Nao estou Sozinha
Poema - Meu Vício
Para fazer rimas
Sou mais um viciado
Se isso aqui é uma vacina
Estou 100% vacinado
Agora se for uma droga
Vou ficar drogado
Até pegar overdose
Eis aqui mais um viciado.
Mais um dia
Fazendo poesia
Fico a vontade
Faz parte
De noite para madrugada
As ideias são multiplicadas
Isso faz bem
Inspiração sempre vem.
É um dom divino
Um dos meus talentos
Por isso quando imagino
Já vou escrevendo
Alguns curtem e outros não
Rimo o que sai de dentro
Caneta e papel nas mãos
Isso é entretenimento.
Poema - Yeshua
Em casa ou na rua
Estou com Yeshua
Que nos proteja
Dessa selva de pedra
Cercados de problemas
Dentro do ecossistema
O Leão de Judá
Que pode nos ajudar
Mostrar o caminho da verdade
Qualidade não é quantidade
O que é do mundo, é do mundo
O pouco com ele é muito
E o muito sem ele é nada
O bem mais valioso é sua alma.
Nem todo brilhante
É ouro ou diamante
Mas Jeová usa o pequeno para confundir o grande
Tipo nesse instante
Adonai é a única liderança
Faz com ele uma aliança
Limpa o teu nome
Enterra o velho homem
Seja abençoado
Remido e lavado
Pelo sangue do cordeiro
Dele seja um herdeiro
Na terra prometida
Ele é o caminho, a verdade e a vida.
Cheguei em uma idade que estou pulando a etapa de manifestar descontentamentos e questionamentos e indo direto à resolução!
O triste pensar acaba com qualquer um, mas estou muito bem.
Isto é ser poeta: estar batendo na porta do inferno pra falar sobre o paraíso.
Podes me ensinar o caminho mair breve para casa? Estou perdido em uma tempestade que se chama ingratidão.
Mergulhei de cabeça no teu mar de confusões e agora só te peço um mapa, pra ir muito distante, muito alem de tanta desilusão.
"Tempo longo, tempo curto. Contigo tempo voa. Curta essa vida? Curto quando estou contigo! Tempo voa no tempo de te amar."
Estou seguro do que sou e to feliz com minha companhia, então qualquer sofrimento vou vivendo sem medo, sei que é passageiro e transbordo tudo dele, literalmente, em poesia.
Fiz as pazes com meu caos, aprendi a respeitar ele e comecei a entender o mundo. Agora estou em uma busca eterna por auto conhecimento.
Invídia
Estou tão longe,
Longe dos espíritos maus
Mas, que possuem uma fúria de bestas,
Que ecoam sons a esgoelar.
Esbravejam o meu nome
Na esperança de secá-lo
Com um amor de inveja
Prestes a lhes trucidar.
Não, não mereço tanto amor assim,
Não mereço que vivam a mim,
Não se degolem ainda
A hora não se faz.
Sei que sou este mal necessário
Que suplanta os desejos
Alimentando ódios
Nas meninas dos olhos.
É sofrimento que abunda
Nos sorrateiros
Que não possuem espírito próprio
Desejando ser a mim, por inteiros.
Ainda hão de se enganar,
Competir com a minha valente alma
Requer hercúleo esforço, e o meu espírito,
Não lhes irão encarnar.
"Democracia do voto" 26/10/2014
Hoje estou muito "Feliz"
Obrigatoriamente estive presente
Vi-me junto a um alçapão inteligente
E quatro opções compulsórias eu tinha em minha frente
Branco, nulo, 13 ou 45
- "Oportunizando a minha escolha"
- "Respeitando ao meu direito civil e individual"
Diante de um sistema de governo do inferno!
(demo=satã; cracia=governo)
Mulher "fiel à democracia"
Inevitável para manter a cidadania.
Lacuna
Estou saturada
da tolerância e de desculpa rasa para qualificar o hiato cognitivo
do estratagema do saber das pontas dos dedos
do aprender célere e abominável
como se o malabarista do circo
não necessitasse ser perseverante
do desprezível conjuminado do incompatível
ensinar para fazer aprender
lucubração de clã díspar
à mercê do próprio capricho
ah! Como estou farta
da pergunta antecipada para conhecer a minha opulência
para vir a traçar o meu hediondo destino.
Eu sou a mãe natureza!
Sou perfeição, sou beleza,
Estou aqui e alhures.
Vou a todos os lugares,
Caibo em todos os olhares,
Basta que tu me procures.
Maria do Socorro Domingos
"Estou mudando meu modo de ver as coisas, minha paciência está se esgotando, agora só irei me calar, observar e segui meu caminho em outra direção."
Você vai dizer que eu estou num tipo de loop de feedback auto-hipnótico induzido pela internet, com guardiões, normas, e toda aquela besteira hegemônica ridícula. Mas essa é exatamente a retórica fraca que ensinaram você a usar contra a insurgência humana.
TELEFONE
Estou concentrada e, num disparate, o susto
Um trim, trim, trim
É o telefone a tocar
Esvazia-se momentaneamente o meu cérebro
Inusitadamente, inconscientemente
Como um afogamento é a sensação
Raiva, ódio, sofrimento
Mas tenho que falar
Alô, Oi, Sim, sei lá o quê
Do outro lado, um “como vai você”?
Então reflito, falar
Como vou? Nada mudou
Vou indo, sem pensar
Num presente indecente
Com um muro a minha frente
Mas o que interessa, como vou?
Vou a pé, de trem, de ónibus
Vou como bem me apetecer
Como posso também, não ir
Vou bem, vou mal
Que diferença faz
Que farás por mim
Independente da resposta que receber?
Mas depois que me deixou por um momento, no vazio
Minhas respostas se tornam monossilábicas
Como tu queres ser perfeito
Com seu tosco telefonema?
Atrapalhando o meu estado criativo
Minha concentração perfeita
Meu invólucro intransponível
Quebrado por um telefonema inútil.
TELEFONE (03/2001)
Estou escravizada
Por este aparelho maldito,
Fico constantemente a espera
Que ele me chame do longínquo lugar.
Aquele toque lusitano
Que só eu sei decifrar.
O som mais lindo que já pude ouvir em minha vida,
Sem instrumentos, mas é uma verdadeira sinfonia
Que me faz delirar.
Os prazeres já me tocam
Quando em seu visor maloca
O número além mar.
A prata da voz que sussurra do outro lado,
Transforma em ouro o meu coração.
É uma magia este som de notas poucas
Que atinge um grau de maestria
E transforma-se em melodia
E quando silencia me faz chorar.
