Nao Conto Detalhes e muito menos

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Mensagem de otimismo para ano novo


Oportunidades não surgem. É você que as cria.
Todos os seus sonhos podem se tornar realidade se você tem coragem para persegui-los.
Não digo que você é assim, mas existe pessoas é assim...
Você vive reclamando de dores, ora dói aqui ora dói lá.
Você não tem vontade de viajar, prefere ficar na sua casa.
Você não tem prazer de ficar numa praia, vai porque e forçada a ir.
Você não tem vontade de experimentar nova comidas, novos desafios.
E as vezes você diz que tem vontade de desistir de tudo.
E porque você já não ama o seu amado, e você sem amor, sem expectativas de novos desafios , se sente infeliz inconscientemente , trazendo o fim o monótono pra vc e pra quem vive ao seu redor, cada um tem que procurar a sua felicidade, porque a vida é uma só, poderá ficar sozinha, porque você perdeu a vontade de viver.
Um novo ano se reinicia, renove.
Nunca é tarde para mudar o rumo e começar a escrever páginas de felicidade e paz no Livro da Vida.
Agradeça a Deus pelo presente que lhe dá hoje e pela oportunidade de converter este dia em uma página bela do Livro de sua existência. Lembre-se que apesar de todas as situações adversas, está unicamente em suas mãos viver o dia de hoje...
...como se fosse o primeiro, o último ou o único no Livro da sua Vida.
Que todos os seus dias sejam felizes e cheios de muita paz!
Viva!!!
Poucos dão conta que a vida é uma só!!!
E o trem da vida passa, e veja que estação vc está, lembre se que a qualquer momento, seja feliz, boa viagem.

Feliz Ano Novo !!!

Autor desconhecido

Eu não tenho medo de dizer te amo.
Não escondo o que pulsa em mim, mesmo quando a dúvida tenta se instalar, mesmo quando a incerteza se veste de silêncio.
O amor, para mim, não é cálculo nem estratégia: é entrega. É coragem de se expor ao risco, sabendo que cada palavra pode ser ponte ou abismo.
Se tudo correr ao contrário, se o destino decidir virar as páginas sem me consultar, não me calarei. Vou reagir em outra localidade, em outro espaço de mim, onde a dor não seja prisão, mas aprendizado.
Porque amar é também aceitar que nem sempre o caminho será reto. É saber que a vida pode nos deslocar, mas nunca apagar aquilo que foi verdadeiro.
E mesmo que o tempo nos leve a diferentes direções, guardarei em mim a certeza de que dizer te amo nunca foi erro, mas ato de escolha.

Não há um abismo pra tua ausência
Nem uma estrada que te leve embora
Um açoite um silêncio nem indiferença
Que faça brilhar em mim uma nova aurora

As luzes me iludem com seu piscar
Os pássaros noturnos lindos carpidos
Afagam meu peito pra não amar
Fragmentos de amor que dormiu comigo

A noite dorme é como um manto
Lágrimas molham a madrugada
Fico escrevendo meu amor com encanto
Para sonhá-te na solidão alada. Leonice Santos.

A conduta e o caráter moral são o alicerce de qualquer ser humano. Sem eles, não há respeito, não há confiança, não há liderança verdadeira. O homem se define não pelo discurso, mas pela prática diária, pela coerência entre o que fala e o que faz.
Infelizmente, no Brasil, a política se transformou em um palco de vaidades e interesses pessoais. A esmagadora maioria dos políticos não carrega consigo a essência da honra nem da responsabilidade. São figuras que se escondem atrás de promessas vazias, que usam o poder como ferramenta de enriquecimento e manipulação, e não como instrumento de transformação social.
O povo brasileiro não precisa de atores, precisa de homens e mulheres de caráter. Precisa de líderes que entendam que servir à nação é um dever, não um privilégio. Enquanto a política for dominada por aqueles que não têm conduta nem moral, o país seguirá refém da corrupção, da mentira e da traição.
A verdade é dura: confiança não se compra, se conquista. E quem não tem caráter jamais será digno dela.
Quer que eu dê uma versão ainda mais curta e impactante, como um manifesto de poucas linhas, para ser usado em redes sociais?

Tecnicamente, tudo é uma perda de tempo...


Queiramos ou não, o relógio corre para todos — e ninguém tem como segurá-lo. A grande questão não é se estamos perdendo tempo, mas como estamos perdendo. Porque, no fim, cada escolha é uma entrega, cada caminho exige renúncia, e cada segundo gasto não volta.
E se é assim, por que desperdiçar vida em lugares que nos diminuem? Por que insistir em conversas que esvaziam, em pessoas que drenam, em rotinas que matam o espírito?
Se tudo é perda, que ao menos seja uma perda que valha a pena.
Perca tempo amando intensamente, criando memórias que fazem o peito vibrar, escolhendo aquilo que traz brilho ao olhar. Perca tempo se conhecendo, se reconstruindo, se curando.
Perca tempo com aquilo que alimenta a alma — não com o que a sufoca.
Porque o tempo sempre vai embora.
A diferença é o que você escolhe deixar com ele.

