Nao Chega aos meus Pes
Compota com Cerejas-do-Rio-Grande
Pintei os meus lábios
com uma Cereja-do-Rio-Grande
da compota que fiz para nós,
O quê te espera você sabe
que é o nosso romance
e o quê interessa mesmo
não ficará jamais por um
instante fora de alcance
porque até de olhos fechados
saberemos nos guiar pelo roteiro amoroso, particular e alucinante.
Pimenta Cambuci
Você um dia há de provar
os meus lábios feitos
de Pimenta Cambuci,
Seremos perfeitos
como imaginei desde
a primeira vez que te vi
e me apaixonei por ti.
Ao olhar e colar a sua
face com a minha,
Você terá conhecimento
pleno do que os meus
quadris são capazes
de fazê-lo endoidecido,
capaz de cruzar a nado
de ponta a ponta
o Oceano Atlântico
Dar cambalhotas no ar
e ver como o novo romântico
em sinestesia total de amar
nesta Era de gente que
só tem pensado em guerrear.
Ter você como segredo
acordado e indizível
entre os meus lábios
há de ser incrível,
Somos diferentes
desta Era que não
conhece mais o quê
é de fato sedutor,
Nos ainda falamos
sobre o quê é amor.
Meus versos vão
de Sarandi Revirão,
Minhas rimas dão
voltas na Cirandinha
do meu coração,
A minha poesia
coincide com amor
e muita paixão,
Quando eu chegar
perto e pedir
para você ser meu
par você não vai
conseguir dizer não.
Flores de Ipê-tabaco
poético cobriram
os meus cabelos
nesta tarde azul,
Tenho orgulho de ter
nas veias o sangue do Sul.
A porta está um pouco aberta
E o vento entra lentamente se aconchegando no meu pequeno quarto,
Meus olhos parecem criar novas cores ao olhar o céu pela janela
Enquanto minha alma canta a poesia que escutei daquela antiga música,
O chão duro e frio em que meu corpo usou de colchão
Empurra meus sentimentos para fora, como lágrimas de esperança.
Sobre a cama, o cobertor cobre meus pensamentos, lentamente, meus olhos cedem ao brilho e atenuam como o sol por trás das grandes montanhas, sinto minha alma enfraquecer, envolto ao meu próprio corpo como uma serpente sobre a lua, lua que ainda assim me abraça mesmo distante.
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
Hoje eu rezei...
E junto a lua que sumia no horizonte,
Acordado, porém sonhando,
Reescrevi os meus conceitos no livro da vida,
Perambulei pela minha alma buscando as maiores catástrofes, para redesenhar com cores vívidas.
Hoje eu rezei...
Com a almofada respondendo minhas perguntas,
Com a queda d'água vinda do céu banhando meu rosto,
E levando junto o escuro,
Sobrando apenas a luz da lâmpada no quarto,
Para clarear meus próximos passos de forma majestosa.
Passo a passo...
Árvores tristes, noite calada,
O vento sopra em meus ombros a dúvida,
E a cada passo, mas longe vejo
O final da estrada.
Poucas respostas,
Do nada, assim?
Qual o motivo desse ''tchau''
Que até parece ''fim''.
Uma mágoa acesa em meu peito
Que não sei de onde surgiu, mas,
Sei como surgiu, sem mesmo saber.
Medo de acreditar em meus sonhos?
Medo de acreditar em min?
Eu não tenho a resposta,
Mas estou assim,
E, tudo o que sinto agora,
Creio que há de vim.
É, mesmo de dia vejo tudo escuro, meus olhos abertos mas com um fundo preto, minha força fraca, meu pensamento nulo.
Não sei se tento imaginar, não sei se devo sonhar, meu medo me magoa, meu ser não acha coerente falar.
Imagino folhas, que caem, e o céu?, nuvens tristes, sem beleza, meus olhos não dá cor as cores, não ver emoções nos sons, não ver vida.
Eu olho pra minha mãos e não vejo força, tremem de medo?, tremem de angustia...
O quanto devo respirar não sei mais, as teclas da minha vida geram melodias, tristes, deprimentes, eu não quero ouvir e crio, mas porquê?
Meus pés não sentem os passos, não escuto nem gritos de pessoas em volta, não entendo as palavras...
Meus olhos não se fecham, mas não enxergo nada, meu coração exangue...
Não vejo beleza, cada estrela diz algo, mas não consigo descrever, mas não desisto nunca, porquê?
Não consigo caminhar, meus pés frágeis estão cansados, minha vida desesperada, vejo cacos de min pelo caminho, mas ninguém ajuda a apanhar, devo fazer isso só?
Porque o vento me diz que não? Poque ele sopra entre meus ombros, fazem minha alma latejar, dizem pra esperar, mas eu sei que não, porque eu não desisto? Porque é tão difícil? Porque as lágrimas caem, eu não quero chorar, Porque? Porque?
Porque Não desisto?
Porque não posso?
Acho que é...
Mas é tão difícil,
Porque não posso voar como os passarinhos ir pra longe ver o sol nascer na imensidão do céu?
Quero ver tudo colorido outra vez.
Aos poucos, os pingos de chuva caem sobre meu rosto, meus olhos brilham ao ver a clareza do céu por trás das grandes árvores floridas que fazem suas folhas desabarem no chão molhado. Minhas mãos tremem e a cada passo percebo que junto com as gotas d'água caem lágrimas.
Em volta as flores me olham e me guiam, os pássaros piam formando uma bela canção, o vento suspira no meu ouvido coisas que naquele momento eu conseguia entender.
