Nao Existe o Belo e o Feio
Nós não podemos escolher onde viver quando viemos ao mundo, mas podemos escolher viver na eternidade quando deixamos o mundo...
Felicidade é um momento, aquele que é único e que nunca se repete. No entanto,
não nos impede de fazermos do próximo ainda melhor e inesquecível.
Amei tanto, que doeu mais um tanto
Mas de tanto doer eu aprendi que não foi amor,
Se fosse amor eu não adoecia.
Não sofremos por algo ou alguém. Sofremos por medo de jogar fora todo tempo que dedicamos a um ou outro.
Toda essa flexão de raciocínio pra se autoafirmar não me convence. A verdadeira grandeza é autoevidente.
A perfeição é uma mulher fascinante de tal forma que não deixa ao perfeccionista opção senão flertar com a ideia irrealizável de beijar seus lábios.
Ela devasta corações
Deixa você, a jaula de leões
Ela é forte, como uma rainha
Não cai em qualquer ladainha
Ela vem a luz do luar
E quem vê, faz se apaixonar
Viva Lá Vita
O valor da minha vida é um peso desconhecido,
Da minha própria não meço pois sei o que é ter que a ter sido,
Que a vida vale o valor do amor e o preço de o ter vivido,
Vale a minha dor pelas amostras que te dei depois de ser esquecido.
Mas ouvi dizer da vida que pelo cano se mata.
Que pelo desengano o cravo vermelho vaia o tirado.
Tirano a quem o diabo passou rasteira à força da chibata
Lhe foi finda a vida à cabeçada, caído da cadeira forrada de napa.
Oh vida quanto valor tendes
Pra chuva que do vapor pendes?
Oh vida quanto valor tendes
Pro vento e para as palavras que trago cá dentro?
Oh vida quanto valor tendes
Pra luz que auguro tirar-nos do escuro?
Oh vida quanto valor tendes
Pra flor que de ti ceifo e ofereço ao meu amor?
Produto da equação sem diferença nem matemática,
É o grito do Ser que faz estremecer toda a galáxia.
Pergunta errante a quem navegou miríade de anos luz.
Vida que me seduz a ilusão de criar unidade de medida,
Deslumbro a aurora sei que vivo num núcleo sem saída.
Esfera do mundo onde tu vida deixaste por todos os lugares,
Aurora boreal centelha nuclear que separas a morte do imaginar.
Vida, fractal infinito que redopia no tecido espacial,
Viver que me permite falar de ti mesma e ao mesmo tempo ser
A mim próprio digo aquilo que não podia dizer sem viver.
Foi chuva que me deu a parra da uva e o vinho.
A vontade de ser eu a redopiar sozinho,
Pelas ruas do pender à sorte de tostão ter,
Que me fez ver o quanto a vida podia valer.
Foi vento que me segurou na estrada do verter,
Atento e sem contratempo à sorte do escolher,
Se as palavras que trago cá dentro são morte
Ou escritas frases que ditam as alegorias do viver.
Foi luz que trouxe a mente da outra ponta norte,
Que me ofereceu a mais humilde água-forte,
Que guardo para não desvanecer do por do sol,
Porque a vida é maior valida se for a ver o sol nascer.
Foi flor que ainda vive nas veias do meu amor,
Que ceifei da vida pro saber como dar valor à minha dor.
Orquídea, antúrio, cravina, gerbera ou girassol,
Vida é deixar florir a flor onde se alimentará o caracol.
Porque o amor nos faz sofrer?
Porque o amor tem que doer? Não poderia ser mas simples? Já tem tantas coisas difíceis na vida
Porque dói tanto amor ? Porque ?
achar que perder a pagina,
faz com que tudo que foi lido anteriormente seja esquecido?
não é assim,
sempre tem um marcador
para lembrar do ultimo local
que você parou;
invocador
da realidade escondida,
sacrificador
das suas verdadeiras emoções.
feche o livro novamente
ou finja inconscientemente,
miseravelmente, tente.
livro aberto
Eu só espero que meu amor não esfrie
Como o dos outros,
Eu só espero que o meu amor
Não doa para que não se congele
Junto aos dos outros
