Nao Consigo te Odiar
Já perdi o medo, perdi a noção do perigo, sem você já até consigo viver por viver, só vivo por você, meu coração bate sem te ter.
A luz baixou no palco da emoção.
Preta partiu — mas levou consigo
O coração de toda uma geração.
Filha da arte, da coragem, da vida,
Preta era riso, choro e resistência.
Cantava amores, dores escondidas,
Com a alma cheia de presença.
Foi abraço pra quem ninguém abraçava,
Voz pra quem não se ouvia mais.
Defendeu a vida como quem dançava,
Com passos firmes, doces e reais.
O câncer tentou calar sua melodia,
Mas ela seguiu — forte, sem recuar.
Foi exemplo de fé, de poesia,
Fez do viver seu jeito de lutar.
Hoje ela se vai, mas não se ausenta,
O céu a recebe em festa de estrelas.
E nós, aqui, choramos sua ausência
Com o privilégio eterno de tê-la.
Descanse em paz,
Preta querida,
Sua luz jamais se apagará.
Você foi todas as cores da vida,
E em nossa memória, sempre vai brilhar.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Para aqueles que amam a solidão, que cada instante consigo mesmo seja vivido como um tesouro raro — tão intenso, que, ao estarem em meio à multidão, sintam saudade do silêncio da própria alma.
E para aqueles que amam estar cercados de pessoas, que cada encontro seja celebrado com alegria tão plena, que, ao se verem sozinhos, sintam falta do calor das companhias.
50 Anos Blues...
A fase pós-50 traz consigo uma nova perspectiva sobre a vida—um momento de redescoberta, de recomeços e da busca por significado.
Com menos cobranças externas e maior consciência sobre o que realmente importa, essa etapa pode ser marcada por experiências enriquecedoras, novos desafios e a liberdade de ser quem se é, sem medo de julgamentos. É um tempo para explorar paixões, viajar, se dedicar a hobbies ou simplesmente desfrutar do presente com leveza e gratidão.
Mais do que uma mudança de idade, essa fase representa uma oportunidade de viver com mais autenticidade e felicidade. Afinal, cada etapa da vida tem sua beleza e seu propósito.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
Valdecir Val Neves - Vila Velha - ES
Brincando de esconder. Quando você esconde em meu coração, eu consigo te encontrar, quando você esconde em seu mundo, não adianta procurar.
Você chegou como aquela brisa suave da manhã em um domingo tranquilo;
Trazendo consigo tudo o que há de mais belo na vida, me apresentou um lado do mundo que eu ainda não conhecia.
Mostrou-me poemas, livros — daqueles que cativam e trazem paz à alma.
Trouxe Maria Bethânia, com suas letras apaixonantes, cheias de desejo e euforia;
Chico Buarque, com seu amor lírico e suas críticas tão eloquentes.
Me apresentou à cultura, ao amor — e ao quanto ele pode ser belo.
E, junto com tudo isso, trouxe você: feito de música, poesia, textos e sentimentos.
Entrou no meu coração aos poucos, como quem não quer nada…
E, de repente, se foi.
Deixando para trás apenas tudo de bom que pôde me entregar.
Impermanência
Quão alegres são as chegadas, loquazes,
E os prazeres que consigo trazem,
O espírito se incendeia, dança,
Quão tristes são as partidas, silentes,
E os prazeres que consigo levam,
O espírito se dilacera, despedaça.
Ah, estou farto, meu tolo coração, tantas vezes ridículo, deseja pelo dia
Em que os encontros superarão as despedidas. Como uma pessoa a quem lhe impõe a ter a sua desgraça.
A vida é uma luta constante, um confronto consigo mesmo, mas para avançarmos, precisamos orgulhar o pequeno sonhador que habita em nós.
Fomos crianças sonhadoras antes de nos tornarmos adultos, e elas aguardam que você realize seus sonhos.
"O inferno é aqui na Terra, e o paraíso é viver sua vida feliz consigo mesmo; uma vida ética, empática, amorosa, sem medo de errar ou de viver o agora podendo se arrepender no futuro."
A Passageira do Destino
Ela entra no carro sem aviso, trazendo consigo o perfume do acaso.
Seus olhos guardam histórias que não me contará, e seu sorriso é uma porta entreaberta para um mundo que talvez eu nunca conheça.
Por que aceitou minha carona? Seria apenas um gesto casual, ou o universo insinuando um encontro que ainda não estamos prontos para viver?
Fico confuso, dividido entre o presente e o devaneio.
Quem é você, mulher de passos silenciosos e palavras medidas?
Se nesta vida somos apenas estranhos cruzando estradas, talvez em outra existência possamos nos encontrar sem medo, sem pressa, sem segredos.
