Nao Consigo te Odiar
Quem não respeita
a população é o invasor
e não quem vem
lutando dentro de casa
para sobreviver
muito antes de Holomodor,
é devido jamais esquecer
de quem ocasionou a dor.
Verão ardente na Crimeia
cercada de armas
e sistemas aéreos de defesa,
enquanto uns vieram
só para passar as férias na praia.
Dizem que todos serão
eliminados mesmo aqueles
que não têm ligação
pátria e emprestaram
o seu coração
em defesa da Ucrânia,
Nada me intimida
e nem mesmo o buraco
mais escuro do Universo.
Porque quando se
conspira contra um poeta,
um tirano sempre cai primeiro,
e deixa o pior de si na História
aos olhos do mundo inteiro.
Não existe super potência solitária. O veneno que se distribui pela força do destino sempre volta para si mesmo. Não importa o seu tamanho.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
reverenciar
qualquer poeta
para se fazer
de bonzinho,
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
tomar café com
revolucionários
sem as cartas
e a justiça
ao povo,
ao General
e a tropa
sobre a mesa.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
relembrar
a história sem
ter aprendido
com ela.
Não adianta,
não adianta
de jeito nenhum:
bater continência
aos comandantes
e revolucionários
que se encontram
na eternidade,
quem segue
sendo na vida
uma mentira
de verdade.
Essa cultura de prisão
por qualquer motivo
é preciso ser vencida,
Não é civilizado
prender por
falso positivo,
Não se sabe o quê foi
feito do Tupamaro,
Dizem que ele
foi sequestrado,
dá para perceber
o mau hábito repetido.
Não quero fazer
ninguém ofendido,
Mas desde a prisão
injusta sofrida pelo General,
Não houve nenhum
avanço e fatos vem
tragicamente se repetido;
Neste momento não
sei se deixaram
ele receber a Bíblia,
cadernos e livros.
Espero que já tenham
liberado a senhora
camponesa e o menino
presos em Guarico,
Que essa história
não mais se repita,
Pois com os mais frágeis
é preciso ter paciência,
E não levar qualquer coisa
até a última consequência.
A cela do General
que está preso
injustamente
não tem janela,
não deixam
entrar ventilador
e lá está
quente como
a Amazônia
ardente pelo
fogo destruidor;
é um claro sinal
de que se estende
o quê é um horror,
e ele segue sem
acesso ao devido
processo legal.
Estranhos
estes tempos
modernos
estranhos,...
Abrem
e fecham
as asas
do condor.
Ah, Colômbia!
Não preciso nem
entrar em detalhes,
A tua política
perdeu o andor
desde o dia
que iniciou
a fazer
a Pátria Grande
conflitante.
Posso até vir
perdoar as
heranças dos
maus hábitos
oligarcas,
porque perdoar
é cristão,
mas o tempo
e a história
são diferentes:
ele(s) não.
Comparações
não ajudarão
a Amazônia,
o Chaco
e a Chiquitanía
do incêndio,...
e nem mesmo
o Arco Minero;
é momento
de trégua
e união para
salvar a vida.
Estas tais
de vendas
nos olhos,
espadas,
balanças
e plumas
pesadas
espalhando
desgraças,
a história
não as fará
perdoadas,
prenderam
injustamente
heróis que
poderiam ajudar
a salvar
as nossas matas;
a justiça divina
não perdoa
quem imola
os patriotas;
A força da vida
deu a amostra:
a Colômbia
teve sacudida
a costa,
não duvide
que não seja
reação colateral.
Debaixo do pomar
de letras laranjas
pedindo pela
libertação de
tanta gente,
da campesina
dos 9 comuneros
e do General,
vou contando
o quê se passa
na América Latina.
Se é verdade ou não,
não importa,
a dor segue a mesma.
De joelhos pedindo
a entrada diante
de uma tropa
estrangeira
com a bandeira
da sua própria
Pátria estendida,
rogando assim
dessa maneira
é porque precisa.
As chagas de um
povo a mim não
me são alheias,
Eu sou do povo,
o meu coração
a ele pertence;
e triste e ardente
está em brasas
amazônicas de
pura inconformação.
A dignidade humana
em virtude
de uma dificuldade
passe o que passe
jamais será diminuída,
acredito nas voltas
que o mundo dá
e no giro do tempo.
Nas preces as súplicas
dos imigrantes
estão presentes,
para que jamais
deixem de ser atendidas;
e da mesma maneira
tem sido pelo General
preso injustamente
e pela tropa sofrida.
Da Amazônia da Pindorama
sendo queimada,
não se ouve quase nada.
Até os velhos guerrilheiros
na Colômbia
retomaram as armas.
Não sei o quê se passa,
nesta nossa Abya Yala
que vem andando virada.
Da Pátria que levam
a luz e o aroma na pele,
a canção ainda é cantada.
Só sei que do bom General
e da tropa não se
ouve falar mais nada.
O embargo imperial
foi lançado total
contra a Pátria de Bolívar,
não posso concordar
de forma alguma
com essa medida
que atenta contra a vida,
Não vou parar de gritar
mesmo que seja sozinha
e que me digam que é
miúda a esperança
de ser de fato ouvida;
A nacionalidade que foi
outorgada para as crianças
venezuelanas imigrantes,
não passa de uma
bondade cínica da parte
de quem sabemos
que vendeu a alma
pro demônio muito antes;
E não para de aumentar
a quantidade de militares
em prisão por 'discordar'
da ordem vigente,
não minto que sigo
inconformada e descontente:
96 homens do Exército,
20 da Aeronáutica,
24 da Marinha
71 da Guarda Nacional,
No total são 211 homens,
e entre eles está preso
o General que todos
sabem que é inocente,
um verdadeiro absurdo
o quê vem ocorrendo
com toda essa gente,
e seguem corvos
de ferro rondando
sobre a minha cabeça.
