Nao Consigo te Odiar

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A insensibilidade diante da fome e da dor alheia revela que o maior vazio de uma época não é o material, mas o espiritual.

O hábito de procurar desculpas burocráticas para não ajudar quem sofre é a forma mais polida que o egoísmo encontrou para se esconder.

Quando um ateu quer provar que Deus não existe ele não é ateu, eu não acredito em extraterrestres como falam os filmes portanto não falo deles, não leio sobre eles, não vejo nada sobre eles, se existirem ou não eu nunca me incomodei com isso, agora ateus que querem provar a inexistência de Deus parecem estar querendo expulsá-lo de dentro de suas consciências, no fim de tudo eles têm mais problemas com fé do que com dúvidas.

Testar aquilo que não se tem jamais foi uma boa ideia.

O cristão não se queixará de sua sorte na vida; compreenderá que coisa alguma lhe sobrevem senão por permissão de seu Pai celeste, e que de cada provação podemos aprender proveitosas lições. Além disso, cada acontecimento na vida é um preparo para futuros acontecimentos. Uma tentação enfrentada com êxito hoje, habilitará a pessoa a resistir a uma tentação mais forte amanhã. Uma situação desconcertante enfrentada com confiança em Deus hoje, ajudará uma pessoa a suportar corajosamente outra mais difícil futuramente. A desteza vem pelo fazer, e a força pelo exercício" - Meditações Matinais, Casa Publicadora Brasileira, 1964. Pág. 293

Eu não seguro a mão de mulher que busca oprimir outras mulheres, não é feminismo seletivo, é sobrevivência!

Natureza e Liberdade


Não existe vida sem liberdade e humanidade.
Por que a união se tornou tão corrompida?
Onde está a vida, senão na natureza?
Em tudo, sou levada a acreditar
Em uma utopia pessoal.
Somos feitos de esperança;
Somos feitos de dor;
Feitos de almas aprisionadas em carne,
Limitados.
Onde está a vida, senão de onde viemos?
Viva e retorne!
O fim é o começo.


- Ramile Godon

Estilhaços do Espírito


Eu tenho que esconder,
Esconder o que eu sinto
Por não conseguir
Contar todas, completamente,
Contar todas as feridas.
Todos os cortes e machucados,
As lesões que eles me deram,
Todos os algozes,
Todos os que prometeram me proteger.


Pois estou com minha própria sombra,
Com minha própria espada,
Com minha própria mente,
Como sempre estive.
Até quando pensei que não.


Mas, agora, está pesado demais.
Não há quem salve,
Não há quem permaneça.
Os assassinos foram embora,
Os traidores riram.
Deixaram as consequências,
E a culpa foi transferida para os inocentes.


Vou nadar de volta até a superfície novamente.
Vou puxar os passos
Mesmo com o peso dos ferros nos meus tornozelos,
Vou forçar a mente
Mesmo com as feridas de chumbo.
Mesmo com lágrimas de sangue,
Seguirei lutando.
Pois ainda há fôlego de espírito,
Até o meu descanso chegar.
Minha alma ainda está aqui.


- Ramile Godon

Catarse de Fogo Verde

Cessará, cessará o latejamento.
As correntes de espinhos não vão mais rasgar a pele e a carne no calor.
A lâmina não precisará mais cortar o pulso.
E a noite será igualmente o conforto de todos.

Padrões em fluxos,
Ondas de carne,
Os bipedes sem essência.
Tomadas em explosões de descarga.

Retome o frescor depois de desmaiar,
A energia e a cobra-hiena voltará.
Sempre a espreita da coluna de ferro,
Sempre na estação mais próxima.
Tocha, espada e canivete na mão.

Ateie fogo verde e veneno nos demônios do escaldo,
Pois os demônios não suportam o próprio veneno.
Espada desembainhada.

- Ramile Godon

Reino do Desalento


Já percebi a tática dos predadores,
Mas não vejo a coragem dos caçadores.
Os contrutores não fortalecem a muralha, ela está cheia de buracos e falhas.
Os cadetes estão cheios de vaidade e orgulho, mas com atitudes fracas.
Os predadores sempre tomam algo, e os soldados e o povo se culpam entre si.
Matam e fazem escárnio daqueles se levantam, os rebeldes, os líderes de espírito elevado, os revolucionários.
Os inimigos sempre dominam e os aliados só levam esse título sem prática.
Divididos, vaidosos e orgulhosos no povoado de ruínas.
Um povo que se comporta e tem instintos de fera canina.
Que tem orgulho da glória e inteligência dos outros povos.
Mas odeia o seu próprio povo e fica inerte na destruição.
Nação que veste as túnicas da contradição,
Aquela que diz venerar a entidade divina da criação, mas adora a destruição.


