dentro do abraço do outro. Vivemos um amor tão vivo e real que o tempo jamais será capaz de apagar as marcas bonitas que deixamos um no outro.Se em algum momento eu errei, peço aqui minhas sinceras desculpas, vindas do fundo do meu coração. São desculpas puras, cheias do sentimento de alguém que só quis acertar, mas que hoje compreende que até os amores mais profundos passam por falhas e aprendizados.Por mais que a vontade de correr para os seus braços seja gigante, eu escolho o silêncio. Escolho o afastamento. Não por raiva ou rancor, mas porque preciso cuidar do que restou de mim e dar o espaço necessário para que você viva a sua vida plenamente. É preciso uma coragem imensa para se retirar de cena quando tudo o que mais queríamos era continuar fazendo parte do roteiro.A verdade é que ninguém apaga uma história inesquecível. O que fomos não se desfaz com o passar dos dias; as nossas memórias continuam guardadas em um lugar sagrado, seguro e intocado do meu peito. Entendo agora que o tempo é o único remédio capaz de acalmar essa tempestade. Ele não vai me fazer te esquecer, mas vai transformar essa saudade dolorosa em um carinho calmo, maduro e silencioso.A maior lição que levo de tudo isso é que o amor verdadeiro não aprisiona, não implora e não se corrompe com a distância. Ele nos transforma. A vida é um ciclo perfeito e o mundo dá voltas surpreendentes. A mesma engrenagem do destino que afasta duas pessoas hoje para que elas possam crescer, curar suas feridas e evoluir individualmente, é a que move o amanhã. Nenhuma experiência de amor verdadeiro é em vão; ela serve para nos ensinar a caminhar com as próprias pernas e nos preparar para o que o universo tem reservado.Sigo em frente com a vida, deixando o nosso futuro inteiramente nas mãos do amanhã. Se a engrenagem do mundo girar a nosso favor, se o destino ainda tiver alguma página reservada para nós, e se os nossos corações um dia estiverem mais maduros, curados e transformados pelas lições do tempo, quem sabe os nossos caminhos não se cruzem outra vez?Até lá, eu torço genuinamente e com toda a minha alma pela sua felicidade. Sigo aprendendo a voar sozinho, levando você eternamente como o capítulo mais lindo e inesquecível da minha história.

Por muito tempo eu estive assim
Esperando por quem não me quis
pensei que iria ser feliz
Sem perceber, que algo não era verdade
e já havia passado do fim
E eu aguardava o dia todo pra estar
com quem não quer saber de mim
Quer saber?
Até que não foi tão ruim
A saudade
que haverá de doer depois
Se tiver que escolher um dos dois
Vai fazer como eu fiz
e querer ficar com ela
Que fugiu de viver um amor
E pela vida sem sabor de nada
Me trocou
e achou, então
Que era bom rir assim
Enquanto eu sofria
Mas eu não vou estar perto nesse dia
Quando seu peito deserto
Vai chorar de madrugada
Vai me buscar e descobrir
que eu já hei de estar feliz
vai procurar, então, os poemas que eu fiz
e que ela rasgou, de malvada que era
Sem pensar nas lágrimas que a esperam
desesperada
Vai então, nessa hora descobrir
Que ao meu lado não tem mais lugar
E que já não será para mim
Mais nada.

Certa vez existiu
Alguém que nunca existiu
Quis chorar, mas não chorou
Quis viver e não viveu
Nada leu e nem escreveu
Não teve pais e nem irmãos
Não teve mãos e nem pés
Talvez tenha desejado até
Conquistar uma namorada
Não teve ódio e nem fé
Não teve nada
Ou quase nada
Não bateu, nem apanhou
Não deixou e nem levou
Não viveu e nem viu
Porém
Por alguém que existiu
Ele sentiu
Alguma coisa que deixou
O seu coração dilacerado
Mas isso ninguém viu
E em menos de pouco tempo
tudo aquilo
Estaria pra sempre esquecido
E eternamente perdido.