Quem conhece a história
sabe como e o quanto
ela vem se repetindo
em nosso tempo,
Não há mais como
esconder de ninguém
o quê caiu na boca
de todo um povo,
cântico de
calabouço: - Marulanda...
Ao Foro de São Paulo
eu peço socorro,
com nome de Santo
Que leva não há como
ocultar o escombro;
o tempo é implacável
tal qual o perito
que correu para
disfarçar o incontestável.
As marcas da tortura
que cometeram
contra o cirurgião,
As máscaras caindo
estão e são tantas
mentiras que ainda
não deu para
recolher do chão.
Um General está
há mais de um ano
preso injustamente,
todos sabem
que ele é inocente;
e o quê foi feito
contra ele não
tem desculpa:
transferi para mim
esse sofrimento,
Pois através da
história dele
venho contando
outras para
que ninguém caia
no esquecimento.
O pássaro de ferro
foi detectado
e recolocado
ao destino correto,
ele não deveria
ter molestado,
assim como os
setenta outros,
e só estamos
na metade do ano.
Não há como
não suspeitar:
que recomeçou
o terrorismo elétrico
que deixou
a Pátria vizinha
num escuro tétrico.
Tudo isso parece
ter a assinatura
do Império que
não cansa de furtar
a paz alheia,
roubar o tempo,
afastando com
intrigas os melhores,
e impedindo quem
precisa a merecida
liberdade alcançar.
O General é vítima
de um pesadelo,
e está há mais
de um ano sem direito
a audiência pré-liminar
e nem um livro
até ele pode chegar,
até onde essa
dureza vai te levar?
Sinto-me triste até
pela falta de cuidado
com a saúde
do velho sargento,
porque do jeito
que está não dá.
Estes versos
não chegam
nem perto
da beleza
dos tupamaros
semeando
a terra para saciar
a fome do povo
que precisa,
Ninguém vive
de poesia
embora ela viva
para sempre
alimentando
as almas
e dando força
aos inconformados.
Não há mais
mulher nenhuma
desaparecida
até o momento,
uma foi
libertada,
e outras com
alvará de soltura,
mas há mulheres
marcadas por
toda uma vida.
Quero saber dos três
militares e do civil,
que dizem que
ninguém mais
sabe e ninguém
mais viu;
e do General
injustiçado
que nem deveria
ter sido aprisionado.
O tempo do político
não é a emergência
de todo um povo,
O relógio do tempo
dele sempre
marcará diferente,
Por isso nem insisto
em discutir com
esse tipo de gente,
Busco por mim mesma
fazer um mundo novo.
O som da clarinetista
ninguém ouve mais,
A Justiça está foragida,
e é a única verdade que
existe e me faz realista.
Tem gente tão obscura
como deixaram
as águas de Osorno,
Tipo aqueles dois
que foram capturados,
E o interminável
diálogo de Barbados
Sob a lógica de Oslo
e impronunciáveis
bobagens do Inferno
de cinco letras
que me pisoteiam
ofertando uma
sorte desgraçada
para quem
veste ou não farda.
Do General não se
tem uma notícia
de certeza física
desde o dia 28 de abril,
Dele só se sabe que
está em greve de fome
Este fato nos consome
fatalmente aos poucos
E quem tem o dever
de nos responder tem
feito ouvidos aos moucos.
O importante é não esperar nada de ninguém e continuar sendo uma pessoa amiga neste mundo onde as pessoas se juntam para destruir umas as outras, e não para cooperar umas com as outras.
Não pode ser uma boa pessoa quem defende a morte de um povo em detrimento dos seus interesses. Quero distância de gente assim.
Não importa o quê
de mim estão falando,
as flâmulas perpétuas
tecidas de palavras
poéticas na História
em defesa do Esequibo
pertencem só a mim.
O quê é de direito
de lugar e de se hastear
pertence somente
às oitos estrelas na proa
do Monte Roraima
com todas as virtudes,
homenagens e decência.
A liberdade que foi
arrancada com violência
da tropa estimada
e do General preso
injustamente deve ser
por humanidade restituída:
a História de injustiça
nunca mais deve ser repetida.
A minha voz grita
por quem
não pode gritar,
No meio de uma
escuridão profunda
e cheia de gente
que se deixou
ficar embrutecida.
Toda a mão deveria
estar estendida
para quem nas trevas
não quer mais ficar,
Esse é um dos grandes
princípios da vida,
Mas vejo gente
que não quer mudar.
A irmã foi a #Boleita
e se aproximam
3 meses que ninguém
teve do General
uma prova de vida,
E até a pouco diziam
que ele estava
em #FuerteTiuna,
Onde está ele afinal?
Vejo que a chocante
solidão é de quem
padece pela falta
de memória afetiva
diante da história
de contribuição dele
ao longo da vida.
No próprio corpo
em #GREVEDEFOME
entrega, missão
mística pelo seu
povo para tentar
resgatar o rumo
que a sorte do
triste destino que
o vem consumindo.
Não é segredo
para ninguém
que desejo tocar
o coração de
todos os que
estão deixando
sem notícias
aqueles que
têm os seus
na prisão,
e sem saber
como estão
há muito mais
de um mês.
Prisões ilegais,
festivais
de torturas
e de tormentos,
Não dá para
fingir que
nada ali
não está
ocorrendo,
Muitos nem
deveriam
estar presos,
E vocês bem
sabem que
tenho razão.
Tudo isso é
de doer
o coração,
E sobre
o destino
de quem
quer que
seja não
se deixa
nem por
uma hora
em silenciação,
Mas isso tem
acontecido
com o General
preso injustamente
e tantos outros
que estão desaparecidos.
