Nao Gosto do que Vejo
Não deu errado
Não foi frustrado
O que passou foi tudo aprendizado
Era Plano do Senhor O não de Deus também é um Cuidado
Era Plano do Senhor
Pois Deus te ensina até na dor
A vedação do Art. 107 do Código de Processo Penal, em não permitir judicialmente opor suspeicão e impedimento a autoridade judiciária nos atos de inquérito, comissão parlamentar de inquérito e procedimentos administrativos, é inconstitucional e ilegal, sob o prisma do Direito de Ação, Princípios da insfastabilidade, supremacia constitucional, unicidade do ordenamento jurídico, impessoalidade e dignidade da pessoa humana, é como colocar 'a raposa vigiando o galinheiro', deixando discricionáriamente advogar em causa própria, usando o aparato estatal. A falibilidade humana, sentimentos pessoais, interesses escusos falarão mais alto, em detrimento da verdade real, processual e justiça, além de ser imoral, em detrimento do próprio Estado de direito.
Quem não busca conhecimento, inteligência e sabedoria, se torna incapaz e segue o destino de animais irracionais.
Nicolau Copérnico após estudar muito e no fim de sua jornada disse: Tudo que estudei não passa de estrume. Isso demonstra sabedoria e humildade, pois todo ignorante sabe tudo, e todo sábio nada sabe.
Caixão não têm gaveta, portanto faça para os outros enquanto puder, para que após sua morte outros não façam o que você não fez quando teve oportunidade.
Não existe rua sem saída para quem sabe mudar a rota, só na morte que foge ao nosso conhecido, e a rota é definitiva por Deus...
Filhos
Seus filhos não são seus filhos.
São filhos e filhas do anseio da vida por si mesma.
Eles vêm por meio de vocês, mas não de vocês,
E, embora vivam junto de vocês, não lhes pertencem.
Podem lhes dar seu amor, mas não seus pensamentos,
Porque têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem abrigar seus corpos, mas não suas almas,
Porque suas almas habitam a morada do amanhã, onde vocês não podem visitar nem mesmo em sonho.
Podem se esforçar para ser como eles, mas não busquem torná-los como vocês.
Porque a vida não volta para trás nem demora com o ontem.
Vocês são os arcos pelos quais seus filhos são lançados ao longe como flechas vivas.
O Arqueiro vê o alvo no infinito, e puxa com força cada flecha para que ligeira voe longe.
Deixem-se na mão do Arqueiro por boa vontade,
Porque assim como Ele ama o voo da flecha, também ama o arco que é estável.
Eu sou a história que você não quer mais contar...
Sabendo que é sobre nós dois
E o que aconteceu depois..
O nosso fim.
Às vezes a gente finge que não se importa, só para não sentir a dor de saber que a outra pessoa não se importa com o que a gente sente...
A verdadeira inteligência não reside apenas no conhecimento adquirido, mas na capacidade de questionar e aprender continuamente
Lilian M Dutra Pugliese
Quando não sei pintar, eu escrevo; quando não sei escrever, eu pinto. E quando nenhuma dessas linguagens me basta, eu esculpo. Se não há nada para escrever, pintar ou esculpir, uso meu corpo como instrumento, expressando meu ativismo através da linguagem. Essa é a essência da minha arte: uma busca constante por comunicar o que palavras e formas não podem captar plenamente. É a tradução das profundezas do meu ser em atos criativos, sempre explorando as possibilidades infinitas da expressão.
Minha boca é livre. Não se pinta por vaidade, mas por escolha. O batom não me adorna, me arma. Uso quando o desejo é meu, quando a festa exige cor ou quando a arte pede impacto. Minha boca não deve nada ao espelho, mas deve tudo à palavra.
INSURGÊNCIA
A fome e a seca no Nordeste não foram tragédias naturais — foram estratégias. Sintomas de um projeto político que tem donos: da terra, da água, do poder.
Desde o período colonial, o Nordeste foi desenhado para sangrar. As mãos que aravam a terra nunca foram as que a possuíram. E, assim, condenaram um povo inteiro à miséria.
E o que ficou no Nordeste? A terra rachada… e as mulheres.
Elas não migraram. Ficaram.
Ficaram para segurar o mundo nos ombros, com os filhos no colo e a esperança entre as mãos.
Mesmo quando não havia farinha, comiam palma. Enganavam o estômago das crianças com caldos ralos, enquanto rezavam para que a noite não levasse mais uma vida.
E é aqui que começa a insurgência.
A insurgência dessas mulheres foi não morrer. Foi não ceder.
Foi insistir em existir onde tudo ao redor pedia silêncio e desaparecimento.
Suas mãos calejadas, seus pés rachados, seus olhos secos de tanto chorar — tudo isso é marca de uma luta que nunca foi reconhecida como deveria.
A verdadeira insurgência nordestina tem o rosto dessas mulheres.
Elas são a terra que não cede, a raiz que não morre, a memória que não se apaga. Lilian Morais
Há momentos em que a arte não representa.
Ela confronta. Ela insiste. Ela se ergue.
Insurgência, como nos propõe Lilian Morais, não é revolta ruidosa, mas fogo subterrâneo que ascende em silêncio e cor.
Esta exposição não se limita a apresentar obras: ela se recusa a calar afetos.
Cada traço, matéria e composição é um fragmento de um corpo que pulsa — corpo individual, corpo social, corpo-mulher, corpo-luta.
A insurgência que Lilian nos convoca é ao mesmo tempo íntima e coletiva: nasce de dentro, mas se espalha para fora, como se cada tela estivesse tentando respirar pelo mundo.
Numa época marcada pela normatização dos gestos, dos desejos e das imagens, sua arte desvia.
Desvia do esperado, do domesticado, do permitido.
E ao desviar, revela:
revela o que foi silenciado, o que foi esquecido, o que nunca teve nome.
A escolha do título Insurgência não é aleatória: é afirmação.
É o reconhecimento de que a arte pode — e deve — ser território de fratura e reinvenção.
Aqui, as cores não decoram; elas denunciam, acolhem, provocam.
Os vazios não são ausências; são respiros.
As formas não obedecem; elas insistem em ser o que são.
Lilian Morais entrega sua insurgência com elegância firme, com delicadeza dura, com beleza que não fecha feridas, mas as mostra com dignidade.
É arte que se posiciona sem se explicar.
É arte que não se curva — e por isso toca.
Numa cidade como Salvador, onde os tambores da história ainda ressoam nos corpos das ruas, a exposição Insurgência não poderia encontrar lugar mais vivo.
É nesta Bahia de lutas e encantos, de dores e reinvenções, que a artista instala sua travessia.
E convida:
não apenas a ver, mas a sentir.
A escutar o que vibra dentro de cada imagem.
A insurgir-se, também — ainda que só por um instante.
Por Humberto Silveira
