Nao Gosto do que Vejo
Hipócritas,maldosos,falsos,
Sinto um grito de revolta,
confesso,tenho mais de 40 anos,
e só vejo a maldade das pessoas,
quando me apunhalam pelas costas,
acredito ou quero acreditar,
que todas as pessoas têm um lado bom.
A maldade e a inveja é tão grande,
que sinto o grito de revolta,nojo,
que gela por dentro a minha alma,
como alguém pode viver sem amor,
sem sentir paixão,sem sentimentos,
com o coração fechado,sem alma,
sem os risos das crianças a correr pela casa,
sem a felicidade da família,
sem a reunião à volta da mesa,
seja no almoço ou jantar,onde se fala,
reza e come-se com alegria,
como é alguém quer andar perdido,
na serra de fragas e giestas,
sozinhos sem os lobos,muitas vezes,
são melhores que as maldades das pessoas.!
Poetisas também morrem
Me vejo num estado de solidão terrível, daqueles que voltar pra casa é a pior coisa do mundo, como se na rua as pessoas me inspirassem. Me vejo no fim da vida, e mesmo sabendo de minha missão, me sentindo inútil. E aí, vem a vontade de gritar, de sair correndo, de dizer que o mundo é ridiculo e uma súbita vontade de partir. Dizem que sou louca. E eu, a poetisa triste, não terei meu fim ganhando prêmios pelos meus livros maravilhosos… Depois de uma carreira brilhante e dedicada ao próximo, o próximo se esqueceria de mim, e minha última obra será lá, escrevendo carta para mim mesma, no hospício. Do que a jovem poeta morreu? De loucura. A solidão fez isso. Então, ficarei na história da minha maneira. Meus parentes dirão que tentei ser normal e que tentei sorrir também. As enfermeiras da clínica dirão que passei dias escrevendo cartas, e que depois engoli uma por uma, pra minha poesia ficar em mim. Estarei nos livros e na mente de cada um como a escritora que morreu de amor, que o sentimento sublime a fez enlouquecer. Me entreguei. Morri. Mas depois eu volto….mas, só depois..
Quando a noite cai, vejo as luzes
Instantemente lembro dos momentos
Logo você me vem na cabeça
As luzes e o teu sorriso
O balanço e o seu abraço
O frio e o seu carinho
Sinto falta, e guardei tudo
Tentei achar em outros e não consegui
Ninguém sabe me fazer o que você faz.
E me pergunto calado, com todos me observando
Sorrindo bobo, como?
Os dias passam devagar
E se sinto que ei de te encontrar, tenho calma
Porque mesmo longe te vejo tão perto
De certo você está aqui, como alma
Neste longo tempo, navego nos sonhos
Tentando não acordar, para quem sabe eternizar
Cada momento que seja, que esteja, presente
E que você sorria e irradia magia no olhar
Se você sair dos meus sonhos
Que seja para vir a minha realidade
Quero juntar aos seus, os meus planos
Para crescermos como um só
Para encontrarmos, a felicidade
Para vivermos, com amor
Posso te esquecer por um momento, mas quando te vejo, meu coração dispara e a vontade de você me consome.
Olho na capa do meu caderno vejo homens bons e grandes, e olho na folha do jornal vejo pobres morrendo... Tudo é ilusão.
Olho para os céus vejo as estrelas e
a lua, depois olho para o chão e
digo: Maluco é aquele que
acreidita na evolução...
Me vejo no mar do teu olhar, na felicidade do teu sorriso, no caminho escuro e imenso do seu coração.
Vinha voando por aí, de repente vejo uma prisão pequena, e nela a um inocente solitário, condenado a ficar na gaióla por ser um músico.
esperei por tempo indeterminado por vc
e por um determinado tempo pensei que serias meu
hoje vejo que não passou de ilusão
minha determinação de lhe ter.
Vejo o vento rugir no bater das janelas,
Na dança das árvores,
No temor dos mares,
Ao partir aquarelas.
Vejo um vento em cor
Que balança os cabelos
E carrega nuvens.
Que brinca em cataventos
E que brinca com a dor.
Sabe-se vento sem dó
Todo aquele que se assume vento
E arranca da vida
O que devia ficar.
nos teus olhos vejo asas de um anjo,
caído do céu, pela paixão formada do teu coração,
embalçamo meu ser pois minha alma perde se,
no amor, um sentimento lavrado,
por lagrimas de anjos que amaram,
e morreram na virtude de amar e ser amado,
ser santo por momentos impuros,
no largo sentimento de prazer,
tomando goles de ansiedade,
o amor bem dito transpõem,
os laços eternos do coração.
por celso roberto nadilo
