Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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⁠Lá fora da minha janela ouço o vento soprar,é a voz de Deus dizendo" tenha fé e esperança que a vida vai melhorar".
Ivânia D.Farias

Quando eu ouço sua voz, eu sinto uma força que me faz continuar. Mas estou sozinho hoje, você se foi para não mais voltar. Sinto as lágrimas caírem pelo meu rosto, e a solidão toma conta de tudo. Não havia me sentido assim antes, e está tão difícil dar um passo à frente. O que eu mais quero é voltar pra casa, quero me sentir seguro de novo.

E eu tento viver sem você, só que tudo é tão confuso e difícil. Não sinto mais meu coração bater, e não consigo ver esperança por esse caminho que sem você eu sigo. Hoje sei que nada pode apagar seu lugar em meu coração. Nem tirar você do meu pensamento, ou me fazer ver que tudo o que passamos, foi apenas um sonho.

apenas um sonho.

Musa

Voz suave que revela o lamento da sereia,
Hipnotizando quem ouve os versos emanados.
Cabelos negros como uma noite sem lua,
Que revela nela os segredos guardados.

Olhar que abre uma porta direta ao paraíso,
Levando beleza aos que a ela admiram.
Perfeita estatura e um brilho no sorriso
E até mesmo os anjos por ela caíram.

A insônia abafa os sons externos para que, sem distração, os nossos pensamentos criem voz...

Grava tua voz em mim, para que eu possa te ouvir toda vez que eu precisar.

Eu coloquei a minha armadura e você chegou pedindo, com voz doce, algo chamado de “confiança” eu tirei a minha armadura e você me quebrou por inteiro.

A burguesia por sua vez, quer tomar a frente enquanto quem deveria lutar perde a voz, devido ao medo, de perder o emprego, o medo de receber porrada do sistema, com medo de ser excluído na sociedade, uma sociedade que também marginaliza o próprio filho(a), uma sociedade também marginalizada.


O silêncio, o som da natureza e a voz dos que amamos é o suficiente para animar nossas festas de fim de ano.

Nada de Fogos!!!

⁠A Escola

A escola é um lugar que te cala, quando deveria te dar voz.
É um lugar que te reprime, quando deveria te deixar livre.
É um lugar que te isola, quando deveria te apresentar.
É um lugar que te desgasta, quando deveria te ajudar.
É um lugar que te assusta, quando deveria te iluminar.
É lugar que te fecha, quando deveria te abrir.
É um lugar que te faz fraco, quando deveria te fazer um lutador.
É um lugar que quebra expectativas, quando deveria te dar mais e mais.
É um lugar que te mata, quando deveria te ensinar a viver.
É um lugar onde passamos mais de 10 anos das nossas vidas 4 horas por dia, 200 dias por ano, e ainda assim, muitos não chegam
no final.
Pessoas desistem, pessoas morrem, pessoas são humilhadas e ninguém liga.

⁠Impactante é você poder acordar todos os dias, e ouvir a voz de Deus na contemplação das coisas por ele criadas.

⁠Como a melanina é para com seu corpo, sua voz é a calmaria para mim.

⁠Voar



Eu tinha asas, podia voar.
Eu tinha voz, podia cantar.

Um dia você se foi e levou minhas asas.
Eu perdi minha liberdade.

Já não podia mais cantar,
Já não podia mais voar.

Meu mundo escureceu sem você

O tempo passava,
Mas eu parada estava.

Eu não sabia o por quê,
Mas meu tempo não passava sem você.

Com o tempo me vi presa na escuridão,
Eu só queria poder segurar sua mão.

Sem você eu não tinha nada,
Não sentia nada,
Não via nada.

Com o tempo eu não me via mais sem você.

⁠O silêncio é a voz mais aguda de um grito que o prisioneiro no âmago do ser declara, imediatamente resignifica o instante de caos em que o agressor apresentou sua proposta de morte ao outro, sendo ele mesmo o suicida que já em estado de decomposição apodrece o ambiente com os vermes latentes rompendo a sua carne putrificada para multiplicação na mutação dos próximos incidentes

Sereia que encanta quando canta, que dá arrepios só de ouvir tua voz, que quando chega perto tudo para pra seu sorriso continuar a encantar.

Daria tudo pra te ter aqui comigo, ouvir sua voz macia e suave sussurrando no meu ouvido...

“É tarde demais para pedir para você voltar? É tarde demais para dizer que sinto saudade da sua voz, do seu sorriso, saudade de você, de quem você é quando está ao meu lado. Saudade de poder gritar ao mundo que você me pertence, deixar transparecer em meu olhar que os nossos corações mesmo com milhares de km distancia escolheu um ao outro, saudade de passar noites em claro fazendo planos para o futuro ou até mesmo contando piadas sem graça. Saudade de ouvir a sua risada contida por conta da sua grande timidez, saudade de ouvir você dizendo que será apenas eu e mais ninguém. Saudade de acordar no meio da madrugada e saber que tenho você para mim, saber que você me pertence. Saudade de quem éramos e mais ainda saudade de quem planejávamos ser.”

