Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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Não
É difícil encontrar a pessoa perfeita,
É
Difícil encontrar alguém que aceite os seus defeitos.⁠

⁠“Amor à primeira vista não existe. Amor precisa de tempo e amor precisa de trabalho. E no mínimo você tem que conhecer a outra pessoa.”

Há um garoto que me fascina,
talvez pelos olhos que não sei decifrar,
talvez pelas palavras gentis
que ainda tenho medo de acreditar.

Sempre o achei bonito,
distante demais para mim.
Até que seus lábios tocaram os meus
e o impossível chegou ao fim.

No começo, temi ser uma mentira,
uma brincadeira disfarçada.
Mas encontrei ternura em seus olhos
e uma timidez inesperada.

Desde então, carrego uma dúvida:
se aquele beijo foi só um instante,
ou se, em algum canto de nós,
nasceu algo pequeno e hesitante.

Ela tem rosto de menina, mas um encanto que não cabe na idade. O sorriso chega primeiro, depois o olhar faz o resto: bagunça a calma de quem encontra o dela. É daquelas belezas leves, que não precisam chamar atenção — porque naturalmente iluminam tudo ao redor.

Bem poucas pessoas entendem,
que igreja é o corpo humano,
não aquele monte de pedras,
onde pessoas se reúnem por algumas horas,
depois vão embora,
esquecendo o que mais interessa:
DEUS que deseja ser o teu respirar
e não um simples passa tempo,
onde as pessoas vão passear,
deixando DEUS lá,
Mas em construções humanas,
DEUS não pode habitar!

Mais Que um Acaso


Não conheço o seu abraço,
mas conheço o conforto
que existe quando você fala.


Não conheço seus passos,
mas já reconheço o jeito como você chega.


Não sei ainda
todas as suas histórias,
seus medos,
suas manias,
as coisas que o tempo
ainda vai me revelar.


Isso também já me fez perguntar:
Como pode nascer tanto Amor
em tão pouco tempo?


Como pode alguém
que ainda não esteve diante de mim
conseguir estar tão presente
em pensamentos que antes eram só meus?


Não sei explicar.


Só sei que,
entre uma conversa e outra,
alguma coisa foi acontecendo.


Sem promessa,
sem planejamento,
sem que nenhum de nós
precisasse procurar.


E agora existe você
em um lugar que eu não esperava
que alguém pudesse ocupar em tão pouco tempo.


Algumas coisas, de fato, eu não sei:


Mas não quero diminuir o que sinto
só porque ainda não tivemos tempo suficiente para entender.


Porque, se isso for loucura, como você disse,
que seja uma daquelas loucuras
que a vida nos concede uma única vez.


E não preciso conhecer ainda o seu abraço
para saber que quero um dia estar dentro dele.


Nem conhecer todos os seus caminhos
para desejar caminhar ao seu lado.


Porque, mesmo sem nunca ter tocado você,
alguma coisa em mim já tocou alguma coisa em você.


E isso, meu amor,
é bonito demais para chamarmos apenas de acaso.

O Que é o Amor...


Acima de tudo é não fazer o outro sofrer e não sofrer pelo outro.
Imagino que não foi exatamente o que consegui lhe fazer sentir.
Ao invés de sentir frustração, sentir confiança.
Ao invés de sentir egoísmo, sentir reciprocidade.
Ao invés de sentir mágoa, sentir gratidão.
Ao invés de sentir insegurança, sentir leveza.
Ao invés de sentir-se sozinho, servir-se de companhia.
É ter a sensação e intuição de sentir-se amparado.


Ao invés de sentir raiva, sentir alegria.
Ao invés de sentir dor, sentir alívio.
Ao invés de sentir desprezo, sentir-se valorizado, acolhido.
Ao invés de sentir-se auto-centrado, centrar-se no outro e sentir sua presença.
Ao invés de sentir que está errado, desculpar-se.
É ter a sensação de carinho e cuidado.

Dizer não é ter respeito por você...
É pagar um preço por suas escolhas...
É contribuir para ter por perto o verdadeiro...
Não ultrapasse o universo, que possui seu próprio direcionamento, o respeito mútuo, atrai harmonia de qualquer existência.

Quem vivência com a natureza,não encontra dificuldades, compreende as transformações necessárias, do ciclo de cada estação.

Não quero chaves para ver o que tem outro lado da porta .Sentir é saber em qual devo ,entrar primeiro.

Palavras... não expressam a vida; olhares... expressam a alma.

