Nao estou Sozinha
Estou caminhando
com as dificuldades de um pássaro sem penas
e com as tantas penas da vida.
Sigo lentamente para não correr o risco de eliminar em excesso... pois outras penas podem surgir.
Não há gaiolas, mas o coração está preso em você.
Cá estou tentando eliminar os momentos das penas da vida, mas sobrevivendo a despeito das lágrimas da alma.
Persisto em saber sobre os tantos enigmas que suspiram face abaixo, mas creio severamente que os anúncios prometem um dia melhor.
Sei saber que a efemeridade é fato, mas ela não me assusta mais do que eu mesmo me assusto quando quero eliminar o que não me oferece alegria.
Noite calada, como num lamento...
Foi cena alegre...
Oh quão lembrado estou...
Grande...
Grande Ilusão...
Perdida nos abismos da memória...
Pelas saudades que me aterram...
Durmo...
E o que importa?
Já não vivo em mim...
Chora o vento…
Noites sem brilho...
Noites sem luar...
Dolorido canto deste penar...
Meu olhar se pousou e se perdeu...
Mas por certo, a fé ardente...
Não perdeu a sua viva claridade e persiste...
E na volúpia da dor que me transporta...
Ainda insiste...
Sinto-te longe...
Ó esperança quase morta...
Entre esses vultos falantes porém mudos...
Sou eu mais do que eles...
Ou tenho igual fado?
Um soluço subindo a eternidade...
Coração...
Coração...
Nas veredas da vida a alma não cansa...
Alongo os vacilantes passos...
Sob o julgo do tempo...
Ergo o cálice e blindo...
Sorvendo sublime veneno...
Sangue...
Luar...
Distantes saudades...
Sandro Paschoal Nogueira
Má fada me encantou e aqui estou...
Imortal serenidade repleta de desejos e saudades...
Entrada livre para o desconhecido…
Meu Deus Tu não mudas o programa...
E a vida rápida escoa...
Tal qual apaga-se uma chama...
Voz com que te chamo...
Desencanto...
Meus olhos não Te vêem...
Solidão que de Ti espero...
Gemo e canto...
Como qualquer ninguém...
Teu grande amor que é Teu maior segredo...
Basta-me de enganos... Mostra-me sem medo...
Não posso mais...
Ando tão cheio de vazio...
Ouço meu coração ardente e solitário...
E não vejo em meus pares algum compromisso...
Estou no ventre da noite...
E tal como Lázaro caminho sem destino...
Uma nudez de abandono...
No fervor da espera...
De que tudo não seja só um mau sonho...
Sandro Paschoal Nogueira
Graças a Deus que estou doido...
Que se sabe da vida?...
Dizem que finjo ou minto...
Eu simplesmente sinto...
Tudo o que sonho ou passo...
Nem sentes...
O vento levará os meus mil cansaços...
Ainda correm lágrimas...
Na soledade pensativa...
Escondida...
Disfarçada em sorrisos...
Sei que nada me é pertencente...
E lá fora na estrada...
Pensando coisas profundas...
Compreendo que sou livre...
Livre ando de enganos...
Mas de olhos postos nas coisas, distraído...
Aberto por um vento muito brando...
Acolhendo sempre um pouco de mim mesmo...
Mistério maior é este
que liga a liberdade e o homem...
Acendendo a Deus este segredo...
Fazendo-me feliz eternamente...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu estou triste até a minha alma, um véu sombrio que me cobre. Em cada esquina do ser, a melancolia ecoa, um lamento que a luz do dia não alcança. Os risos se perdem, os sonhos desvanecem, e só resta o silêncio que grita, um companheiro constante em meu retiro solitário. Ah, como pesa esse céu cinzento em meu coração cansado! Mas ainda assim, sigo, um espectro na névoa, vagando em busca de um sussurro de esperança.
Aqui estou, perdido em meio à multidão, mas completamente sozinho. A mesa que me acolhe, com um copo de whisky como única companhia, parece ser o único refúgio onde posso esconder as lágrimas que não ouso derramar. As pessoas ao meu redor conversam, riem, mas tudo o que vejo são rostos indistintos, como sombras que não podem preencher o vazio que você deixou.
Lembro-me de cada promessa sussurrada, cada sonho que desenhamos juntos no horizonte do nosso futuro. O calendário ainda marca aquele dia, o dia em que você entrou na minha vida, trazendo consigo uma avalanche de emoções que, hoje, se transformaram em destroços.
O que aconteceu com os planos que fizemos? O que restou daquele amor que juramos ser eterno? Agora, sou apenas um homem que tenta se esquecer nas profundezas de um copo, que busca anestesiar a dor que não cessa. Cada dose é uma tentativa vã de apagar a lembrança de um amor que se foi, de um coração que já não bate com a mesma força.
Mas, mesmo assim, a esperança insiste em habitar nas ruínas desse sentimento. O amor, embora machucado, resiste, esperando o impossível. Porque, mesmo que eu finja que já não me importo, que a vida de um coração solitário e frio é o que escolhi, no fundo, ainda espero pelo dia em que você volte.
Até lá, sigo, vivendo essa vida bandida, onde o amor parece um sonho distante, mas onde a memória de nós dois é a única coisa que me mantém de pé.
Pensando em me iludir?
Desculpe...
Já estou iludindo você...
Lhe entreguei tudo..
E tudo, agora, lhe tomo...
Realidade, de mãos dadas, estou...
Esperei por tanto tempo...
Um tempo que já acabou...
A vida é uma viagem...
Vou usar minha passagem...
E olhar pra esse mundo...
Bem além do horizonte...
Adiante...avante...
Onde o longe não será distante...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho.
Estou arrependida sim, por ter te amado demais, ter ido além do que deveria, sei que fiz uma loucura, ter te amado foi a melhor e a pior coisa que deveria ter acontecido, por você eu desceria aos infernos, só pra ter o prazer de fazer novas loucuras contigo, te amar pode ter sido meu maior erro, porém minha maior verdade... Eu te amo e sempre vou te amar!
O que fazer ? Para onde ir?
Onde estou? Onde estamos?
Perguntas sem respostas...
Perguntas que nós mesmo podemos responder.
A tecnologia tomou conta do mundo e quem paga o preço é o proprio mundo.
Queimadas, poluição sonora, poluição do ar poluição por cima de poluição quem as causa? O ser o humano. Quem poder acabar com elas ? O ser humando. Se a vontade nao parti de cada um nada será feito, nada será salvo, continuarem caminhando em direção ao fim.
Estou em constante conflito. Quando o "eu" lírico afronta e supera o "eu" biográfico, a tensão diária que condiciona minha vida, torna- se mais afável. Viver no mundo da objetividade facilita a praticidade das coisas, mas o que encanta a mente humana reside na relatividade do seu modo de ser, e está presente em tudo que alimenta todas as emoções.
250823
Quando estou a dissertar oralmente, vejo a ingratidão das palavras. As fasceiras saem em disparada; penso que por timidez ou seria traquinagem? Entretanto na dissertação gráfica, vejo aquela luta. Ouço aquele burburinho, o alvoroço das palavras na busca de uma oportunidade, para se encaixarem num hiato, em um dos meus pensamentos.
060224