Não é apenas a nossa força que nos torna fortes. A força, por si só, pode ser apenas um escudo — firme, mas muitas vezes vazio, incapaz de revelar quem realmente somos. O que verdadeiramente nos engrandece é a ousadia de encarar nossas fragilidades de frente, de assumir nossas limitações sem vergonha, de compreender que até o mais valente dos corações também conhece o peso do cansaço.
Reconhecer nossas fragilidades não é sinal de fraqueza, mas de sabedoria. Porque é no espaço entre aquilo que podemos carregar e aquilo que não conseguimos sustentar sozinhos que a vida se revela em sua essência: feita de partilhas, aprendizados e humanidade.
Nossas quedas nos ensinam caminhos que a vitória não mostra. Nossas lágrimas irrigam a terra fértil onde floresce a compaixão. Nossos limites, longe de nos diminuir, nos lembram que a perfeição não é o destino, mas a ilusão. O verdadeiro crescimento não está em ser inabalável, mas em ser inteiro — e ser inteiro significa acolher tanto a luz quanto a sombra que nos habita.
A fortaleza que não conhece rachaduras é frágil, porque qualquer impacto a destrói. Já aquela que aceita suas fissuras se torna invencível, pois aprende a se reconstruir sempre.
A grandeza está em compreender que não precisamos vencer todas as batalhas sozinhos, nem ser eternamente fortes diante de todos. A grandeza está em ser humano: vulnerável, mas persistente; limitado, mas infinito em capacidade de recomeçar.

Cuide-se como se fosse de ouro. Poupe-se!


Você não é de ferro.
Nem sempre precisa aguentar tudo, sorrir quando dói ou fingir que está bem.
Você é raro — e tudo que é raro exige cuidado, descanso e proteção.
Poupe-se dos excessos, das pessoas que drenam sua energia, das situações que te roubam a paz.
Nem tudo merece sua resposta, sua entrega, seu desgaste.
Cuide do seu corpo, da sua mente e da sua alma como quem guarda um tesouro — porque é exatamente isso que você é.
Quem se poupa, se preserva.
E quem se preserva, floresce.

Poupe-se


Cuide-se como ouro raro,
não se entregue a qualquer mão,
há brilhos que só se mantêm
na calma do coração.
Nem todo peso é pra levar,
nem toda dor é lição,
às vezes, o maior cuidado
é dizer “não” com compaixão.
Poupe-se das vozes frias,
das correntes do desgaste,
você é feito de luz e vida,
não de aço que se parte.
Descansa, renova, respira,
guarda o que é teu em paz,
quem se cuida, se respeita,
e o brilho… dura muito mais.
🖋️ @psi.pollyannasthefhany

Música

Por tantas vezes eu bati na porta.
Parece que você não me deixa entrar.
Me se você abriu a porta, eu vou entrar.
Tantas vezes lhe estendi as mãos.
Parece que você não entendeu.
Não há nada difícil entre você e eu.

Pode chegar, estou aqui.
Não tenha vergonha, pode entrar.
Venha do jeito que está.
O amor é o nosso refúgio
O abrigo pro amar.

Quero te amar logo e pra sempre. Nos pretéritos que não lembro, no presente que escapa e no futuro que aplaca.
Quero te amar com pressa e à bessa.
Assim...
Divina e majestosa reinarás na história do que um dia eu fui, na vida que um dia tive e...
Nos minutos eternos que consegui enfim te fazer amada!!!

Nosso Salvador, Jesus Cristo, morreu na cruz.
Nela, sangrou por nós.
Muitos já não acreditam mais.
Um homem sem fé é como um homem sem olhos e sem ouvidos.
No mundo em que vivemos, muitos vivem apenas pelos prazeres da carne
e se esquecem da alma e do Espírito Santo.
Pois Ele nos deu o livre-arbítrio
para fazermos o que quisermos de nossas vidas.
Mas, ao longo do tempo, nós, seres humanos, erramos demais.
Chegamos a um nível de pobreza espiritual,
de inveja, ganância, egoísmo e tristeza.
O poder enlouqueceu o homem.
O poder muda todos.
Já não podemos confiar em ninguém.
A vida é traiçoeira.
O mundo é ilusão.
Tudo é passageiro.
Quem tem, chora miséria;
mas quem não tem é quem sempre tem para dar.
E assim sobrevivemos
neste mundo louco.

