Nao Gosto do que Vejo
Lamentos
Despeço-me aqui,
lamentando por tudo o que não consegui...
Cada escolha...
não estava em meus planos
os erros que cometi.
A escolha errada,
a porta emperrada,
o caminho que deu em nada,
os momentos em que sucumbi.
A vida que era minha segui
um passo aqui outro ali...
Esperanças tantas
esperei em vão se cumprir
Lágrimas tantas
pela dor toda vez que caí.
Como se faz a esperança?
Como uma brincadeira de criança?
Esperança não se constroi com brincadeira não...
é preciso garra, empenho e perseverança.
Qual sua esperança?
Como a está construindo?
Um pé aqui... outro ali
só assim você a alcança.
Nada de os braços cruzar...
pra alcançar é preciso muito lutar.
Se você não se esforçar,
não vai conseguir sair do lugar.
Talvez fosse melhor não saber ler... talvez fosse melhor não compreender... talvez fosse melhor não ser um sabedor de coisas...
talvez fosse melhor ficar na ilusão de que amanhã tudo vai se ajeitar... de uma forma ou de outra as coisas vão entrar nos eixos... cada peça do jogo vai encontrar seu lugar... assim como, se tudo por conta própria, soubesse de antemão como se encaixar...
no quebra-cabeças da vida... talvez fosse melhor não quebrar a cabeça com coisas...
saber acarreta riscos... risco de errar, de se atrapalhar, de julgar... consciente ou inconscientemente... acarreta outros riscos também... como o de se arrepender, por exemplo, e deve ser horrível você chegar a um momento qualquer de sua vida e perceber que se enganou e escolheu o caminho errado - o caminho de morte... e se arrepender e perceber que não há mais volta.
talvez fosse melhor não se deixar iludir pela aparente gratuidade das pequenas coisas da vida...
talvez essas pequeninas coisas sejam grandíssimas quando você olhar pra trás e não houver mais tempo de mudar de direção...
mas aí você vai ter a desculpa de que não sabia ler... mas só se você realmente não sabia ler... se não...
não quero assustar você... mas
nada é gratuito nesta vida.... nada... então talvez tivesse sido melhor se você nem tivesse começado a ler este texto... melhor ainda se você não soubesse ler...
E você espera...
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque tudo muda de segundo em segundo...
porque nada é permanente.
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque depois do inverno sempre vem a primavera...
porque nada é pra sempre.
Quanto tempo ainda? Não muito...
"Porque não há bem que sempre dure,
nem há mal que nunca acabe"...
eu sei... eu sei... isso você já sabe.
Quanto tempo ainda? Não muito...
"Porque depois da tempestade vem a bonança"
e "quem espera sempre alcança".
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque ainda se "colhe o que se planta"
e...
porque só há vida onde há esperança.
Amar como eu te amo
não estava nos meus planos...
Amor tão forte maior que a morte...
amor sem começo e sem fim
amor maior do mundo,
amor incondicional...
amor que só quer o bem
que se aparta de todo o mal.
É um amor assim...meio sem medida
do tipo que acontece só uma vez na vida.
Paralisado pelo medo de falhar.
Já não consegue mais tentar,
se acomodou...
sua roupa a forma do corpo tomou.
Covarde...
uma vida desperdiçada
acha que se ficar parado
o tempo ficará congelado.
O tempo passa, meu bem,
e você com ele também.
Sabia que cada dia tem de ser saboreado
com o gosto que tem.
Passos trôpegos,
mais um obstáculo...
você errou o cálculo
a força acabou,
a sorte não virou...
é o mesmo vento
soprando na mesma direção,
levando pra bem longe
todos os sonhos do seu coração.
Cambaleante...
E o que você quer cada vez mais distante.
A vida, traiçoeira,
não sabe o que é lealdade,
se diverte passando rasteira,
dá a carta errada
e tira você da jogada.
Alguém menos deprê do que eu
escreveu: "continue se levantando
até a vida cansar de te derrubar"...
Agora é com você... pode escolher...
vai mais uma vez se levantar?
Longe de tudo
desistir não é mais opção...
Desistir nunca foi assunto
nunca fez parte de nossas vidas...
pra nós... sempre há uma saída.
Tudo é tão certo
com você por perto
até o incerto determinado
vira certo... virando a direção.
Tente e tente outra vez...
continue tentando,
morra tentando...
mas não desista
morra feliz...
Talvez você não tenha conseguido por um triz...
tivesse um pouquinho mais de vida
chegaria aonde sempre quis...
Olhando de retrospectiva, tudo fica mais fácil de resolver: por que disse sim? Por que disse não? Por que isso? Por que aquilo? Olhando daqui não teria feito nenhuma escolha trocada, errada?
Retrospectiva. Ficar remoendo, no baú das memórias remexendo? Que nada... olhe para frente, siga somente em frente, será igual ou diferente. Que diferença faz se você olhar para trás? O que passou, passou. Águas passadas não movem moinhos.
Passado. Claro, nunca deixará de existir no rolo de filme da história do Universo. Está lá, você e eu, em prosa e em verso. Está lá em um lugar que só com a memória a gente consegue alcançar. O que está feito, está feito, não dá para mudar.
Cena um quinquilhão e alguma coisa: nossa história... que hoje é só memória... mas foi a nossa história - você e eu aconteceu... e isso também ninguém pode mudar, nem apagar, nem trocar de lugar...