Sempre vai haver uma canção contando tudo de mim..
sempre vai haver uma voz..
cantando tudo,
tudo de nós!

Frantz Fanon e Os Condenados da Terra: A Voz dos Oprimidos


A leitura de Os Condenados da Terra, publicado em 1961, é um convite à reflexão profunda sobre as marcas deixadas pela colonização nos povos submetidos ao jugo imperialista. Frantz Fanon, psiquiatra e pensador martinicano, não escreve como um observador distante, mas como alguém que sentiu na pele e testemunhou nos corpos e mentes colonizados a violência da dominação. Sua obra é um grito, uma convocação e, sobretudo, uma denúncia que visa resgatar a dignidade dos povos silenciados.


Logo na abertura do livro, Fanon lembra que “a colonização não se contenta em impor sua lei ao presente e ao futuro do país dominado. Ela procura desfigurar, distorcer, aniquilar o passado do povo oprimido” (FANON, 1961, p. 170). Essa afirmação mostra que o colonialismo não é apenas um regime político ou econômico, mas um processo sistemático de destruição cultural e psicológica. O colonizado não perde apenas terras e recursos: perde referências, autoestima e a confiança na própria humanidade.


Fanon descreve a realidade colonial como um espaço marcado pela violência estrutural, na qual “o mundo colonizado é um mundo compartimentado” (FANON, 1961, p. 29). Há, de um lado, o colono, com seus privilégios, e, de outro, o colonizado, relegado à invisibilidade e à precariedade. Essa divisão não é apenas espacial ou econômica, mas simbólica: o colonizado é construído como inferior, incapaz, quase desprovido de humanidade. Ler essa análise é confrontar-se com o absurdo de uma ordem social sustentada pelo racismo e pela exclusão.


A empatia pelo colonizado nasce justamente da coragem de Fanon em dar-lhe voz. Ele afirma que “na situação colonial, o colonizado é sempre presumido culpado” (FANON, 1961, p. 52). Tal frase revela a crueldade da estrutura: aquele que sofre a opressão ainda é tratado como criminoso por ousar resistir. Ao apresentar essa inversão moral, Fanon obriga o leitor a enxergar o colonizado não como submisso ou bárbaro, mas como vítima de um sistema perverso que lhe nega o direito básico de existir plenamente.


Mais adiante, Fanon adverte que a libertação não pode ser concebida como uma concessão graciosa do colonizador, mas como uma conquista dolorosa e coletiva: “a descolonização é sempre um fenômeno violento” (FANON, 1961, p. 27). Essa afirmação, muitas vezes mal compreendida, não é uma exaltação da violência, mas a constatação de que a colonização, sendo ela mesma violência, não pode ser revertida sem ruptura. O que Fanon provoca no leitor é a empatia ativa: compreender que, diante de séculos de opressão, a luta pela liberdade não é um capricho, mas uma necessidade vital.


Ao longo da obra, o autor também revela os danos psicológicos do colonialismo, tanto para o colonizado quanto para o colonizador. O primeiro, porque internaliza o desprezo e sente-se desumanizado; o segundo, porque se acostuma a uma posição de superioridade desprovida de ética. Essa dialética de opressor e oprimido ecoa como um chamado à reflexão: até que ponto ainda carregamos resquícios dessa lógica colonial em nossas sociedades contemporâneas?


O maior mérito de Fanon é humanizar aqueles que o colonialismo quis desumanizar. Seu texto não é apenas denúncia, mas também esperança: esperança de que a história não se resuma à submissão, mas que a luta pela libertação seja capaz de restituir dignidade. Nas suas palavras: “Cada geração deve, na relativa opacidade de sua época, descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la” (FANON, 1961, p. 173).


Os Condenados da Terra não é apenas um livro de teoria política. É um testemunho visceral que nos obriga a nos colocar no lugar do colonizado, a sentir sua dor e a compartilhar de sua luta. Ao provocar a empatia do leitor, Fanon rompe com a indiferença e nos convida a assumir responsabilidade histórica diante da injustiça. Ler Fanon é aprender que a liberdade de um povo nunca pode ser vista como favor, mas sempre como direito inalienável.


Referência


FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968 [1961].

Teu corpo pode até
tocar outro corpo
e transformá-lo
em um rio de águas claras.
Tua voz pode até sussurrar
outro nome
e também ama-la intensamente.
mas transforma-me em um vasto oceano
que na sua loucura mais suave destroi tudo, inclusive a si mesmo.

Se um dia o silêncio cobrir minha voz,
que o sopro da tua presença seja meu idioma.
Pois amar-te não é lembrança,
é chama que não se apaga,
é raiz que se prende ao infinito.
Não há esquecimento capaz de apagar teu nome,
pois ele pulsa em cada batida,
como segredo gravado na eternidade da pele.
És mais que lembrança, és eternidade,
és o destino que me escolheu
quando o universo ainda aprendia a respirar.
E se o tempo ousar me roubar a razão,
que reste apenas o coração,
gritando em silêncio:
eu te amo, além da memória, além de mim.