Nao Esqueca q te Adoro
Não existem limites para quem acredita e busca aquilo que almeja, o único obstáculo/limite do homem é ele próprio, é aquilo que ele pensa, tudo começa na mente.
Se...
Se todos os planos e projetos, por ventura ou quimera não deram certo, ainda assim valeu a pena acreditar!
Se os sonhos que sonhamos juntos, por capricho do destino, não se realizaram, ainda assim, valeu a pena sonhar!
Se promessas foram feitas, mas por motivos alheios a nossa vontade, não puderam ser cumpridas, ainda assim, valeu a pena ouvi-las!
Se o desejo de partilhar uma vida foi sonhado, mas as vicissitudes da vida não permitiram... ainda assim valeu a pena desejar!
Se o sonho de caminhar de mãos dadas ao entardecer, sem nada falar, apenas sentindo o prazer inenarrável da presença do outro, não foi possível, ainda assim, valeu a pena imaginar!
Se presentes foram prometidos (beijos, abraços, noites de amor, passeios ao entardecer), mas não puderam ser entregues, no dia combinado, ainda assim, valeu a pena esperar!
Se os momentos que passamos juntos, ainda que separados por uma tela fria do computador, não mais se repetirem, ainda assim, valeu a pena cada palavra dita, cada lágrima sentida, cada beijo desejado, cada momento vivido!
Se você, aí, do outro lado, sentiu, por um ínfimo instante, o desejo de me amar, me tocar, me beijar, me abraçar e me proteger, como eu senti por você, mesmo que a realização dos nossos desejos não se concretize...
Valeu a pena viver!
Valeu a pena amar!
ENTRELINHAS
São nas entrelinhas, naquelas finíssimas linhas entre o que existe e o que não existe, que escrevemos a nossa história. São sempre naquelas passagens que pouca gente entende, que pouca gente acredita e que muita gente imagina que nem acontece. Para alguns simples sonhos, para outros apenas impossibilidade. E justamente por ser impossível, por ser simplesmente sonho, por ser inacreditável que vivemos. Porque somos assim... dentro de nós. Acreditando no impossível e escrevendo nossa história. Escrevendo-a sempre... sempre nas entrelinhas; nas finas linhas do real e do imaginário que construímos e criamos os melhores cenários de vida... de verdades, de sonhos e fantasias. Para além de nós... para muito além dos nossos dias.
Ela não é o mais brilhante dos sentimentos, mas o mais sutil, delicado e penetrante. O mais independente, também. É raro ter afinidade. É muito raro. Mas, quando existe, não precisa de palavras para se manifestar. O que você tem dificuldade de expressar a uma pessoa não afim, sai facilmente diante de alguém com quem você tenha afinidade. Não importam o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Não precisa do amor. Pode existir quando ele está presente ou quando não está. Independe do amor, mas não independe da amizade. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, escrever, de andar, de respirar. Há afinidade com pessoas a quem apenas vemos passar, com vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidades com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Afinidade é uma espécie de linguagem secreta do cérebro humano, ainda não estudada. Está naquela parte da cabeça que os cientista dizem ser a maior e ainda não suficientemente explorada e usada por nós. Dessa misteriosa e grandiosa parte do cérebro sai a linguagem da afinidade, uma linguagem sem palavra. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar a sintonia com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos de não-vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente, repito, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem você estabeleceu o vinculo da afinidade. No dia em que a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Sensível é a afinidade. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem. É ficar conversando sem trocar palavras. Afinidade não é temporária, não passa com o tempo e a distância. Aliás, é o único sentimento superior ao tempo.
Nota: Trecho de um texto do autor.
Os impostores e seus títulos.
Não gosto de pessoas oportunistas, as que tentam nos engabelar e, demonstram o que na verdade nunca foram; entretanto, ocultam uma realidade bem diferente. Não gosto de pessoas que se auto-intitulam, não dou a mínima importância aos títulos. O que conta e soma para mim, é o caráter. Prefiro um relacionamento seja ele de amizade, afetivo ou profissional, baseado na sinceridade. Não dou valor aos rótulos, prefiro viver uma dura realidade, que a doce ilusão de uma farsa. Não sou exigente, sou gente e, desejo assim ser tratada, com respeito e dignidade. Sou leal, humana, compreensiva e muito gentil, mas não suporto e, repugno a hipocrisia. Os rótulos enfeitam as embalagens, todavia não condizem ao conteúdo, com as pessoas ocorre o mesmo. Prefiro viver a intensidade de um relacionamento sem ostentação e mentiras, que uma presunção infundada. Mais me vale a qualidade mesmo que pouca, que a quantidade sem serventia.
"Se fizesse tudo diferente não conheceria metade das pessoas, lugares, vidas, culturas e amores que conheci, mas certamente não estaria morto!"
Na incerteza se haverá ou não alguém próximo de mim, nos meus últimos suspiros, deixo registrado, desde já, minhas últimas palavras: Valeu a pena.
Anfiguri
Aquilo que eu ouso
Não é o que quero
Eu quero o repouso
Do que não espero.
Não quero o que tenho
Pelo que custou
Não sei de onde venho
Sei para onde vou.
Homem, sou a fera
Poeta, sou um louco
Amante, sou pai.
Vida, quem me dera...
Amor, dura pouco...
Poesia, ai!...
As vezes não somos o que queremos ser, as vezes somos mais do que nós
mesmos. Ser uma pessoa só é desperdício, ser mais que só alguém é melhor
do que fugir da realidade.
Preserva seu coração, mas não coloque vidro nos muros. Preserva seu coração, mas deixa o sol entrar. Preserva seu coração, mas se algum amor bater, deixa passar e deixa tudo acontecer. Não preserve tanto seu coração, só o suficiente pra poder distinguir o que é de verdade e o que é ilusão.
