Nao Gosto do que Vejo
Você não acredita na lenda
do Lobo do Cemitério,
Você não acredita no poema
e tudo aquilo que é capaz de fazer,
Depois não venha se surpreender.
Se por acaso você
cruzar com uma
bela moça no seu
caminho é aconselhável,
Não se aproximar
e não tocar na flor,
porque ela pode
assumir o seu lugar,
Este poema conta uma
lenda para te avisar:
cada um no seu lugar.
O Sonho da Fortuna
mostra que não é lenda
que as aparências enganam,
E os sonhos muitas
das vezes nos avisam.
Não é pedir
muito querer
fugir do mundo,
Encontrar a paz
na Toca do Cabo:
Poema de amor
legionário ao teu lado.
Não me esqueci da belezas
das Piaçavas acenando
no horizonte avistadas,
O quê faço com os meus
versos é praticamente
o mesmo que mãos calejadas
fazem com as fibras delas
que servem para varrer
o mal da tristeza e criar
muita arte de entrelaces
levando poemas por todos os lugares.
Cercados pelo cortejo
da florada dos Maricás,
Não ocultamos o desejo
e assim nos presenteamos
com um apaixonado beijo.
Não compare sua arte e não se preocupe com as críticas. Você é sua própria marca pessoal. A Natureza é a fonte de inspiração.
Um verdadeiro estadista é um ser humano que não conhece a palavra medo e que tem a capacidade de fazer com que os princípios básicos morais dialoguem coordenadamente com o Direito Internacional e com os Direitos Humanos.
O amor para ser bom
tem que ser feito
como se faz o doce
de Jaracatiá para
não queimar o paladar,
Se for para nos amar
que seja preparado
e doce para a gente
em outra coisa não
mais na vida pensar
a não se em nos enamorar.
Tens algo de mágico,
encantador e inexplicável
não tenho te tirado
da minha cabeça
do amanhecer ao anoitecer,
A sua presença é como
a Guavira nas bebidas,
Você é quem tem
aumentado a potência
das minhas poesias,
Com este teu jeito
sedutor vem ganhando
o seu espaço todos os dias.
Entre as Guajuviras
escutei a sua voz,
Não me manifestei
porque espero te
encontrar no tempo certo;
Por premonição de ter
o teu amor concreto:
celebro este amor secreto.
Cabelos ou joias não
fazem uma mulher,
Não tenha medo
de passar o mesmo
que Dalva e seus cabelos,
Não tenha medo
de bruxas ou de praga,
Não tenha medo de nada,
Porque o quê faz uma
mulher é o brilho que
ninguém pode roubar
é o brilho de dentro
que te faz sempre brilhar.
A noite se ergue estrelada,
O vento balança o Cortição,
Depois de ler este poema
não vai me tirar da sua cabeça,
Você vai amorosamente dar
o seu melhor com toda a paixão
e ser a minha delícia a cada estação.
Desde a primeira
vez que te não paro
de te amar dos pés a cabeça,
Hoje plantei até uma
muda de Aroeira-Vermelha
e escrevi um lindo poema.
Feita de Guatambu-branco
a minha poesia é o meu
Berimbau romântico,
Não entro em disputa
pelo coração alheio,
Porque só desejo aquilo
que vem espontâneo,
Como mulher conheço
o meu lugar e tamanho,
O amor quando virá
não trará desengano,
não será passageiro
e com o mesmo plano
estaremos embarcados.
Se sou escritora, poetisa ou as duas coisas ao mesmo tempo, eu realmente não sei; só sei que escrevo porque escrevo, e no final da onda quem irá decidir se sou ou não, serão vocês.
O Matracão pousou na janela,
eu posei em pleno poema
para quem de mim não
se esqueça e para o nosso
amor na vida você se renda.
Cada árvore canta uma
canção diferente mesmo
que você não consiga ouvir,
Neste dia de céu azul
pude ver um belíssimo
Arapaçu-escamado-do-sul
pousando alegre por aqui,
Você existe e é o melhor
poema que ainda não escrevi.
Os animais quando bem
tratados não traem,
Os homens embora nem
todos iguais não são
e nem chegam perto
da lealdade dos animais;
Prefira ser poeta que
mesmo até depois de morto
a sua poesia não deixa em paz,
O poeta dança com intimidade
as correntes da morte diária,
Em vez de sucumbir com
o que dizem ser de Humanidade,
Prefiro me encantar com a graça
da Corujinha-Sapo em liberdade.
Fiz um pedido para a linda
Corujinha-de-Belém
para não me faltar poesia
quando encontrar o meu bem.