O universo é seu próprio Deus, ou Deus criou o universo?
Não sei explicar, mas tenho a concepção de que o Tempo é o senhor de tudo — talvez até o Ser Mítico que criou tudo a partir do nada.

A partícula de Bóson de Higgs, para os astrofísicos, é o “Pai da Criação”. Assim, a dúvida permanece: o homem criou Deus à sua imagem e semelhança, ou Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança?

Não sei explicar, mas como bom cético que se tornou religioso, estou mais próximo da primeira concepção — embora eu me esforce para acreditar na segunda.

O universo é a essência da primazia evolutiva construída por homens que sempre foram doutrinados por grupos a acreditarem em algo superior.

O cosmo é a infinitude da perplexidade produzida pela própria ignorância humana — ignorância esta erguida pela soberba do Homo sapiens sapiens, que, mesmo no século XXI, insiste em acreditar que o eurocentrismo é o antropocentrismo universal.

Na minha psicodelia, tento expressar a inquietação de um colapso mental revolutivo — a metástase da condição humana.

Já diziam meus ancestrais: o homem é fruto do tempo, uma incógnita dispersa na demasia metafísica entrelaçada na incongruência ético-filosófica da racionalidade.

Se um dia me perguntarem o que eu quis transmitir, não conseguirei explicar.
A filosofia não deve ser totalmente compreensível nem para o autor — imagine para o leitor da atualidade.
Talvez os estudiosos do futuro, vivendo seu próprio presente, consigam compreender.

A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.


O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.


Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.


Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.


Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.


Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.

"Eu não estou mudando, eu estou evoluindo. Estou aprendendo a dar a cada pessoa a mesma importância que ela tem por mim. Estou descobrindo que a verdadeira felicidade vem de valorizar as relações que realmente importam e não gastar energia com quem não merece.

Estou muito mais feliz hoje do que ontem, porque estou aprendendo a priorizar meu próprio bem-estar e a cultivar relações saudáveis. Estou percebendo que a vida é curta demais para se preocupar com quem não valoriza minha presença.

Agora, estou mais focado em mim mesmo e nas pessoas que realmente se importam comigo. Estou aprendendo a dizer 'não' quando necessário e a investir meu tempo e energia em coisas que me fazem feliz.

Essa jornada de autoconhecimento e crescimento tem sido incrível. Estou mais leve, mais feliz e mais realizado. E sei que ainda há muito a aprender e descobrir, mas estou ansioso para continuar crescendo e evoluindo."

Você pode não ter nada.
Pode não exigir nada.
Pode não esperar nada.
E é justamente aí que tudo acontece.
Porque quem não vive preso ao que falta, descobre a leveza do que realmente importa.
Quem não cria expectativa, não coleciona frustrações.
Quem não se apega, não se aprisiona.
O nada é o ponto zero.
E do ponto zero,
qualquer universo pode começar.

A Matemática dos Fins


Não sei ao certo quando comecei a não gostar dos fins de ano. Talvez tenha sido no dia em que percebi que o nome já carrega uma despedida embutida: fim.
Ou talvez tenha sido quando o tempo passou a correr mais rápido do que eu.


Cada pessoa lê o próprio calendário de um jeito. Há quem veja dezembro como festa, luz e promessa. Eu vejo como uma espécie de espelho — daqueles que não mentem, mesmo quando a gente gostaria que mentissem um pouquinho.


Aos 41, faço as contas da vida. E, mesmo com conquistas que um dia imaginei inalcançáveis, ainda me visita essa sensação de que está faltando algo. Não é falta de teto, de trabalho ou de sonhos… é outra falta. Uma lacuna que nenhuma realização profissional consegue preencher.


Casa própria, por exemplo. Para muita gente, é o fim do jogo, a prova de que deu tudo certo. Para mim, é só um quebra-cabeça incompleto, como se eu tivesse montado todas as bordas, mas o centro — a parte mais bonita — ainda estivesse espalhado por aí, perdido em algum canto do tempo.


E aí chega dezembro, com seu peso e seu brilho, lembrando que mais um ano passou. Não sei explicar direito, mas enquanto o mundo comemora o que vem, eu penso no que vai.
Na matemática que inventei pra mim mesmo, o ano que chega não soma — ele diminui.


Faço contas que talvez ninguém devesse fazer. Tiro fatalidades, subtraio doenças, divido esperança por realidade. Se eu tiver sorte, digo para mim mesmo, talvez eu tenha mais uns vinte anos vivendo bem, com saúde, com lucidez. E então eu me pego imaginando algo que aperta o peito de um jeito difícil de dizer em voz alta.


