Nao Gosto do que Vejo
Não ser ninguém exceto você mesmo um mundo que se esforça dia e noite para torna-lo igual a todo mundo é lutar a pior das batalhas que todo ser humano pode enfrentar e nunca deixar de lutar.
Olho para o passado com embriaguez, mas não é com menos deslumbramento que encaro o nosso futuro. Eis-nos, agora, um do outro para todo o sempre, sem ansiedades, sem inquietações, sem angústias. Atravessamos e vencemos tudo o que era mau e que poderia ser fatal. Estamos na plena posse dos nossos dois destinos fundidos num só. O nosso amor não terá a frescura dos primeiros tempos, mas é um amor posto à prova, um amor que conhece a sua força, e que mesmo para além do túmulo, espera ser infinito. O amor, quando nasce, só vê a vida, o amor que dura vê a eternidade.
Não há vitórias nem glórias que sejam dignas de alcançar praticando-se crimes; não se conquista grandeza e felicidade a esse preço. Quase nunca os maus lucram com suas maldades.
A morte não deve ser temida. A morte, com o tempo, atinge todos nós. E todo homem está assustado em sua primeira ação. Se ele afirma que não está, é um maldito mentiroso. Alguns homens são covardes, sim, mas lutam do mesmo jeito, ou tiram o inferno para fora de si.
O verdadeiro herói é o homem que luta embora assustado. Alguns superam seus medos num minuto, sob o fogo cruzado; outros levam uma hora; para alguns leva dias; mas um verdadeiro homem nunca deixará que o medo da morte domine sua honra, seu senso do dever, para com seu país e a humanidade.
A verdadeira sabedoria de um homem não está em suas palavras, está na coerência entre o que ele fala e o que ele faz!
Se o dinheiro não pode comprar a felicidade, ele certamente deixa você escolher sua própria forma de miséria.
Prudência é não se expor a risco desnecessário. Covardia é não se expor a risco nenhum. Coragem é realizar, mesmo passando risco.
Não há nada mais sublime nesta
vida do que abrirmos os olhos todas
as manhãs e recebermos de Deus o dia
que Ele nos preparou com tanta
perfeição
Sou e não sou, sou eu e não sou ninguém. Sou tudo e não sou nada. Apenas estou e não estou. Sou o sim e o não. Sou a duvida, sou a certeza. Para alguns nem sou para outros sou tudo. Para você posso ser o nada. Enquanto para mim apenas sou.
Mas pra que se aproximar de uma pessoa, se você não quer mantê-la por perto? Pra que iludir a mesma, se a intenção não é se apaixonar por ela? Pra que tratar bem, com tanto carinho, se a intenção é esquecê-la?
Confiança é uma das principais virtudes a serem desenvolvidas no caminho espiritual. Mas, não é possível fabricar confiança com a sua cabeça, assim como não é possível fabricar firmeza, lealdade, humildade, perdão e gratidão. Essas virtudes são frutos da árvore da consciência. Se você ainda não tem uma árvore, ou se sua árvore não está em condições de dar frutos, não se desespere, trabalhe para ampliar sua percepção através da auto-observação e da prática espiritual, pois é assim que você expande a consciência.
A porta
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!
não me afastei de você por te odiar, apenas não quero que se contamine com minha solidão , odeio a solidão mas já não tenho forças para combater por isso não quero que você se esforce, por uma coisa que eu já desistir
O Culpado
Não posso culpar a chuva quando não cai
Não posso culpar as lágrimas que não escorrem
Não posso culpar alguém que não vem em minha direção,
Ou quem vem e não para
Não posso culpar a dor que me habita
Nem o amor que me abandonou
Não posso te culpar por olhares reincidentes
Nem por partir sem adeus
Não posso culpar o chão por ser duro
Nem por me esfolar nos tombos insistentes
Eu sou o culpado, fui condenado, estou cumprindo a pena,
Resignado a viver entre as grades do desespero
Sou culpado por te deixar ir, pelo fracasso na busca, pela fraqueza no caminho
Sou culpado pelas respostas erradas às questões do destino,
Pela falta de ação nos momentos exigidos
Talvez eu me perdoe, talvez eu sobreviva o suficiente pra superar
Talvez sangre até me afogar, talvez sucumba cheio deste vazio,
Talvez chegue até à cova plenamente satisfeito,
Ou talvez tenha que cumprir este penoso caminho sozinho
Carregando meu corpo dolorosamente até abandoná-lo no leito de morte.
