Nao Consigo te Odiar
Ver o Butiá-azedo
enfeitar o jardim,
Não ter mais medo
do tempo passar,
Ter você do meu
lado é o meu maior
desejo apaixonado.
Não vejo a hora de encontrar
uma muda de Butiá para plantar
no jardim da minha casa
e ter doces para te mimar
quando você passar por aqui
na minha querida Rodeio,
Enquanto não encontro
vou alimentando com
carinho para ganhar
o seu amor antes disso.
Sou nascida selvagem
como Butiás-de-vinagre,
o meu nome é liberdade,
não sou e nem serei
como você e não serei
aquilo que você deseja:
vivo a vida com lema.
Para cada dissabor
que alguém tenta
descarregar sem
você ter procurado,
Não permita que
a pessoa saia sem
a resposta merecida,
Responda o quê
deve ser falado,
Floresça mais ainda
como Butiás-do-campo
e não deixe que
te façam acovardado.
Existe elogio
que não é elogio,
É ato de desconstrução
contra a sua identidade
e a sua trajetória,
Abrace com orgulho
a sua história,
Não aceite conviver
com cordial hostilidade,
Sê como os Butiás-roxo
brotando indomáveis
na campina e sendo
o amor da sua vida.
O tempo mostra quem é quem,
não há um só que não esteja
atento ao cansativo jogo
de manipulação e total desgaste
daqueles que se perderam
no personagem e carecem
de falta de autenticidade,
e precisam no modo aleatório
inventar mentiras sobre
adversários que não existem
e nem nunca existiram,
ocultando assim a índole algoz,
covarde, perseguidora e atroz,
porque sentem uma inveja
inesgotável da autonomia
e da capacidade criativa
de quem não precisa
assassinar a reputação
de ninguém para se sobressair.
Uma menipeia
é um poema
que em regra
nasceu para não dar
totalmente certo,
Porque ninguém ri
das mesmas coisas,
E sempre que isso
ocorre melhor
fazer um Rocambole.
(Caímos na rua da realidade,
e não há nunca que não tenha
dado uma gargalhada da queda).
Não era uma idiota
para lidar com assuntos
de paz e guerra,
Era uma sereia
que no lugar de caneca
usa um caracol,
Senhora de si a sua
biblioteca era um atol
e a sua família escova
de cabelos era feita
toda de madrepérola
para a sua essência poética.
O amor da minha vida
ainda não apareceu,
só sei quando ele vier,
quero passear na Caatinga,
e debaixo de uma Barriguda
celebrar o amor e a poesia.
Quando no meu coração
não para de chover,
Lembro que em habitam
graraíbas que em seguida
começam a florescer,
E assim deixo surgir
um lindo Sol em mim.
24/07
Não abra mão
do que te pertence
mesmo que exista
boicotes por parte
de muita gente:
Seja resiliente.
A minha última reunião
com os amigos já não
me recordo mais,
A vida mudou bastante
e quase falta não faz.
Uma flor de Ipê-roxo-anão
caiu na palma da mão,
E eu com a mania de insistir
de não tirar você do coração.
O Ipê-rosa-de-folha-larga
florido deixa o meu coração
inspirada e traz encantamento,
Não paro de querer você perto
de mim a todo o momento.
Irremediavelmente
não tem como
negar que venho
escrevendo os meus
Versos Intimistas
há pouco mais
de uma década e sem
nenhum tipo de segredo
assim poeticamente
tenho feito
à prova de qualquer
tipo de veneno
para ser o seu maior desejo.
Devemos fazer frente
contra o aumento
da cultura de guerra,
Para que não haja
nenhum impedimento
ou detenção dos nossos
sagrados sonhos,
Devemos frear
com todos os meios
até acabar de vez
essa péssima onda.
Quem não fez questão
do seu amor ou da sua
amizade não é agora
que vai de fato fazer,
As lições da Natureza
foram dadas
para quem sabe ler,
Dê igual importância
que um dia foi
dada para você,
O vento sopra as flores
e o Ipê-do-cerrado
não volta para recolher.