Que sentimento é esse? Por qual motivo estou assim?
Meu mundo quer me mostrar algo e para isso preciso continuar andando.
Meus dedos dos pés congelando continuam firme, meus dentes batendo me faz querer chegar mais rápido, meus pensamentos visam apenas o passado, onde recebi carinho de todas as formas, onde abria os olhos e via a felicidade a minha frente mesmo sem entender direito.
Debaixo de uma árvore onde a água não cai e um feixe de sol ilumina em apenas uma direção vejo alguém que eu já sabia quem é, mas queria ter certeza. Devo olhar mais atentamente?
Naquele momento um vento forte soprou em minha direção e a chuva veio em meu rosto me fazendo fechar os olhos, um frio imenso dominou meu corpo, minha alma se trancou, mas meu coração saltitou, ao abrir os olhos vi aquela pessoa me olhando, atrás dela o céu sorrindo e tudo em volta colorido, meu corpo esquentou como se estivesse sentado do lado de uma fogueira. Aquela pessoa estava olhando pra min novamente depois de tanto tempo, meus olhos lacrimejavam e meu coração sorria, já não sabia como agir, meu mundo aos poucos virava uma bela canção, a cada passo que dava a emoção do seu sorriso fazia minha alma mais feliz, apresso os passos e ao chegar a sua frente olhando em seu rosto escuto novamente algo que me fez chorar feito aquela criança de antigamente...
Oi filho.
Entre o vento carregado, vem uma triste canção,
que desmancha meus ouvidos com notas compaixão,
minhas mãos congelam os dedos, os meus pés não sentem o chão,
minha alma se arrepia e despedaça o coração,
o meu rosto esmorecido faz de tudo pra sorrir,
mas os olhos encharcados me lembra do despedir
faço tudo pra espantar a dor,
faço tudo pra erguer as mãos,
o meu mundo todo desgastado cheio de buracos, sem coloração,
as estrelas esconderam o brilho
pra me enfraquecer, fazer cair,
minhas lágrimas abrem a porta e resolvem sair
preciso viver, tenho que partir,
partir na estrada seguindo o nada até encontrar o que falta em min,
tem algum lugar? perto assim de min?
no meio da mata entre árvores altas, onde o meu rosto, consiga sorrir
tenho que correr, pra longe daqui,
preciso de paz, não vou olhar pra trás
se cansar continuar, se arrastar se cair
no fim do caminho, achar um lugar,
onde o meu corpo fraco consiga de novo se reencontrar.
Acordado, meus olhos tão vibrantes
Lembro das conversas, palavras coloridas
Observo o céu e imagino a imensidão do mundo
Você vê as estrelas cintilantes?
Se o vento, soprou todas as folhas,
E as rosas no caminho, começam me guiar
É como ser levado no bico de um passarinho
Vou dormir, e no sonho te encontrar
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo
Se o vento, soprou todas as folhas,
E as rosas no caminho, começam me guiar
É como ser levado no bico de um passarinho
Vou dormir, e no sonho te encontrar
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo
Sua voz entre o vento,
Chegou ao meu coração,
O passado entre a gente, entre a grama no chão
Eu te fiz uma promessa
Estenda sua mão
Quero te ver novamente, mas agora te ver de verdade
Você está do outro lado do mar, mas eu não vejo nenhum barco
Quero muito te ver novamente, te contar as bobeiras que fiz
Os meus braços não aguentam mais, a lua não está brilhando aqui em baixo.
Esse som aquece meu corpo mesmo com o ventilador ao meu lado soprando minha alma, meus dedos escrevem letra por letra as coisas que ouço das notas do piano, notas que facilmente são entendidas e que fazem eu não pensar nas coisas ruins que assolam as pequenas dificuldades que tenho, mas que pra mim são gigantes, essas notas me salvam, eu escuto notas coloridas.
O frio tomava conta do meu corpo, e,
um passo atrás do outro,
meus dedos pareciam dissipar naquele álgido momento
em que eu estava perdido em volta a neve,
um frio árduo, sem cor,
que a todo instante parecia soar uma música melancólica a cada
rajada de vento que transitava diante meus ouvidos.
Eu apenas seguia aquele pequeno caminho feito pela água,
uma corrente fraca que parecia querer me levar a algum lugar,
meu corpo estava fraco, minhas mãos trêmulas, minha fome incessante...
mas porque eu queria continuar?
porque eu continuei?
porqu...
é, eu acho que descobri!
não saber onde ir te mostra tantas coisas...
a natureza realmente nos destina a episódios incríveis,
que parecem ser irreais, que brotam até de uma mera gota d'água,
eventos tão fascinantes que faz você esquecer tudo, seu frio, sua fome...
acontecimentos tão incríveis que te faz imaginar como seria novos dias...
novos dias sem saber o caminho de volta,
novos dias a chegar em um lugar sem saida,
e se deparar com algo semelhante aquele dia...
aquela enorme parede de gelo,
onde seu interior guardava como em uma caixinha,
um radiante urso que parecia dormir até a eternidade.
Manar
Porque acoberta meus olhos
Translúcido e brilha na luz
Sua verdade é como o vento
Que perpassa meu corpo e seduz
Tu é a mãe do sentimento
Que flui condizente ao mar
Expira em frente a praia
Como ondas na areia a passar
Você é a emoção viva
É simples e se pode enxergar
Qual o seu nome minha lágrima
Não escorra sem me falar.
