Nao Gosto do que Vejo
Memoria de ontem...
Amar-te foi apenas pensar que fosses
Um arco íris de cores...
Não. ...Não eram versos...Nem poesia...
O amor deixou de ser um sentimento
E neste tempo de vazio profundo
Meu pranto acalmou a dor...
E plantei sonhos neste meu doìdo coração. ..
Mas o silêncio da solidão revelou aos meus próprios olhos...o sem fim...o incomensurável. ...
Agora sei...É apenas a memória de ontem. ...
Apesar de que minha alma guardará a verdade do teu coração!
Cansei de esperar-te...
Não quero mais inverno e de sentir frio...
O vento dói em meus ossos...
Não quero mais esse enorme e insurgente sentir
Do amor nada mais quero ...
Sei que virão dias longos de sol ardente mas serão longos dias...
Onde talvez esteja aprisionado este pobre coração
Porque me perdi no tempo esperando por ti...
Pelo teu sorriso...pelos teus abraços...
Não quero mais que o vento devolva esta ansiedade
Pra mim!
Versos que não fiz...
Já não tenho a transparência dos versos
Deixo-me perder nas marcas ensurdecedoras da vida...
Já não sei brincar com as palavras...
Cerro os olhos quero escrever um poema pra ti...
- Como antes fazia -
Mas já nem lembro mais do teu rosto!
E me perco procurando silabas na palidez
Das horas onde os sons atravessam
Num dançar de melodias... São pássaros
Cantantes que seduzem e que vivem em mim...
Tento descrever meu sentir na leveza das palavras.
Inventando versos onde vivem meus segredos
Na concisão do tempo e na sofreguidão da alma
Silencio… e abandono-me ao furor da brisa
Tenho uma lágrima que escorre na face...e não escrevi!
Apenas um verso de amor...
Olhei-te profundamente
Nada falei... Já não existem palavras que eu possa dizer...
As cinzas da tarde partem este coração que arde...
Sou apenas uma sinfonia ou uma gaivota concisa
Que trás no peito apenas esta paixão silenciosa...
E assim vou tatuando teu nome no céu azul...
Arremetendo cativa do voejo na mais intensa altitude
Mas sempre volto para viver onde as gaivotas têm seus ninhos...
Hoje acordei qual um sonhador...
Fazendo da minha manhã um verso de amor!
Meus versos são sempre iguais...
Não me ouves... Minhas palavras pra ti são mudas...
Mesmo que eu te fale de pássaros de flores e de amor...
Teu coração pra mim é surdo!
Eu contava todas as estrelas que via
Mas numa delas quase te vi...
Caminhei sobre a onda fascinada pelo mar...
Achei que te encontraria no mar
Mas era tudo fantasia... Sonhos de uma poeta...
Ironias do destino!
Assim daqui pra frente te darei o meu silencio...
Saberás então que este amor poderia ter sido eterno...
Se mais tarde pensares em mim podes lembrar-se
***de ti já me esqueci!***
E em doce murmúrio ouvirás minha voz que
Cantava pra ti noutras eras!
Para esquecer-me de ti...
Apago as Estrelas...
E clamo por tempestades...
Não quero ver a lua... Nem escutar canções...
Disfarço-me de poeta e escrevo no
espelho poemas sem usar muitas palavras
Somente a saudade consegue rabiscar
Nem penso
em ver o mar
Nem quero navegar
Não suportaria a solidão do cais...
Nem poderia ver a onda que quebra nas pedras...
Não poderia ver a lua sumir atrás
dos montes na madrugada...
Para esquecer-me de ti
Terei de esquecer o encanto... A beleza... A magia...
Mas ficarão os sonhos
a poesia...os sonetos...
e a emoção de te ter amado!!!
,,,Pensei..
se não me queres..
se te fechas para o meu amor
Então ...tenho de esquecer-te...
Deixarei de te querer..
-logo me verás com outro Amor-
não lamentes depois...tu escolheste...
eu bem que te avisei...
(mas tu não acreditaste)
que tu poderias perder o meu amor ...!
E perdeste!
"Estamos distorcidos, o que sentimos destrói tudo
no espelho, nada
não há nada, tudo está vago
frio e solitário."
Conluio
Quanto sinto o que sei, digo o que não sei
O que há de melhor nesta vez?
Busco o que tenho e entrego o que não possuo
Penso no ego e concluo
Grito, nego, Confúcio
Que será de mim?
Quem será assim?
Capaz de desenvolver, um plano para resolver
Este dilema autodidata
No qual as respostas ficam cada vez mais claras
E as vontades cada vez mais escassas
Escassez em terra fértil
Afogada nesse manancial de soluções
Afinal qual a ordem que de fato respira.