Até lá, sigo dirigindo, levando não apenas seu corpo, mas o peso suave dessa dúvida que me acompanha como uma canção inacabada.
Namore-se consigo mesmo!
Estou sem companhia há quase dois anos e, com isso, aprendi a me convidar a ir ao Espetto no ParkShopping... ah, lá tem música ao vivo, um bom vinho... canto, bebo, divirto-me num grau inimaginável;
pago minhas contas e saio de lá simplesmente de bem comigo
mesmo, amo. Amo esses momentos em que estou comigo, onde minha autoestima e meu auto-respeito levam-me a cuidar do meu corpo, meu cabelo, minhas unhas... e que minha paz está em alta. Nada melhor que estar em paz consigo e com tudo aquilo que fazemos e fizemos com nosso próximo; não engano, não omito e não minto.
Sou tão de bem comigo que não tenho a necessidade de um outro ser para me acompanhar a qualquer lugar que seja, a não ser que esse alguém esteja disposto a me dar as mãos, andar comigo pela rua livremente, abraçar-me quando der vontade, sem a necessidade de se esconder até dele mesmo porque deve respeito a outrem. Alguém
que saiba que a verdade e o respeito deve prevalecer em quaisquer circunstâncias.
Neste semestre voltarei a fazer minha pós, minha mente terá barulhos
de estudos, quer coisa mais gostosa que estar aprendendo? Amo ler
e viajar no tempo, no espaço... envolvo-me nas histórias de tal forma que precisei parar de ler um livro porque esse estava fazendo-me mal com tantas repugnâncias que li.
Então, voltei a amar-me mais, respeitar a necessidade que possuo
de estar em paz. Falando sobre a paz, recordei-me do desejo
que tinha quando criança. E aí você pergunta-me: _Valéria, qual era o seu desejo de infância? Respondo-lhe: _Durante toda minha infância vi meu pai discutindo com minha mãe por ciúmes ou qualquer outro motivo que ele achasse relevante, se não houvesse motivos, ele os criava. Eram discussões homéricas, quando não se voltava para nós, os filhos. Nesses momentos era que eu me recolhia à laje de casa, deitava-me sobre a laje e ficava a admirar o céu onde as nuvens levavam-me a imaginar criaturas e a criar histórias onde a paz reinava. Foi por isso que meu desejo de morar só foi instaurado no meu cerne, porque a paz é paz; é não ter que se deparar com situações que te limitam, te priva de ser quem você é, é poder reconciliar-se ao sono com a cabeça leve, sem receios de que o pesadelo possa vir a te assombrar. Respeito-me a ponto de dizer não a um novo amor caso ele seja comprometido e não vá de encontro com aquilo que acredito.
Continuo amando-me e permitindo-me estar aberta para o novo.
É assim que namoro comigo, de bem com a vida, sem o peso da consciência e livre para o novo despertar.
No dia 15 de junho, nem tudo precisa ser levado a sério, mas seja sincero consigo mesmo, experimente um novo hobby e cerque-se de pessoas que te façam bem.
Uma experiência irônica imersiva traz consigo emoções gustativas impensadas, como beber vinho com pimenta.
Renovação.
Cheguei.
Estando aqui nessa calçada, posso observar o mar de longe. Consigo olhar para frente e observar o fim.
Não do mundo, apesar de às vezes achar que sim.
O fim, o horizonte.
Olho para baixo: degrau.
Dou um pulo e caio naquela areia morna.
Sentindo ela passando pelos meus pés.
Caminho em direção à água.
Penso em como isso é lindo e como essa água fria vai molhar minha calça de linho branca.
Dobro as pernas da calça e continuo a andar.
Paro no meio da praia e olho para cima.
Sol, nuvem, um pôr seguido por um olá para o satélite.
Esse céu amarelado, com uma miscigenação de cores — o rosa, o azul-claro, o branco indo para o obscuro — me lembra você.
Por trás dessa obscura cor, escondem-se outras luzes.
Assim como Você o sol se foi, por força maior.
Levanto o braço esquerdo e tento pegar com minha mão você.
Sol.
Abaixo a cabeça e percebo esse mar.
Abro os olhos: enxergo não as cores, e sim os sentimentos.
Transmissão
Caminho e me molho, molho com intenção de lavar.
Levar tudo, trazer um novo eu. Submergir e voltar como eu.
Um novo eu, assim como ele fez.
Voltar com mais uma proteção, dada por quem você queira.
Mas eu sei que veio daqui.
Como esperado, não veio um pássaro branco, assim como na passagem.
Mas eu vi uma gaivota.
Voo para casa.
Acho que já conta.
@ondas.q.escrevem
