Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Contemple horizontes
(Mauro A Evaristo)
Não leve ressentimentos ou mágoas,
Toda vez que beber da água
Convém lembrar da fonte,
Sorria, contemple horizontes.
As vezes o momento mais delicado
Precisa da pessoa mais serena,
Pessoa que mais que estar ao lado
Seja de boa, de paz, que compreenda.
A vida as vezes assusta,
Mas a mente mais astuta
Consegue em calma se conter,
Sabe manter em paz e postura,
Sabe inclusive a alguém dizer
— Sorria! Existe poder infinito em você!
feradapoesia.blogspot.com
"Da mesma forma, como o homem não vive sem o ar nos seus pulmões, assim também ele não vive sem Deus."
"Homens de verdade não colecionam presenças fugazes; eles fazem da própria solidão o seu lugar de valor."
"O evangelho não é proclamado por marcas corporais, mas por palavra, vida transformada e fidelidade à cruz."
"A verdadeira maestria não reside em vencer a tempestade, mas em conhecer o vento de tal forma que ele se torne o seu caminho, transformando a resistência do mundo na força do seu próprio passo."
"A maior vitória não é o colapso do obstáculo à sua frente, mas a superação da estática em sua mente; quem governa o próprio caos transforma muralhas em pontes e o abismo em seu território."
Muitas vezes as pessoas só querem ser ouvidas, não questionadas, não aconselhadas e muito menos julgadas.
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
Será que vale a pena plantar uma flor
Se não tenho nenhum amor
A quem ofertar?
Porém, outra pergunta sempre vem:
De que me valeria amar alguém
Que eu não tivesse junto a mim
E se acaso
Estando ao abrigo do peito
O amor acabasse?
Amores sem qualidade
Fatalmente são de outro jeito
E nunca tem respeito e nem propósito
Precisa botar atenção
No prazo de validade
Pois, se insistir em durar mais
Ele Jamais vai ser como eu quis
Às vezes, de tanto querer
E tanto fazer, mesmo estando distante
Não dura um instante mais
De que me valeria fazer tanta coisa
Quando o mais importante eu não fiz
A gente precisa entender
Que semente de amor
Difere de plantar flor
A flor cresce se a semente presta
Mas amor é diferente
e fere sem crescer direito
Mesmo que a semente seja bem cuidada
de instante em instante
Não tem jeito
A vida passa
E não acontece nada
Que traga a graça da flor
Só nasce dor
E um morrer sem viver
Sem ter uma flor pra chorar por mim
E então eu pensei assim:
Pra nascer uma flor qualquer
É melhor nem plantar um jardim
Edson Ricardo Paiva
Um dia você descobre
que a vida não foi à toa
e que, apesar de não ser tão boa
não há dor que não se cure
não há dor que pra sempre dure
e que, infelizmente
não existe dor que não doa
o que existe realmente
é dor que se sente à toa
tem a dor que te consome
e a dor que sem pena te rói
mas a dor menos amena
é a dor que apesar de ser dor
você nunca sabe onde dói.
Ser ou não ser?
Veja a cor da cereja
Não importa
a tonalidade do vermelho
a rosa também nasce branca
Nem sempre a cereja é vermelha
Nem sempre tudo é somente
aquilo a que se assemelha
Os espelhos também mentem
Melhor confiar na intuição
Entre o Céu e o chão
É sempre aconselhável
conhecer o que se quer
Antes de querer
Eis a questão!
A NOBRE ARTE DE FORMAR E NÃO RETER. O DIRIGENTE ESPÍRITA COMO SEMEADOR DE ALMAS.
No organismo vivo que é a Casa Espírita, não há lugar para estagnação. Há movimento, crescimento e, sobretudo, renovação. Quando se observa com lucidez a dinâmica dos trabalhos, percebe-se que um dos mais graves entraves ao progresso coletivo reside na retenção indevida de funções, responsabilidades e espaços de atuação. Não por maldade deliberada, mas frequentemente por apego, zelo mal compreendido ou insegurança velada. Ainda assim, o efeito é o mesmo. O bloqueio do fluxo natural do serviço no bem.
O dirigente espírita, quando se fixa excessivamente em suas atribuições, esquecendo-se de que sua função é transitória e educativa, passa a agir como um guardião de tarefas, e não como um formador de trabalhadores. Este desvio sutil compromete a essência do trabalho espírita, cuja base é a cooperação, a fraternidade e o desenvolvimento moral de todos os envolvidos.
