Nao Gosto do que Vejo

Cerca de 623330 frases e pensamentos: Nao Gosto do que Vejo

⁠quarentena

eu, quando sofro
não sofre eu.
sofre o que pena
da pena que se tem
dá dó essa cena
da lágrima que vem...
fazendo da dor quarentena

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/09/2021, 15’27” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Dizer Adeus

Existem momentos em que sabemos
Que não temos palavras para dizer
Tudo cala, emudece o que tivemos
Silencia o olhar e nos faz sofrer
Buscamos em reduzir no até breve
Nas justificativas de sobreviver
Onde o espírito só queria estar leve
Mas o peso das lembranças faz doer
Uma música, palavras soltas no papel
Tudo motiva lágrimas n’alma a verter
É a sombra da vida no seu carrossel
Nos enigmas que tentamos esquecer
Nestes retalhos nada é definitivo
Questão de tempo, vontade de Deus
Nosso alento, razão, nosso lenitivo
Quando a emoção tem que dizer adeus...

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 de mai. de 2015 – Cerrado Goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Natal nosso de cada ano

Se longe de nossos familiares
não se fica solitário no Natal
as lembranças lançam os seus olhares
de quão a família é fundamental...

Enfeito a árvore com afeição e alegria
trazendo ao coração natalina poesia
o Menino Jesus, José e Maria
as bençãos da Sagrada família!
em vigília
ofertando reluzentes guirlandas de amenidade
e assim, neste cenário a felicidade
Gratidão, ó Divina Bondade...

Entrelaçando toda a alma nesta generosidade
de união, amor e coloridas luzes de esperança
nem sempre almejar toda a bonança
e sim harmonia e fraternal paz
que convém aos que estão e aos que jaz...

Na lista de presente
o nome nunca se é ausente
de cada um... com:
ternura
meiguice
exemplo e bravura...

No cartão da vida assim escrever:
doces palavras ao ser humano
fazendo acontecer...
- O Natal nosso de cada ano!


© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
dezembro - cerrado goinao

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A SÚPLICA

Inspiração, há um tempo, um certo dia
Ideei amor, que eu ainda não houvera
Ideado, uma paixão que fosse sincera
Na poética, tal a uma emotiva poesia

E eu aqui na tocaia do que não viria
Poetando de primavera a primavera
Crédulo, insistia na furiosa fantasia
Onde meu sonho vive à sua espera

Ó má sorte, porque toda essa sofrência
Na alma que só deseja ter a inocência
Dum amor? E não mandas dos perversos

Sentimentos. Que cava a meta da vida
Numa dor da prosa atroz e desmedida.
Então, suplico por graça, fazendo versos!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/01/2021, 12”01” – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠"Não entendemos, mas confiamos.
Nunca foi sobre entender, sempre foi sobre confiar.
Nunca foi sobre merecer, sempre foi pelo favor e pelo imensurável amor.
Eu creio assim. "
Andrea Tavares - sementes do Reino .

Inserida por andrea_tavares

⁠Calma, confie em Deus.
Ele é a tua justiça e o teu ajudador.
Não pague o mal por mal, mas o faça com o bem. Perdoe e seja curado.
Seja curado para curar.
O Deus de toda a justiça, continua no controle e observando as obras de todos os homens.
Ele é fiel.
Deus te abençoe .
Andrea Tavares

Inserida por andrea_tavares

⁠INDIGENTE

Tenho um desejo: existe uma felicidade
que eu não conheço e no cobiçar tende
é o amor que no querer então me quer
como eu quero, enfim, que me entende

Nem um olhar, nem uma palavra sequer
peno sem que ele exista, e que detende
a minha vontade de ter. No falto pende!
é vazio que não se tem como preencher

É um amor sem fato: - e eu mesmo ignoro
donde? como eu saber se nem o há nome
das pessoas amadas nenhuma ocorreram

É um dessaber que a imaginação consome
na desilusão. É dor que vive a viver o choro
das tentativas que no pranto emudeceram

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de abril, 2021, 05’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SOLIDÃO ATROZ

Quando fores dormir, ó saudade tenebrosa
na noite negra insone de uma agonia, e não
tiveres por alcova o ardor e o abraço, senão
o silêncio, uma ausência dum dedo de prosa

Adormeça-te, enxugue tua lágrima medrosa
na vil dor, e me deixe nesta aflitiva lassidão
com o meu pranto e o arfar do meu coração
então, não venhas me consolar aventurosa

O suspiro que tem um confidente em mim
pois, o esbaforir há de adormecer o poeta
da insônia sombria dessas noites sem fim...

Dir-te-ei: de que serve a calma completa?
se os teus estardalhaços, nos faz mais sós!
E ao sentimento, falto, uma solidão atroz...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de maio de 2021 – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠RECORDAÇÃO (soneto)

Não eras, pra ser, um amor oriundo
Do amor. Foi segundo intransigente
Lia-se-te no sentimento, claramente
O vagar distante, vazio e moribundo

Tinhas nos olhos, algo de profundo
Perturbador. Coisa que pouco sente
Em uma sede da alma tão diferente
Errando, e errante, e pouco fundo...

