Nao Controlamos o que Sentimos

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⁠Na era do marketing, todo mundo é cão que ladra, mas não morde.

Luiz Felipe Pondé
O antimarketing. Gazeta do Povo, 24 jan. 2022.

Nota: Trecho do artigo O antimarketing.

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⁠O cético gostaria de sofrer, como o resto dos homens, pelas quimeras que fazem viver. Não consegue: é um mártir do bom-senso.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Que inquietude quando não estamos seguros de nossas dúvidas e perguntamos: são verdadeiramente dúvidas?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Sem a esperança de uma dor ainda maior, eu não poderia suportar esta de agora, mesmo que fosse infinita.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quem, buscando-se em um espelho em plena obscuridade, não viu refletidos nele os crimes que o esperam?

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Pessoas que sempre falam em nome do coletivo não são confiáveis.

Luiz Felipe Pondé
O que os inteligentinhos fariam se Bolsonaro ganhasse por 1% dos votos? Folha de S.Paulo, 15 mai. 2022.
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⁠A alternativa à insegurança não é a bênção da tranquilidade, mas a maldição do tédio.

Zygmunt Bauman
Vida líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2007.

⁠Um doente me dizia: “Para que sofro minhas dores se não sou poeta para vangloriar-me ou servir-me delas?”

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quando, liquidados os motivos de revolta, já não sabemos contra o que nos insurgir, somos tomados de tal vertigem que daríamos a vida em troca de um preconceito.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Não contente com os cuidados, as aflições e os embaraços que o mundo real lhe impõe, o espírito humano crê ainda num mundo imaginário sob a forma de mil superstições diversas.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

⁠Se não existissem cães, não gostaria de viver.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.

⁠A democracia, maravilha que não tem nada a oferecer, é, ao mesmo tempo, o paraíso e o túmulo de um povo. A vida só tem sentido graças à democracia, mas a democracia carece de vida.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quem não conheceu a tentação de ser o primeiro na cidade não compreenderá nada do jogo político, da vontade de submeter os outros para convertê-los em objetos, nem adivinhará os elementos de que se compõe a arte do desprezo.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Quando conhecemos o equilíbrio, não nos apaixonamos por nada, não nos apegamos nem à vida, porque somos a vida; se o equilíbrio se rompe, em vez de identificar-nos com as coisas, só pensamos em subvertê-las ou em modificá-las.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Em si mesma, uma ideologia não é nem boa nem má. Tudo depende do momento em que é adotada.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠A harmonia, universal ou não, não existiu nem existirá jamais.

Emil Cioran
História e utopia. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

⁠Nossa atividade de decisão não descansa um instante sequer. Mesmo quando, desesperados, nos abandonamos ao que vier, estamos decidindo não decidir.

José Ortega y Gasset
A rebelião das massas (1929).

⁠A filosofia não necessita nem de proteção, nem de atenção, nem de simpatia da massa. Cuida de seu aspecto de perfeita inutilidade e, com isso, liberta-se de toda submissão ao homem médio.

José Ortega y Gasset
A rebelião das massas (1929).

⁠A sorte de ter sido quem sou, de estar onde estou, não é nada se comparada ao meu maior gol: sim, acho que fiz um monte de gente feliz.

Rita Lee
Rita Lee: uma autobiografia. São Paulo: Globo, 2016.

⁠A felicidade não pode nem deve nunca ser objetivo, mas apenas o resultado.