A Doutrina Espírita, em sua estrutura lógica e ética, não concebe o trabalho como propriedade individual. Ao contrário, ensina que toda tarefa é patrimônio coletivo, instrumento de aprendizado e meio de ascensão espiritual. Nesse sentido, reter reuniões, centralizar decisões ou limitar a participação de novos cooperadores constitui, ainda que inconscientemente, uma forma de egoísmo institucionalizado.
É imperioso compreender que há trabalhadores em potencial aguardando apenas uma oportunidade. Espíritos que, muitas vezes, trazem consigo experiências pretéritas, compromissos assumidos antes da reencarnação e legítimo desejo de servir. Quando encontram portas fechadas, não apenas se frustram, mas podem afastar-se, perdendo-se valiosas oportunidades de crescimento mútuo.
A omissão do dirigente diante dessa realidade é tão prejudicial quanto a ação desordenada. Delegar não é abdicar da responsabilidade. É exercê-la em sua forma mais elevada. Planejar, orientar, acompanhar e, sobretudo, confiar. A confiança é o elemento que transforma colaboradores em continuadores da obra.
O exemplo clássico da liderança espiritual encontra-se na postura de Jesus Cristo, que não monopolizou o ensino, mas distribuiu responsabilidades, enviando seus discípulos a aprenderem pelo exercício direto do bem. A pedagogia do Cristo não era de retenção, mas de expansão. Ele formava consciências, não dependências.
Da mesma forma, Allan Kardec, ao estruturar o Espiritismo, jamais centralizou o saber em si. Estabeleceu critérios, incentivou o estudo, promoveu o diálogo e permitiu que outros participassem ativamente da construção doutrinária. Sua liderança era firme, porém aberta, disciplinada, porém inclusiva.
Outro ponto de elevada reflexão encontra-se na advertência espiritual de Emmanuel, ao afirmar que muitos trabalhadores são Espíritos em processo de reajuste. Tal entendimento deve despertar no dirigente não o julgamento, mas a compaixão. E mais do que isso, a responsabilidade de educar, orientar e oferecer oportunidades de reabilitação pelo trabalho digno.
Negar espaço ao outro, sob qualquer justificativa, pode significar impedir que ele cumpra um compromisso espiritual. E, simultaneamente, pode representar para quem nega uma prova de orgulho não vencida.
A harmonia institucional não se constrói pela uniformidade artificial, mas pela integração consciente das diferenças. O chamado poder integrativo, conforme analisado nas ciências humanas, é aquele que se exerce com o outro e não sobre o outro. Trata-se de uma liderança que agrega, que escuta, que promove e que reconhece o valor alheio sem sentir-se diminuída.
É necessário, portanto, que o dirigente espírita exerça constante vigilância sobre si mesmo. Pergunte-se com sinceridade. Estou formando ou apenas mantendo. Estou abrindo caminhos ou protegendo territórios. Estou servindo à causa ou à minha própria necessidade de controle.
A resposta a essas indagações definirá não apenas a qualidade de sua gestão, mas o destino espiritual do grupo que lhe foi confiado.
A Casa Espírita não é palco de vaidades sutis, mas oficina de almas. Cada trabalhador que chega é uma esperança que se apresenta. Cada oportunidade concedida é uma semente lançada no campo da eternidade. E cada gesto de confiança é um ato de fé no potencial regenerador do Espírito.
Que os dirigentes compreendam, com profundidade, que sua maior obra não são as reuniões que conduzem, mas os trabalhadores que formam. Pois reuniões passam. Estruturas se transformam. Mas consciências despertas permanecem, dando continuidade ao trabalho do bem através dos séculos.
E quando a liderança se converte em serviço verdadeiro, a instituição deixa de ser apenas um espaço físico e torna-se um organismo vivo de luz, onde cada alma encontra não apenas tarefa, mas sentido, não apenas orientação, mas oportunidade de se reconstruir diante das leis divinas.
" Quem ora com sinceridade não altera Deus, mas transforma-se à altura das leis divinas. E aquele que se transforma, ainda que cercado pelas mais densas sombras, já não caminha para o abismo, pois converteu a própria consciência em luz que o reconduz ao caminho da ascensão. "
"A verdade, quando buscada com disciplina e reverência aos fatos, não se impõe pelo ruído das opiniões, mas se consagra na serenidade invencível da evidência."
