Não Existe uma Pessoa Certa
Trasbordava aspirações de menino. Um pouco triste e um pouco feliz interpelou-se com certa severidade sobre quem se tornará. O reflexo do homem no copo de cerveja, posto numa mesa externa da taberna, em parte era motivo de orgulho e noutra de repulsa, ambos amenizados pelo jazz e blues ao fundo. A esperança que vinha em goles sussurrava alguma coisa em tom baixo e que ele traduziu por conta própria como sendo uma segunda chance, e, sem saber se ainda era a esperança ou outro que lhe falava traduziu novamente, por contra própria, que essa chance não deveria ser usada como as outras, portanto não deveria regredir nenhum milímetro, se entregar a nenhuma saudade, não consertar nada no passado. Era advertido a seguir seu destino. Tal qual um marinheiro que depois de ter aprendido a navegar por instrumentos e quase indo a pique, se viu no meio do oceano perdido e precisou confiar na sua intuição como fazia quando era menino e saía a navegar sem saber que isso era ser marinheiro.
“Certa vez afirmei que a alma também adoece. O que isso significa?
É quando mentimos que estamos felizes, nos iludimos que estamos fazendo da nossa vida o que acordamos ao nascermos para ela, é quando obstruímos as estradas, pontes e ruelas que nos ligam a agenda pessoal. A alma não agüenta tanta ingratidão e cinismo. Ela não interfere nas escolhas erradas e ilusórias que fazemos. O que ela pode fazer é adoecer para ver se acordamos. É duro abandonar quem nos acompanha com um fim tão nobre.
A alma é nossa bússola neste mundo que onde motivações sedutoras costumam nos desviar do foco.” Irlei Hammes Wiesel
Tenho certa preferência por ásperas e duras verdades, ao invés da simpática diplomacia da falsidade.
Não estou muito certa de que Jesus, ao entrar numa vida, está interessado em mudar-lhe a "embalagem".
Penso que o que lhE apraz (na verdade), é ver - naquele que O confessa - um coração íntegro e sincero, diante dEle.
(Fabi Braga, 31/08/2014)
Já escrevi tanta coisa aqui, e muitas delas não fazem mais sentido algum.
Mas uma é certa, se não é capaz de lembrar uma data, nada valeu a pena.
Esquecer é impossível, mudar a direção dos pensamentos, isso eu consigo.
Não se decepcione pelo meu silencio futuro.
Desejo, de coração, que você encontre a estrada certa para te levar através dos mais lindos sentimentos que só o tempo poderá te presentear.
Sabe o que tem de diferente? É que mesmo pensando em desistir você ainda continua. Esta certa que todo seu esforço não é em vão!
Alessandra Gonçalves
Não estou bem certa se eliminei todos os meus medos bobos. Certa estou que o foco não esta neles. A minha vontade de conquistar é tão maior que não há holofotes para destaca-los por estarem todos refletindo na direção das minhas conquistas futuras.
Alessandra Gonçalves
Um dos grandes malefícios do homem é fazer sofrer a mulher certa e valorizar a mulher errada. Vice-versa também é verdade.
Por um momento achei que seu olhar seria a chave certa para abrir o horizonte e clarear a escuridão na cor do mar. Mas eles se fecharam pra mim quando você se virou e resolveu partir.
EM CERTA OCASIÃO
Em certa ocasião
me perguntaram:
de que é feito teu tempo?
Respondi com precisão:
de alegria, paz e sorte
pois, se no meu norte
só existe amor, carinho
e uma imensa ternura
provinda por tanta gratidão!
DEIXA EU DIZER QUE TE AMO
Certa vez, Karl Menninger disse que o amor cura as pessoas. Tanto as que o recebem quanto as que o dão. No fim, ele tinha – e continua tendo - toda a razão do mundo.
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E a beleza de sermos humanos não está necessariamente na profundidade daquilo que raciocinamos sobre as coisas que estão passando diante dos nossos olhos. E sim nessa brilhante capacidade de sentirmos algo, já que hoje as pessoas quase não sentem coisa alguma, de tanto que perdem tempo buscando explicação para tudo.
Vivemos num ritmo de vida tão acelerado, que por tabela acabamos bloqueando grande parte dos estímulos que a vida nos entrega, por temermos o possível encontro com a dor que não nos prepararam para sentirmos.
Somos instruídos desde pequenos, a buscarmos a felicidade a qualquer custo, enquanto de forma incansável, tentamos neutralizar toda e qualquer chance de sermos atingidos pelo que – e por quem – vem de fora.
O que não reparamos a tempo é que aqueles que afetam a nossa vida, também podem trazer algo de bom.
Mas quando finalmente acreditamos que desenvolvemos a capacidade de reconhecermos a felicidade, já estamos por demais sob o efeito anestesiante da insensibilidade. E então, os tantos encantos (e prazeres) de estarmos vivos, passam diante dos nossos olhos como se fossem coisas normais.
Outro dia eu vi um beija flor voando no quintal da minha casa, e me permitir aqueles bons segundos de contemplação foi suficiente para me fazer bem pelo resto do dia. Fazia tempo que eu não notava a grandiosidade das coisas simples. E aquilo foi demais.
E então eu lhe pergunto: Quando foi a última vez que você se impressionou com alguma coisa que fez bem? Quando foi a última vez que você sentiu seus pelos eriçados por algo que fez seu coração pulsar mais forte? Quando foi que você sentiu a chuva e não apenas se molhou? Quando foi que você se sentiu tão bem consigo mesmo(a) que reagiu como se a sua alma gritasse dentro da sua cabeça, que era preciso partilhar essa felicidade com mais alguém, pelo simples prazer de levar a alegria de viver, adiante?
E então, você partilha coisas boas? Ou você apenas aguarda que alguém lhe traga a tão sonhada felicidade, para que assim você leve pra dentro da mente a ideia de que as coisas estão seguindo bem?
Eu sempre me perguntei o porquê da minha vó (paterna) só se sentar para comer, depois que todos estivessem com a sua comida no prato. Hoje eu entendo que aquela era a sua forma discreta de dizer:
- Eu amo vocês. E me colocar em segundo plano, não me diminui em nada. Pelo contrário. É um prazer servi-los.
Aquele amor estava diante dos meus olhos, desde sempre. Mas eu só permiti que a minha humanidade me fizesse compreender o óbvio, quando eu decidi ir mais devagar. Quando optei por me abrir para a vida. E aquela foi a melhor decisão que eu já tomei.
Então, antes de se perguntar se alguém te ama de verdade, recomendo que você se pergunte se tem distribuído amor por onde passa. Que você permita que os outros amem, da forma como eles sabem amar, e não como você gostaria que fosse amado(a). Eu recomendo que você não se prenda ao clichê da frase pronta. Do roteiro preestabelecido. Que você crie seu próprio modelo de demonstração de amor e de reconhecimento de amor recebido. Que busque sentir as entrelinhas.
A beleza está em toda parte. Acredite. Então sinta-a. Permita que ela se manifeste. Que seja parte integrante dos seus dias.
A vida é muito mais do que esse piloto automático que deixamos ativado por tanto tempo. E faz um bem enorme quando finalmente deixamos de sobreviver, por sermos – finalmente - promovidos ao cargo de diretores do nosso sentir. E que sintamos muito.
Sinta a sua vida.