Se minha filha viesse ao mundo no próximo ano, quando eu tivesse sessenta, ela teria dezenove.
Dezenove.
E eu talvez não estivesse aqui para ver a formatura dela, para ouvir o primeiro “pai, deu certo”, para fingir que não chorei quando ela desse o primeiro passo fora de casa.


É uma conta simples… mas que me destrói como se fosse impossível.


Talvez seja isso que eu não gosto nos fins de ano: eles me obrigam a olhar para dentro, para esse vazio que não se preenche com compras, viagens ou promessas. O vazio de quem sabe que o tempo não volta, e que cada desejo adiado custa mais do que parece.


Ainda assim, aqui estou, atravessando mais um dezembro.
E, no fundo, torcendo para que a vida me surpreenda — quem sabe com peças novas para esse quebra-cabeça, quem sabe com alguém que transforme essa matemática dura numa conta que finalmente faça sentido.

Aimê
A face mais bonita do amor possui o teu rosto.
Talvez tu ainda não saibas a profundidade do meu afeto.
És como aqueles dias ensolarados depois de uma tempestade sombria,
trazendo calma e tranquilidade ao meu corpo e à minha mente.
É no teu abraço que descanso,
é o teu amor que derrota os meus pesadelos.

“Quando eu era criança, ouvia sempre um ditado popular: ‘Aquilo que não mata fortalece ou engorda.’ 😅
Com o tempo, percebi que a vida fala por golpes suaves ou tempestades.
Às vezes, acreditamos estar no fim… mas, silenciosamente, cada dor nos molda, cada queda nos refaz, e cada dificuldade nos transforma em alguém mais forte do que imaginávamos.”

Já não escrevo como antes.
Esta metamorfose é notória demais.
Houve tempos em que escrever não era um exercício exaustivo — era apenas uma forma de conversar comigo mesmo.


Hoje, parece-me que o meu Eu e eu sofremos uma mudança drástica. Sentar-me para dialogar com ele tornou-se uma tarefa árdua, quase impossível.


Mas o que julgavam? Que era apenas acordar e escrever? Não. Nunca funcionou assim.


A verdade é que percebo, aos poucos, que estou a perder um grande amigo: o meu Eu.
Riamo-nos tanto das complexidades e banalidades… e nunca partilhei algo tão íntimo com outro alguém senão com ele.


Nem sei por que vos escrevo isto. Talvez não me entendam. Não estais preparados para compreender-me. Já é tarde demais. Estive acessível durante tanto tempo, esperando ser entendido, mas o meu Eu decidiu libertar-me deste tédio.


Encarnei uma introspecção feroz, que me levou a muitos estágios: da lógica à filosofia, dos delírios ao retorno — sempre o retorno.


O lado sombrio cessou por um tempo, mas agora que o meu Eu se esvai, sinto que não terei mais controle sobre as trevas que habitavam o meu ser.


Antes de conhecer o meu Eu, eu e elas — as trevas, o abismo — éramos um só. Eu ia para a cama, mas elas não; eu ficava de vigia para não sucumbir. O meu universo não tinha colorações, apenas escuridão.


Com a chegada do meu Eu, tudo mudou. Olhámo-nos nos olhos com sinceridade.
Quando vos digo que não sou pertença vossa, ignorais o facto. Apenas quereis ouvir o que convém ao vosso ego.


Mas o meu Eu esvai-se… esvai-se e nunca mais retornará.
E quando eu também me for, não me sigam.


Tentei trancar-lhe as portas dentro de mim, implorei que ficasse. Disse-lhe que ninguém o poderia substituir, que sem ele eu sucumbiria.


Ele ajoelhou-se para me alcançar. Questionei-o: “Porquê tudo isto?”
Mas apenas partiu.


E eu morri com a sua partida.
Morri, porque a minha paz era a única força que me mantinha longe das sombras.
Morri sem remorso, apenas para reencontrar o meu fiel amigo — o meu Eu.


Não compreendereis isto.
Não me sigam.
Vivam a vossa vida.


Há em mim tremores de mundos complexos, de uma aura tenebrosa.
Apartai-vos de mim.
Não pedi socorro.
Livrem-me da vossa pena.
Tirai-me do alcance da vossa visão.


— SUSATEL

Certa vez, uma conhecida da faculdade afirmou para mim:
"Sabe, eu não posso casar-me com um pretinho e ter filhos escuros. Não posso fazer isso, eu estaria a pecar contra a minha cor."


Atravessado por aquelas palavras, fiquei por alguns minutos pensativo.
O facto curioso é que ela não é branca, mas sim uma preta minimamente clara, que no seu falar se denominam "mulatas".
A que nível a pretude desceu, para até se vangloriar de pensamentos medíocres. A ignorância é, de facto, algo que me assusta — reflecti.