Nao Chega aos meus Pes
Eu já parei de contar as mágoas, os medos e parei de contar os meus segredos para todo ouvido ouvir. Não devo espalhar minhas verdades por aí.
Nildinha Freitas
Eu já pisei em lugares que em meus sonhos jamais imaginei tocar.
Eu já vi gente se matando por quase nada e por egoísmo querendo me matar.
Eu já chorei, mas hoje, sou sorriso, sou rocha, sou mar.
Nildinha Freitas
Eu já tive que entrar no mais profundo túnel dos meus medos, mergulhar nas minhas dores e sentir o frio da solidão, do abandono de mim.
Eu já estive naquele lugar do poço onde é preciso buscar um sinal de luz.
Eu já enfrentei minhas trevas, lambi minhas feridas, já fui vilã e heroína, e hoje, neste exato momento, escrevo estas palavras que você lê, eu posso me dizer que já sou melhor do que já fui um dia, mas feliz do que já sorri um dia, mas ainda não estou pronta, eu bem sei, pois sou estou reconstrução, revendo cada nota de minha própria sinfonia.
Nildinha Freitas
Por muito tempo o medo esteve olhando nos meus olhos, me fazendo tremer diante da vida, cara a cara , feito inimigo que se veste de amigo para me engolir aos pouquinhos.
Por muito tempo eu acreditei nas mentiras que o medo me contou. Por muito tempo acreditei que eu era menor, quando hoje eu sei ser gigante. Acreditei que a vida era uma passagem ligeira, breve e que tudo não passava de um instante. Eu até acreditei que ser feliz era para poucos, e que eu não estava entre os escolhidos .
Por muito tempo fui ferida pelas memórias que estavam lá escondidas no mais profundo de mim, mas agora, escrevo essas linhas, consciente de que tudo não passava de uma grande mentira contada para me impedir de ir, feito máscara que escondia quem sou, meu medo me bloqueou, mas agora, eu vou.
Nildinha Freitas
Com que atitudes eu corrijo os meus desacertos?
Com qual desacerto eu aprendi a acertar?
Quando foi que eu me percebi vilão na vida do outro? Será que isso já aconteceu?
Com que frequência eu me realinho, me reconheço humano e falho?
Na busca de me encontrar, qual é o meu atalho?
Nildinha Freitas
Meus momentos em isolamento são os que me trazem paz e discernimento. Confio muito no meu discernimento, apesar dos deslizes próprios do ser humano.
Escolhi sentir a falta dela de dia e durante a noite, Viver com ela em meus
sonhos, Porque em meus sonhos, Ela nunca se esqueceu de mim.
Me feriu ver dizer que há idealizei em meus sentimentos,
Mas realmente amei cada pedaço do tempo que se foi...
Não apenas o tempo, Lá estava quem realmente deveria ficar.
Um dia vão ler meus pensamentos e você sabera que em meio à minha esquizofrénia tinha um poeta, um que não pode recitar todos os poemas de amor pra ti...
Uma hora não gostava de poesia...
Outrora me achava cafona...
Me adiava...
Queria me cuspir da sua vida...
Me cuspiu...
Queria me engolir...
Me engoliu...
Queria me deixar...
Deixou...
Quis se perder de mim...
Me perdeu...
Vaguei sozinho...
Me perdi...
Me encontrei...
Mais ja era tarde...
Morri...
E assim a vida se foi...
E eu se fui da vida...
“Todas aquelas conversas prontas maquiadas e encaixotadas em MDF
Me dão motivos pra talhar meus versos soltos em tronco de madeira silvestre
Todas essas ideias tronchas quando lavadas perdem a cor
E todo aquele que a elas compram perderam o seu fulgor”
sei que te choquei,
a delicadeza podia nos unir
mas meus dias, são como
folhas mortas...breve, muito breve,
meu corpo, presença e mente
deixará de existir!
Em terras d'alma,
onde a saudade impera,
Nos meus sonhos, idos
alma tua, me revela.
És sol, em dias sem a
luz do luar,
Fulgor que me guia,
no ermo da noite,
Estrela que a senda
desvia.
” Um dia você vai querer viver em meu mundo, descobrir os meus segredos e tormar rainha do meu reino...”
"Sinto você como uma prisioneira aos meus pensamentos, parece ter formado algemas, e do nada perdido as chaves"
Enclausurado pelos meus pensamentos
Condenado pelos passos e horas perdidas.
Planeio liberdade de estar livre e não prisioneiro
ao meu passado.