Os Mundos giram
Alguns em sentido oposto
Depressa demais
Outros, excessivamente iguais, mas
Não existem Mundos que não girem
Não existem pensamentos esquecidos
Porém, latentes
Que um dia qualquer
Simplesmente brotam e vem à tona
Não existem mentes que não pensem
Algumas, porém, são como alguns Astros
Que por não possuir referência ou Lastro
Vão sempre em sentido oposto
Mas vão
Inércia é somente
Questão de ponto de vista
E enquanto um Gavião páira no ar
O Mundo gira
Uma revolta muda
É sempre revolta
Não se iluda
Nas idas e vindas e reviravoltas
Ela recupera a cor que se desbota
E tudo muda.

Não tenho medo da morte
Da fome, da estupidez ou do frio
Destas coisas eu sempre me esquivei
Porquanto, a solução pra todas elas
Podem ser encontradas por mim
Meu medo é não saber achar
Aquelas coisas que independem
da boa vontade da gente
Pois, sem elas
Tudo mais não tem valor algum
E sem elas não se vive uma vida
Sobrevive-se somente
Engole-se diariamente
O gosto amargo das desilusões
O peso da carga que advém
Resultantes do desdém
e da maldade alheia
Não tenho medo de parar meu coração
Eu tenho medo de não conseguir
Estancar o corte ou espantar a dor
Se porventura alguém a quem amar
Me pedir pra curar um corte em seu dedo
Não tenho medo de perder
Nada daquilo
Que novamente vai brotar
Eu tenho medo pelas coisas singulares
Coisa que não se conta
Não se recria, depois que se desmonta
Incomparáveis, sui generis
Coisas sem par
Tudo que eu preciso
é de um singelo sorriso
Não peço ao vento que me traga
Me diga onde está
Que eu vou buscar

Edson Ricardo Paiva

Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
de que me vale cuidar da flor
se não tenho um amor
pra quem eu a possa ofertar?
E logo em seguida
surgiu-me mais uma pergunta
De que me valeria amar alguém
Se não a tivesse junto a mim
E se junto a mim, o amor acabasse
Pode ser que o amor durasse
E o desenlasse não fosse feliz
De que me valeria fazer tanta coisa
Se o mais importante eu não fiz
E de que me valeria fazer o mais importante
Se de instante em instante
A vida passa
E se a vida não passasse
Qual seria a graça
De ficar pra sempre nessa dor
E qual é o motivo da pressa
Em morrer sem viver
Sem flor a chorar por mim?
E então, nessa hora eu pensei assim:
Acho melhor eu cuidar desse jardim

Edson Ricardo Paiva

Eu queria saber
Por que é que eu insisto em me perguntar
Sobre coisas que não tem resposta
É como morrer mil vezes
Enquanto se vive uma vida
Que nem chega a ser assim ...
Tão longa
O mundo esconde o valor das coisas
Enquanto a vida vai vendendo
O que não vale quase nada
Até que um dia
Vem o tempo e nos desvenda
A esses e a tantos segredos
Carregados de mais perguntas
Somos cegos
Seguindo os caminhos traçados
Guiados pelas vozes de lobos vorazes
Que a bem da verdade sempre foram
Muito mais cegos do que nós
Não percebem, não sabem
Que aquilo a que se busca
Não se pode alcançar
É como um raio de luz colorido
Caindo do Sol pela manhã
E o azul do Céu, que desaparece
No momento em que a gente o toca
Felicidade, uma ilusão
O brilho da Estrela deixou de estar lá
E a vida não é como se pensa
Durante a guerra sempre os rios congelam
E os seus invernos são mais frios
Parece que foi sempre assim
A vida nos nega um sorriso
Justamente nos momentos
Em que tudo que mais se precisava
Era de um sorriso, simplesmente
Eu queria ter palavras
Pra explicar que não tenho respostas
Tem dias que o que mais desejo
É saber a verdade das verdades
Mas a única palavra que me vem
Me causa o querer e a vontade
de não querer saber mais nada.

Edson Ricardo Paiva.