Presente: muito obrigada por ter se feito tão presente, por ter me feito sentir tão diferente... tão gente... muito obrigada por ter comigo compartilhado... contracenado nas cenas boas, nas ruins segurado-me em seus braços... muito obrigada pelos muitos abraços.. pelos sorrisos, pelas gargalhadas altas madrugadas... pelos banhos de chuva... pelas flores... pela estrada... encantada.
Se eu mudaria algo do que entre nós aconteceu? Nenhuma vírgula - curti cada momento, compartilhei e comentei... você e eu... 'que seja esterno enquanto dure', já dizia o poeta.
Há uma guerra em mim...
ao que sinto quero pôr um fim.
Não quero mais amar,
meu amor pra você entregar..
nem de você lembrar...
não quero você em nenhum pedaço de mim.
Você, que jurou me amar,
jamais me deixar,
jamais me fazer chorar...
você, que chegou
e mais lágrimas do que alegrias causou.
Um favor é o que peço... por mim...
se eu te procurar,
não se deixe encontrar...
mesmo que eu implore,
me ignore...
Há uma guerra em mim
luto só pelo fim...
me deseje sorte,
mesmo que pra você isso pouco importe.
Nos caminhos da vida...
eu sigo sem nenhuma despedida,
minha mochila é levinha, levinha,
não me pre-ocupo,
não tenho problemas,
do medo, arranquei as algemas.
Pelo mundo afora,
sem preocupação,
estou sempre no aqui e agora
pra bem viver é essa a solução...
ou não...
Talvez, vou pensar, quem sabe, pode ser...
não fazem parte do meu dia a dia
sim ou não - eis a solução:
sou sempre adepta ao 'sorria, sorria'.
Sou pura consistência, inocência...
paciência...
ou não.
Não tenho tempo pra esperar,
o mundo sempre a rodar,
o vento a mudar
e eu vou me calar?
Comigo... é tudo agora.
Pra depois? Já fui embora.
Então: sim ou não...
não demore pra decidir,
neste momento já estou pronta pra partir...
minha vida seguir.
Vivo o agora.
Viva o agora!
Amanhã!? Bem, amanhã...
posso ser displicente
ser diferente
ou talvez eu me reinvente...
mudando pra sempre...
afinal, já falei... sou consistente
e vivo o presente...
e cada dia é diferente... concorda?
Cansou!? Então não me dê corda ;)
Na escuridão da vida,
você não tem a mínima ideia do que vem em seguida.
Ao horroroso período que chama de hoje,
você só espera poder dar um enorme adeus de despedida.
Não há lugar seguro,
não há luz...
tudo se faz escuro
aos seus olhos cansados
a esperança é o bem mais valioso.
Aqui ao meu lado
um amanhã esperançoso,
meus braços a afastar todo o perigo,
só neles você encontrará abrigo.
Volta... aqui é o lugar onde sempre te amarei...
volta, só aqui do meu lado seus sonhos serão lei.
Então eu sou só eu...
me segura se não vou ter um troço...
me esforço
mas já não posso
o que era nosso
não continua nosso?
Me segura...
vou ter um troço
pelo menos isso eu posso?
Insegura...
"Não sou nada",
sob meus pés nenhuma estrada,
no meu céu nenhuma estrela,
olhos inertes,
vida indolente...
eterno paciente
me tornei tão impaciente.
Um mundo lá fora
da minha janela...
a porta fechada
é minha vida... ninguém entra nela.
Vivo da poesia alheia,
na rotina do meu dia
falta o canto da sereia.
"As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio" (Kafka).
Por onde tu andas,
vivo a perguntar...
ando por esta cidade...
não consigo mais te encontrar...
nem GPS pra me auxiliar.
Nas esquinas, nos bares... nas ruas... na beira do mar...
em todo lugar que costumavas ficar...
há apenas um vazio ocupando teu lugar...
De Norte a Sul
vou te procurar...
hoje estás lá...
não mais aqui...
mas sei que vais voltar...
Por onde tu andas...
perdido, caído, sofrido...
não é teu lugar...
felicidade fora daqui não vais encontrar.
Bandeira branca, amor,
eu peço paz"...
não posso mais viver
nessa guerra de te querer e não te ter.
Eu quero paz,
matar a saudades que me invade,
quero de volta todo o bem que você me faz...
quero da vida a simplicidade do nós...
tudo simples... sem nós.
Bandeira branca, amor...
só quero a paz que o teu amor me traz,
Suplico, por favor,
volta e traz de volta pro meu caminho
todo o carinho de que és capaz.
"Lembra de mim...
dos beijos que escrevi",
dos beijos que não senti...
dos beijos que perdi...
lembra de mim...
No meio da confusão
não entende mais nada meu coração
é tanto fingimento...
E eu só lamento:
Fingir pra você não é um tormento?
Descaradamente mente,
nem sabe mais o que sente...
Atrapalhadamente...
sua vida um labirinto...
Homo Sapiens Sapiens
em você
está praticamente extinto.
Eu não quero mais amar,
não quero mais chorar
quero te esquecer,
quero parar de sofrer.
Amor perdido,
amor traído
queria nunca ter sentido...
queria me lembrar de ter esquecido...
queria nunca ter vivido.
Eu não quero mais amar...
cada um pro seu lado...
que mundo mais errado.
Eu quero voltar
pra matar a saudades,
reviver o revivível...
diga-me que isso é possível.
Não quero o invisível,
tampouco o indizível...
só quero aquele momento
perdido no tempo...
só quero voltar
e
matar a causa desse sofrimento.
