Nao Gosto do que Vejo
A felicidade não é uma questão de ser,
mas de estar, portanto, quando
disperdiçamos energias
procurando-a,
estamos deixando passar
oportunidadesde estarmos felizes
ao longo dessa busca.
A felicidade não está em um lugar em que possamos encontrar, mas na forma como caminhamos até chegar em qualquer que seja o lugar.
Educar de modo significativo
não está relacionado
ao fato de um professor
adotar uma metodologia adequada,
mas dele ser significativo
no que ele ensina
Não necessariamente que um pedagogo
seja um alfabetizador,
como não é certo que
um alfabetizar seja pedagogo.
O verdadeiro educador não se ver como colaborador de uma gestão escolar, mas como professor de uma escola que pensa o seu projeto político pedagógico com o foco no aluno e não nos interesses políticos de um sistema que mantém a rede de ensino, a qual pertence.
Não me reconheço como um colaborador,
busco aproximar-me, ao máximo,
de algo que eu possa
dizer que estou no caminho certo
para ser chamado de educador, pois entendo que escola com gestor e colaboradores, não é escola, é empresa, logo, enquanto a primeira educa, a segunda apenas ensina.
Cada um pode acreditar no que quiser,
mas não pode pensar que no que acredita
é a verdade que o outro precisa.
A felicidade não é algo que se encontre,
por isso não faz sentido procurá-la,
temos que agir em prol de ações pessoais
que possam contribuir para a sua
constante construção,
pois ela é passageira
como todo o resto.
Dentro de uma sociedade de desiguais
não há mudanças sem conscientização
da existência da desigualdade,
pois a necessidade de transformação
só pode originar de uma massa explorada
que seja capaz de enxergar a exploração,
do contrário, o que existe é apenas
um aglomerado de homens
com a mentalidade de gado.
A consciência assimilada
não é conscientização,
é manipulação que se traduz em alienação.
É preciso construir
a consciência para chegarmos
a uma verdadeira emancipação.
Angústia!
Sei o que não quero, mas quero o que não sei,
na angustia de não fazer o que quero,
fico angustiado ao querer fazer o que não sei.
A confusão que se cria na ansiedade de encontrar
o sentido em fazer, surge a angustia da sensação
improdutiva de nada fazer que me conduz à ideia
da ausência de significado que continuo a fazer.
Procuro por algo que não sei,
mas sei que há algo a que devo procurar,
pois a negação da necessidade
de encontrar o que não sei,
nega o sentido de sempre buscar
por algo que me der motivo
de continuar a procurar.
Sinto uma constante necessidade
de encontrar o que não sei,
mas sei que o sentido
está, justamente, em continuar
na busca da negação do não saber.
Quanto mais busco entender
mais entendo que não
o buscar por algo
que é impossível se obter,
é estar sempre em conflito
com o seu viver.
A busca que me leva
à ausência de respostas,
aumenta a aflição
de não encontrar o sentido
que me faz
continuar na busca.
Os nossos sofrimentos se tornam os dragões em nossas vidas, simplesmente porque não conseguimos evoluir o necessário para entender que tudo que nos acontece faz parte do processo de lapidação do nosso ser, quanto humano, a questão é: devemos aprender a enxergar o que há de positivo em cada um deles, pois nem tudo que nos acontece é ruim em sua totalidade.
Pesquisar é não se conformar como o óbvio que se repete sem se incomodar com a possível ineficiência da práxis. É acreditar que sempre podemos melhorar.