E na inocência do amor,
Eu prefiro não pensar,
Apenas sentir, sentir o amar.
Porque saber é pensar.
E prefiro sentir,
Simplesmente amar.

Sou hoje diferente do que ontem fui; serei amanhã o que ainda hoje não sou.

De tanto querer e não poder... hoje posso e não quero.
Se não pude fazer não podia agora não faço porque não quero.

A minha desgraça
Não foi ter nascido,
Mas a este mundo
Ter vindo, ter vivido,
E vivendo, ter sentido
Mais do que gostaria sentir!

Dizem que o amor verdadeiro não aceita despedidas, mas a verdade é que, às vezes, amar significa saber a hora de soltar. Ver você seguir um novo caminho, enquanto o meu coração ainda bate no ritmo dos nossos dias, dói de uma forma que as palavras mal conseguem explicar. Mas amar também é um exercício supremo de generosidade. Eu respeito a sua escolha e o seu novo momento, mesmo que isso signifique assistir a tudo de longe.Olho para trás e vejo a nossa história com um orgulho que não cabe no peito. Fomos o encontro de duas almas que se amaram com uma intensidade rara, daquelas que parecem escritas nas estrelas. Lembro-me do nosso começo, dos risos bobos divididos, das conversas que varavam a madrugada e da cumplicidade inabalável que construímos nos pequenos detalhes do cotidiano. Fomos o abrigo mais seguro, o porto no meio de qualquer tempestade. Desenhamos planos lindos, com a certeza absoluta de quem tinha encontrado o universo inteiro dentro do abraço do outro. Vivemos um amor tão vivo e real que o tempo jamais será capaz de apagar as marcas bonitas que deixamos um no outro.Se em algum momento eu errei, peço aqui minhas sinceras desculpas, vindas do fundo do meu coração. São desculpas puras, cheias do sentimento de alguém que só quis acertar, mas que hoje compreende que até os amores mais profundos passam por falhas e aprendizados.Por mais que a vontade de correr para os seus braços seja gigante, eu escolho o silêncio. Escolho o afastamento. Não por raiva ou rancor, mas porque preciso cuidar do que restou de mim e dar o espaço necessário para que você viva a sua vida plenamente. É preciso uma coragem imensa para se retirar de cena quando tudo o que mais queríamos era continuar fazendo parte do roteiro.A verdade é que ninguém apaga uma história inesquecível. O que fomos não se desfaz com o passar dos dias; as nossas memórias continuam guardadas em um lugar sagrado, seguro e intocado do meu peito. Entendo agora que o tempo é o único remédio capaz de acalmar essa tempestade. Ele não vai me fazer te esquecer, mas vai transformar essa saudade dolorosa em um carinho calmo, maduro e silencioso.A maior lição que levo de tudo isso é que o amor verdadeiro não aprisiona, não implora e não se corrompe com a distância. Ele nos transforma. A vida é um ciclo perfeito e o mundo dá voltas surpreendentes. A mesma engrenagem do destino que afasta duas pessoas hoje para que elas possam crescer, curar suas feridas e evoluir individualmente, é a que move o amanhã. Nenhuma experiência de amor verdadeiro é em vão; ela serve para nos ensinar a caminhar com as próprias pernas e nos preparar para o que o universo tem reservado.Sigo em frente com a vida, deixando o nosso futuro inteiramente nas mãos do amanhã. Se a engrenagem do mundo girar a nosso favor, se o destino ainda tiver alguma página reservada para nós, e se os nossos corações um dia estiverem mais maduros, curados e transformados pelas lições do tempo, quem sabe os nossos caminhos não se cruzem outra vez?Até lá, eu torço genuinamente e com toda a minha alma pela sua felicidade. Sigo aprendendo a voar sozinho, levando você eternamente como o capítulo mais lindo e inesquecível da minha história.

De fora para dentro,
o observador desperta.


E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.


Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.


E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.


A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.


O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.


Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.


Então ele cria o novo.


Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.


Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.


Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.


Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.

“O silêncio não começa como paz;
começa como o lugar onde a alma
para de mentir para si.”


E talvez seja aí
que a reconstrução comece:
não no vazio calmo,
mas no caos lúcido
de quem finalmente aceita
morrer por dentro
para se construir de novo.

O toque das suas mãos e a densidade do seu abraço têm esse perigo doce de coisa que não pede licença. Sua voz beija minha malandragem de um jeito rude, sedutor, quase inevitável. Já não é prazer. É uma força suave me levando até você antes do pensamento chegar.

O que achei depois da ilusão


Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.