- Ramile Godon

Explosão de Sangue Solar

Não há mais saída. Colapsou.
O alerta da porta de saída pisca em vermelho.
Correr é inútil; ficar é inútil.
Assista ao pôr do sol como quiser,
como e onde quiser,
com o que estiver fazendo.

Minhas artérias explodirão com o grito do sol.
Seus olhos choram sangue.
Minha alma grita, agonizando.
Meu espírito se debate.

Eu peço perdão.
Eu me reconcilio com a vida.
Ela acaba aqui, finalmente.

- Ramile Godon

Milagre, a vida!
Nós não podemos vencer o sistema.
Nós não podemos vencer a morte.
Não temos escolhas a não ser duas.
Somos todos iguais.
Até quando vai mentir e repassar a mentira?
Mentiras, todo dia.
Todo dia a mentira.
O folêgo aparente é a única verdade.
O único milagre.

- Ramile Godon

"É preciso calar quando falar já não resolve ou quando aumenta o problema."

So quem ja passou pela tempestade nao tem medo da chuva

Compreender o outro


Entender o outro é difícil, principalmente quando não compreendemos o que ele está passando ou de que realmente precisa. Para entender sua dor, seria necessário senti-la na própria pele. Sentir aquilo que, muitas vezes, nem sequer conseguimos imaginar. Precisaríamos ser gênios ou ter uma bola de cristal nas mãos para tentar adivinhar o que se passa dentro de alguém. É assim que o sofrimento humano se apresenta diante de nós: uma incógnita.


Para sermos aquilo que a vida espera de nós, precisamos olhar ao redor e perceber os sinais. Enxergar o que realmente está acontecendo, para além daquilo que os olhos alcançam. A vida vibra, conecta e revela caminhos, mas permanecemos, muitas vezes, alheios a tudo isso. E essa desconexão tem nos deixado sem rumo, distantes do que realmente importa.


Quando despertarmos para a vida e aprendermos a compreender seus sinais, as coisas começarão a encontrar seu devido lugar. Seremos acolhidos pelos braços do Universo e compreenderemos que existe uma força maior nos conduzindo. Esse acolhimento nos fortalecerá, trazendo serenidade para enfrentar os desafios e sabedoria para compreender a nós mesmos e aqueles que caminham ao nosso lado.


Porque despertar para a vida é também aprender a olhar para o outro com mais sensibilidade, mesmo quando não conseguimos compreender inteiramente a sua dor. Afinal, nem sempre precisamos sentir o que o outro sente para oferecer aquilo de que ele mais precisa: presença, acolhimento e compreensão.

Muitas vezes, esquecemos que o tempo voa.
Muitas vezes, não damos valor ao que realmente importa.
Muitas vezes, só olhamos a trave no olho alheio.
O Antidoto para tudo isso, simplesmente aceitar, amar e agradecer.

Não procureis, afobados, a falta que teu corpo sente. O preenchimento está na jornada.

O ser humano é a única criatura que precisa ser educada, porque nascer humano não significa, necessariamente, aprender a ser verdadeiramente humano.
É preciso aprender a respeitar, quando o ego pede superioridade; a compartilhar, quando o egoísmo exige tudo para si; a ouvir, quando o orgulho quer apenas falar; e a reconhecer os próprios erros, quando a vaidade insiste em ter razão.
A educação vai muito além dos livros, dos diplomas e das palavras bonitas. Ela se revela na maneira como tratamos quem não pode nos oferecer nada, como reagimos quando somos contrariados e como agimos quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira educação não se mede pelo que alguém sabe, mas pelo que se tornou capaz de fazer com aquilo que sabe. De nada adianta conquistar o mundo pelo conhecimento se ainda não aprendemos a respeitar o ser humano ao nosso lado.

"O miserável não é aquele que não possui comida, mas sim aquele que a tem e não consegue dividi-la."

Quando uma amizade deixa de acontecer.


Algumas amizades não terminam; apenas deixam de acontecer. Primeiro diminuem as conversas, depois diminuem as perguntas, até que chega um momento em que já não existe nada a perguntar. O silêncio se prolonga e, de maneira quase imperceptível, transforma-se em resposta.


Há distâncias que não se medem em quilômetros, mas na frequência com que alguém decide não estar. E talvez essa seja uma das formas mais silenciosas de perder alguém: não por uma ruptura, não por uma discussão, mas pela sucessão de pequenas ausências que, juntas, acabam formando uma distância que já não sabemos como atravessar.


É curioso como algumas relações terminam muito antes de receberem o nome de fim.