Nao Gosto do que Vejo
Não pode existir prorrogação para as decepções.
A repetição dos fatos ocorrem sob a nossa permissão.
Talvez a hora anuncia o ponto essencial para o reinício de nova vida.
Não abuse da farta alegria... se ela se exaurir e passar a ser a falta do sorriso...talvez não terá o mesmo tempo para suportar a alteração do ciclo do luxo(?) para o lixo(?).
Não são os elefantes que nos metem medo, pois eles são visíveis e quem não consegue percebê-los são cegos de olhos abertos.
Observemos as formiguinhas, pois são os detalhes que nos aniquilam.
As dores podem ser amenizadas, mas só existirá alívio para elas quando a alma não gritar os ais de uma vida ida.
Não é preciso agitar o mundo para tentar demonstrar a importância que a falta de gestos do seu dia não conseguiu registrar.
Não enfeite o agora com o agouro do abraço.
Acene apenas... mas não inexista os meus versos que se declaram te amando.
Não há sentido cruzar a linha do impossível com a tristeza no coração.
A conquista, qualquer que seja, deve vir acompanhada da sutileza da alegria.
Não devemos lamuriar as escolhas que não nos inclui.
As escolhas focadas naquilo alheio ao que oferecemos não pode merecer o nosso pranto.
Neste mundo efêmero e passageiro em que a maioria das pessoas se prendem aos subterfúgios da posse, muitas vezes, a essência não consegue exalar.
Devemos ser inteiros sempre e se não puderam nos sentir como substância elementar, talvez, não nos mereciam.
É preciso ser o necessário e, jamais, ter o necessário para tentar atrair as sutilezas desta vida.
Por isso, sejamos, pois ter sem a essência sublime do ser é sofrimento puro.
Não me indago sobre alguns fatos.
Eles quando surgem... são a minha realidade.
Posso até ter contribuído com eles ou não.
Foco a solução para o demasiado sofrimento ou até para saber conviver com a alegria que, também, passa.
Vivo e não me permito ser, apenas, um sobrevivente.
Podemos ser severos, mas amoráveis.
A verdade não solicita rudeza nas palavras.
A doçura da abordagem convence muito mais.
O amor é o amor.
Não podemos sofrer amando.
Amor é entrega.
É completude.
É soma e divisão....inserção e elevação da pessoa amada.
Amor é amor que se quer e
quanto mais se vive mais se quer viver.
Vociferam anúncios de um dia que não chega.
A saudade desperta outros sentimentos indescritíveis.
Falar ou silenciar?
Neste momento, não consigo definir.
Vivo e não me satisfaz viver com os restos e, tampouco, com as metades aoresentadas como inteiras.
O menor gesto é o significado do que somos.
Inclusive, o silêncio que mais grita em minha alma.
Espreito um sinal que anuncia um sorriso.
Olho pela porta e você não surge anunciando o meu abraço.
Abraço-me com a sua saudade, mas te confesso que queria o seu corpo suspirando em desejos.
Olho.
Fito um outro espaço.
Tudo revela e retrata os seus olhos sorrindo para mim.
O amor é o aconchego e a certeza de um dia melhor.
As falências ou equívocos da vida ida não podem ressoar em nossas almas impedindo outro amanhecer.
Que eu consiga ser o amor sempre e em todos os movimentos da minha vida...mesmo quando não perceber e sentir que o meu amor não seja a essência para seguir na caminhada compartilhada.
O amor não cega... ele clarifica.
Alivia.
Transporta.
Suporta.
Anuncia e chega com o lenitivo que buscamos para esta caminhada.
Vou arrumando o seu desarrumado jeito de me amar.
Talvez eu não consiga e tenha que preferir conviver com a minha alma afogada na insistência vencida de se sentir amada.
Vou requerer meu coração novamente.
Não o sangre mais.
As punhaladas assumiram a forma da mudez dos seus gestos e
os olhos combalidos desabafam com a lágrima que grita.
Caminho sem tréguas.
O novo dia é um outro mundo.
Sou e não me permito, apenas, estar.
Sigo.
Olho e, não raramente, esfrego os olhos para aliviar os ciscos depositados.
Sangram-me a alma, mas ela se revitaliza com o incessante caminhar.
O mundo é o reflexo daquilo que semeei nos estribilhos dos meus acenos.
Nasci por um gesto caritativo do Criador.
De resto... sou o que sou nesta lide permanente de causar algo além das simples aparências humanas.
