Nao Gosto do que Vejo
O educador que nao luta
pelos seus direitos
não está habilitado
a mediar no processo
de ensino e aprendizagem
na construçao de um sujeito
crítico capaz de contribuir
na transformação da realidade
na qual está inserido.
O professor que tem medo
de lutar pelos seus direitos,
não educa para a criticidade,
apenas contribui para a
manutenção da docilidade
que faz o oprimido se sentir
o único responsável
pelas desigualdades sociais,
as quais ele é submetido.
O professor que não luta
pelos seus direitos,
por medo de represálias
por parte do poder que o oprime,
não educa para a transformação,
apenas instrui seus alunos
dentro de um processo
de ensino e aprendizagem
que garante a manutenção
da relaçao de submissåo
entre oprimidos e opressores.
A desigualdade não é obra divina,
como não é uma oportunidade
espiritual de lapidaçåo da alma.
A diferença de oportunidades é a forma
que o homem utiliza para manter
a superioridade de uma minoria
sobre uma maioria a fim de garantir
o poder de explorá-la por meio da manipulação,
fazendo-a acreditar que a dura realidade
que lhe é imposta não é algo a ser superado,
mas aceitado como normal.
No relacionamento de amor,
o que importa para a sua manutenção
não é o que fazemos,
mas o que deixamos de fazer,
pois o feito é o que se espera,
o que não foi feito é o que frustra
e a decepção vai enfraquecendo,
dia a dia, a relação.
Qual o real sentido da vida?
Uma pergunta que muitos
acreditam que a resposta estar em não fazê-la.
O povo que fecha os olhos
para não enxergar
o que está explícito,
afim de não reconhecer
o erro cometido,
expõe-se aos ditames
de um governo ditatorial.
O homem diante do que
ele não pode explicar
recorre a fé para poder aceitar
a única certeza que ele tem,
mas insiste em refutar.
Nessa introspecção contínua,
ele trava uma luta consigo
para se manter no que chama
de lucidez, sem compreender ainda
o que possa afirmar o que não seja lúcido.
O que há de importante
no que fazemos
não está no que somos capazes de fazer, mas no que ainda podemos
aprender para fazermos
de uma forma melhor.
O amor não exige, aceita sem se anular.
O amor não critica, dialoga para melhorar.
O amor não é incompreensível, procura exercer a empatia para melhor compreender.
O amor não é fruto de um querer,
mas o nascer de uma relação
que tudo só faz sentido na
manutenção do seu viver.
Se temos a necessidade
de elevar a voz em
determinadas ocasiões
é porque ainda não desenvolvemos
a nossa capacidade argumentativa
de resolver determinadas
situações de nossas vidas.
Educação não é uma estória
que podemos recontar alterando
o enrredo de forma mais agradável
que possamos ter o desfecho que desejamos.
O educador é aquele que não se ver
como um colaborador e cumpridor
de um currículo engessado,
de um conjunto de diretrizes
elaborada e pensada
pelo sistema de ensino
do qual faz parte,
porque não tem como
mediar a construção de conhecimentos
dentro de uma sala de aula
ignorando a diversidade existente,
a qual se diversifica a cada realidade
que se apresenta para professor.
Diante da concepção de que não há uma metodologia única capaz de contemplar a diversidade de uma sala de aula, acredito que não há educação significativa, se a mesma for dissociada da realidade do aluno, e muito menos se a mesma não for focada no desenvolvimento integral, que seja capaz de perceber a individualidade do aprender que cada discente trás consigo e precisa ser apropriado por ele.
A educação verdadeiramente efetiva é aquela que transforma, não para a sociedade, mas para a humanidade, pois o ser social pode atender aos interesses da sociedade que o formou, mas isso não assegura que o mesmo seja socialmente humano.
Enquanto a escola não desconectar com o passado que a estrutura, não irá conseguir transformar a realidade de ineficiência que a mesma adquiriu ao longo da história.
Perdemos mais tempo querendo entender o que não conseguimos compreender do que vivendo para usufruir do que nos já conhecido.
O amor que une uma família não é algo que se deva ser conquistado, mas inato. Quando ele é real, não há barreiras que não seja possível a união.
Como educar para a humanização, se o sistema não é humanitário? Logo, os problemas educacionais de nosso país é estrutural.