E nessa tristura, escura, fria, covarde
Na saudade aninaste, tão segregado
Reclinado na penúria dum mendigo

Porém, junto da poesia, ainda arde
Tua recordação. Cantar do passado
Que sinto há de ser teimosa comigo!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21 maio, 2021, 07'53" – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠UM OUTRO DIA

Que hei de fazer, ó fado, sem ser amado
quando a solidão chegar com o seu vão?
Já não terei as mãos, a achada inspiração
de um amor, dum sentimento imaculado

Porém, desta poética do afeto banhado
nas trovas duma prosa cheia de sensação
restará saudade, e entre linhas, a paixão
pouca, dum querer no tempo silenciado

E quando lembrares, do que isto era...
E que na recordação não mais sentir
o perfume, a emoção, aquela poesia

Eu lhe lembrarei que fui a primavera
os suspiros do abraço, olhar, o sorrir
e que hoje, na emoção, um outro dia!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/maio/2021, 09’27” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Morrer,
Não é só ausentar da vida
Tornar-se lembrança na despedia.

Morrer,
É ir além (literalmente)
Ser e não ser um alguém.

É também, nascer recorrente
para um espírito do bem
aos Céus, se foi benevolente.
Amém!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03, junho, 2016 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠MEU AMOR NÃO TEM AMARRAS

Meu amor não é só nem solidão nenhuma
É olhar sem sujeição, sem leito de abrigo
Um navegante eterno, talvez um castigo
Não sei, só sei que é leve tal uma pluma

Por isso amador constante, sem um leme
No desejo, são gemidos e delírios d’amor
Vasto na liberdade, e tão cheio de ardor
Da saudade, o que o coração mais teme

Assim vou, assim, por aí me encontrarás
Entre carinhos, os beijos, então me verás
solto, e tão farto de propósitos e garras

Tristezas não trago, trago o afeto pra dar
Deixando sensação, que me dou ao chegar
Pois, sou, e o meu amor não tem amarras

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10, junho, 2021, 18’18” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠SOFRENTE CANÇÃO

O tempo amarelou meu verso apaixonado
Porém, não afastou aquela ilusão sonante
Deixou o instante imaculado e no passado
De modo nostálgica a saudade sussurrante
E, cá, eu, pelas bandas desde meu cerrado
Com sensação no peito e emoção gigante
Tão distante, me vejo, num suspiro calado
Com uma faiscante aflição, tão devorante!

Que pena! Tudo parecia não ser engano
Teu olhar tinha o sonido dum suave piano
Trazendo aquele sossego para o coração...
Mas a poesia que aparentava mais sentido
Na privação o meu desejo tornou-se diluído
Em dor, em solidão e uma sofrente canção!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17 de agosto, 2022, 16’58” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

– Uma mulher não herdaria o Trono de Ferro. Porque essa é a ordem das coisas.
– Quando eu for rainha, criarei uma nova ordem.

Inserida por pensador

Os deuses ainda precisam criar um homem que não tenha paciência para o poder absoluto.

A Casa do Dragão (série)
1ª temporada, episódio 1.
Inserida por pensador

⁠CONTEXTO

Não sei o que se passa com meu versar
E nem sei por que tanto nele devaneio
Sei que preciso ter o poético imaginar
O que me faz ter n’alma o doce gorjeio
No sentimento está tudo o que preciso
Na emoção tenho aquele gostoso olhar
E nos românticos versos o largo sorriso
Então, porque estou sempre a vitimar?

Me vi perdido nos sonhos espalhados
Mas cá no coração ainda pulsa o amor
E os propósitos emocionais acoimados
Sou como um bardo cheio de carinho
Um trovador que canta com o ardor
O contexto, tal o canto do passarinho!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26 agosto, 2022, 20’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠P R E C E

Não te peço uma prosa apaixonada
nem dos amores que a alma gostou
nem o beijo que o coração olvidou
nessas estórias da história passada
O soneto de amor que o fado ousou
não te peço! Ó sensação amargurada
já te nem pede, do sentimental, nada
trova teatrada que o significado virou

Nestes poemas suspirados que sente:
angústia, solidão que o vazio engaste
na rima tem choro, ainda, por alguém
Nada rogo, pouco ou nada, somente
e tão apenas, a poética que roubaste
deixando está saudade ir tão além...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29/12/2021, 05’52” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠⁠FINAL FELIZ

Oh, abençoado amor que sacia
a sede empoderada dos amantes
que não falte nunca a cada dia
nas suas fontes, bons instantes
Concebendo a sua meiga cortesia
seremos de tudo mais tolerantes
jamais seremos causa de atermia
aos afagos que nos são galantes

E ao coração promessas e poesia
que seja sempre de pura energia
em um uso altamente apaixonado
E assim o beijo, agrado e desejo
na sensação, enfim, doce almejo
em um final feliz... e enamorado!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 janiero 2022, 12’00” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠BEM SEI

Bem sei, o meu poetar não é preciso
Versos estes mascado na imperfeição
Contudo, inspirados, neste improviso
Que eu posso condimentar a emoção
Quisera eu aquele verso tão conciso
Falando de um desejo com sensação
Sem presunção ou narciso, com juízo
E razão, para um alguém do coração

E assim, pois, o terei, se assim tiver
A poética sem ser um verso qualquer
Devoto ao sentimento que o escreve...
É o modo de romancear uma poesia
Ao olhar da minh’alma que se atreve
Querer paixão na prosa com parceria

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/01/2022, 12’00” – Araguri, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠INSENSATO CORAÇÃO

Eu tive que sustar o coração
Para não mais viver a pino
Amuado e tão ao léu, ferino
Molesto, de perdida emoção
Enfreei cada um do desatino
Que quase asfixiei, em vão
E pus o peito em depressão
Sofrente e tão pequenino

Mas sei que ele é desditoso
Na sorte, em dispersos anos
Exagerado em ser amoroso
Seu fado é querer ter ao lado
E só celebrou os desenganos
Mesmo assim é apaixonado!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 janeiro, 2022, 18’24” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol