Nao Chega aos meus Pes
Eu passei tanto tempo pra pisar melhor sobre os meus pés. Eu lutei tanto pra sorrir novamente e olhar pro céu e ver beleza nas coisas, pra me achar merecedora de mim mesmo. Não posso e não vou admitir ninguém me intoxicar com a sua covardia. Sinto muito, mas eu prefiro o silêncio e a paisagem do vazio que dividir meus sentidos com quem não respeita um ser humano.
Já engoli a seco os meus sentimentos várias vezes e a maioria delas foi por eu ter sentidos por pessoas que não mereciam e por haver falta de reciprocidade. Mas preciso confessar que engolir uma melancia inteira teria sido melhor, mais fácil e menos doloroso.
Posso sentir a paz dentro do meu peito,
Um caminho, dessa vez, com jeito.
Os meus pés descalços tocaram no chão, e eu senti uma nova emoção.
Não de angustia, mas sim, paixão.
Aqui eu posso ficar, me entregar ao vento,
renovando tudo por dentro.
-Dudu.
PÉS NO CHÃO
Já vivi nas alturas
De meus pensamentos
Os voos hoje, são rasantes...
- Pés no chão!
Entre idas e vindas
De aventuras e emoções
Hoje em dia, maduro...
Sou mais RAZÃO
Eu te quebrei feito copo
Eu te pisei feito vidro
Estilhaçado feito corpo
Mal-amado, aos meus pés
Eu te fiz pó
o voo
tiro meu os meus pés do chão
agora flutuo pelo ar
o vento me leva
ouço uma risada
que me faz subir mais alto
estou no espaço
um rosto
olhos formados por estrelas
a via láctea são seus cabelos
um sorriso feito com planetas
tão magnifico
Apressei-me quando meus pés tocaram o chão molhado daquela tenebrosa chuva.Logo em seguida surge um garoto de cabelo curto,descalço e com um sorriso falso,o que me chama atenção.Um convite de diversão em plena noite a sós... a chuva significava calmaria...uma gota de alegria que ia em sentido ao coração,ressoava "esse é o momento".Meu coração desesperadamente
acelerou.
Eu estava entre a areia e o mar fui andando no mar e a água aos meus pés começou a me puxar e quanto mais eu entrava percebi que o mar estava tomando conta começou a me obrigar a entrar nas aguas aquela sensação percebi o quão poderosa a agua pode ser
No orvalho das frias manhãs de outono, onde molho meus pés na grama salpicada pelas lágrimas das nuvens, vejo que um anjo voa livre, saboreando o nascer de um belo dia.
Vai em direção ao nascer do sol, e o brilho dos seus cabelos deixam um rastro de luz dourada. O gracejo dos seus movimentos me fazem ver seus olhos, portais para o encantado mundo do amor.
Ao me ver, sorri.
Estendo minha mão em sua direção
Pegue-a.
Leve-me onde és feliz e aí serei feliz também.
Estrada solitária
A estrada solitária, muda e sombria.
Musgos gélidos rangem sob meus pés.
Sigo... em frente prossigo.
Não me foi outra coisa ensinado...
Devo ir... prosseguir.
Avisto o rio que acompanha a estrada deserta.
Meu único companheiro de jornada.
Não há um pássaro sequer nas árvores desfolhadas...
Não há borboletas esvoaçantes, nem flores perfumadas.
Uma curva logo em frente se aproxima...
Meu coração bate acelerado.
O amor por mim será encontrado?
Mudada será minha sina?
Em que curva do caminho descalcei meus pés feridos?
Desvisto-me da imagem distorcida, forçada, esculpida...
Impulsiva e irracional,
No fundo do espelho me confundo e me entendo:
Sou eu aquela que caminha descalça.
É indescritível a felicidade
Que sinto aos meus pés eu colocar
Na mais pura e perfeita comunidade
Que fervorosamente me faz cantar
Amigos tornam-se irmãos
Pastores tornam-se pais
Palavras tornam-se bênçãos
E os cantos tornam-se essenciais
Jamais vou me esquecer
Da indescritível paz
E da enorme vontade de transparecer
Todo o amor que for capaz
A saudade no meu peito é forte
Mas eu faço uma comemoração solene
Para a minha bússola, meu norte
O meu grupo kecharitomene
É por este vasto mundo, que meus pequenos pés inseguros e já cansados, trémulos nos seus devaneios, cedem as milhas a percorrer, paisagens a contemplar, povos e culturas a conhecer às palavras que os visitam… essas pontes que reclamam virgulas, reticências, pontos de interrogação, exclamando de excitação por cada descoberta articulada entre frases que registam os Audazes…pois anseiam por dar mundos ao Mundo… salpicando cada viagem com poemas e versos feitos coragem…
Meus pés carregam meu corpo. Nele, um caminhar possível! Nem sempre decidido nem sempre frágil. Nos momentos de desamparo e vulnerabilidade, corro em direção a mim mesma.
Muitas memórias merecem uma visita.
São pedaços de mim que me conferem a certeza que sou tudo que o universo desenhou pra mim.
É dentro da minha história que descanso e me refaço das quedas. Sou feita de história!
Obs. História linda de ser contada! E a sua?
É descalço que conecto minha alma, meu corpo recebe a enegia e sensações.
Meus pés me elevam e levam para o pulsar da conexão.
Na roda da vida, danço com a alma,
meus pés emaranhados, como um soldado em combate,
cada movimento, um eco de memórias,
capoeira, meu escudo, meu abrigo.
A ginga que embala o coração,
a capoeira me ensinou a lutar e a amar,
como se o tempo parasse, em cada golpe,
encontro a força que brota da terra.
No som do berimbau, a história ressoa,
cantos de resistência, de dor e alegria,
sangue e suor se misturam na areia,
com irmãos e irmãs, na eterna dança.
Entre os desafios, a beleza se revela,
o corpo fala a língua da liberdade,
amo a capoeira, que me ajudou como militar,
nela, aprendi a arte de viver e sonhar.
