Nao Ame Sozinho
Seus motivos para justificar a guerra não importam religião, filosofia, recursos, terras, vingança, amor, até um capricho, não importam o quão trivial seja o motivo qualquer um pode causar uma guerra, sempre existira a guerra, o motivo pode ser descoberto depois, o instinto humano busca conflito.
Sinto-me em casa em qualquer lugar, embora não haja um lugar que eu possa chamar de lar.
MENTE SUICIDA
Tive por muitas vezes vontade de não existir, mas não existir é mais difícil do que eu pensava, é fazer pessoas que amo sofrer, é deixar pessoas que me ama sozinhas e isso é muito mais doloroso que uma simples morte. No entanto, já pensei em deixar tudo, correr dos problemas; tentar fugir de mim mesmo, covarde seria porque teria que me matar sem ao menos lutar. Dói está aqui relutando contra minha mente, contra minha vontade de querer viver, mas desisto de tudo e penso que a vida é mais importante por uma simples razão e sentimento, EU CONHECI O AMOR E SEM AMOR NADA SERIA
“É triste amar um segredo, sofrer por quem não merece, ter que passar por quem se ama, e fingir que não conhece. É triste chorar por quem já morreu mas mais triste ainda é chorar por quem esta vivo e já te esqueceu”
Os gatos não têm nomes - respondeu.
Não? - perguntou Coraline.
Não - respondeu o gato. - Já vocês, pessoas, têm nomes. É por isso que não sabem quem são. Nós sabemos quem somos e por isso não precisamos de nomes.
Eu chorava e não entendia, apenas não entendia, e não entender dói, e a dor fazia com que eu chorasse. Eu sentia saudade, uma saudade apertada da gente, principalmente da gente.
Meu trem
Parte meu trem
Da gare escura,
Pela manhã que não veio,
Ainda.
Do escuro da noite,
Que não finda,
Parte meu trem
Escuro e sujo.
Trem de perfumes
Extravagantes,
Em misturas exóticas
De odores;
Miss dior, num certo azêdo
Do suor
De mil axilas.
O cheiro de peixe
Que exala
De caixotes, em jornal
(sem igual).
Ah, meu trem que parte,
Escuro e sujo!
Trem de luxo
No cotidiano,
Com portas abertas
(incertas)
Que são bocas famintas
(de gente).
De janelas sem vidro,
Com chuva, com vento
Num só lamento,
Do pó que levanta
Do chão,
Juncado do lixo
De muitas mãos
E das bocas que cospem
A miséria de um povo.
Meu trem…
Do cotidiano,
De professoras azuis,
De bêbados cansados,
De suados operários,
Dos peixeiros
Que espalham na manhã
A presença dos mares,
Em horários incertos
(invulgares).
Trem democrático.
Prático!
A professora ao lado
Da lavadeira,
No mesmo trem,
Escuro
E sujo,
Com cheiro de peixe,
De roupa lavada
(ou suja?)
Com o lixo espalhado
No perfume francês.
Quem nos fez
Assim tão irmanados
Nós….Os subdesenvolvidos
Do sul?
Num mesmo trem
Escuro
E sujo.
Com vento
Com chuva
Com frio,
Mas sem cheiro
Do sangue
Da luta de irmãos.
O branco no preto
O preto no branco,
Livres
Num mesmo trem
Escuro
E sujo,
Com vento,
Com chuva,
Com frio,
Mas sem o cheiro
Da pólvora
Da guerra,
Que me aterra
Você não sabe, Menino, mas eu machuco as pessoas. Eu faço com que elas se apaixonem por mim como um desafio, como uma criança testando seus limites. Então enjoo do meu jogo e não dou explicações. Destruo corações que se abrem pra mim com tanto esforço, na esperança de terem encontrado alguém legal.
