Nao Ame Sozinho
Em um poço frio e escuro,
sozinho, quieto, com fome.
Fome do mundo, da liberdade que tive.
Fome das paisagens, do ar fresco.
Não, não é o fundo do poço, é o fundo da minha alma devastada e perdida num labirinto sem saída.
Um poço
Um labirinto
Uma alma
Um coração
Minha mente...
Todo homem que se sente sozinho, perde a autoestima, mas quando encontra apoio e ajuda de quem ele admira e sente carinho, ele se reergue, e encontra motivos pra viver com alegria e esperança em dias melhores ❤🙏🏻
Sozinho, mergulhei na escuridão
Num declínio borbulhante
Afundando num oceano gelado e negro como a noite
Cada vez mais distante
Você ainda consegue ver?
Sozinho e sem esperança, desejei voltar
Mas você não está lá me esperando
- Hopeless Solitude
O fato de eu ficar sozinho nunca foi um problema, o problema foi quando comecei a me sentir sozinho. O mundo é gigante, conheço muitas pessoas, converso com muita gente, porém a sensação de solidão permanece. Não consigo identificar o motivo, tento todos os dias encontrar esse problema, mas acho que o problema esta dentro de mim mesmo. A luta constante que sempre tive que enfrentar foi comigo mesmo, medos, traumas, paixões e saudades. Eu nunca soube lidar com os sentimentos e reprimia tudo como se fosse algo normal, mas isso corroi, machuca, quando voce menos espera, você explode.
Quando você estiver triste, se sentindo sozinho, lembre-se:
existe alguém que é feliz somente por você existir.
A vida, essa doce loucura, às vezes me faz rir sozinho no meio do caos. Ultimamente, tenho vivido coisas tão inacreditáveis que parecem tiradas de um roteiro de Filme. É curioso como, no meio das voltas e reviravoltas, tudo encontra seu lugar.
E aí vem o sábado... ah, o sábado, com sua sutil, sua promessa de histórias para contar.
Viver em luto é isto: nunca estar sozinho. Invisível, mas evidente de muitas maneiras, a presença dos mortos nos acompanha nos minúsculos interstícios dos dias.
Gostava das coisas só para ele, guardando tudo na memória, dono sozinho de seus feitos e fracassos.
Caminhando sozinho.
Noite fria na estação verão. Pontes iluminadas à luz da lua, sozinho, pensativo, cansado, sapatos nas mãos ele vem, desfrutando em silêncio a solidão, desejada, do abandono da noite, ele vem, e sabe que vai chegar, por umas das pontes que lhe serve de caminho, ele vem, no seu deslocar do lugar incerto contemplado de circunstâncias voluptuosamente atraentes e traidoras, para o lugar certo, onde ele, que vem, ansiosamente, descansará sem nada a questionar.
Todos temos que tirar as forças daquilo que nós magoa.
O que me faz estar sempre tão sozinho, ser tão independente, tão egoista, tão orgulhoso, é o facto de saber e entender que não posso contar com ninguem exepto eu mesmo.
Isso me dá forças.
Para fazer por mim o que ninguem fará.
Ele se embrenhava na mata a procura de si mesmo. Sozinho. Sempre sozinho! E a única presença que existia a sua volta, eram as árvores e folhas secas no chão. Fora isso, apenas ele e o vazio que existia na mata e dentro de si.
Ele não sabia se a mata encontrava-se deserta ou o deserto encontrava-se nele. Ou se ele encontrava-se na mata deserta, ou a mata deserta encontrava-se nele e como ele, deserto.
E na medida em que adentrava aquela vasta e vazia mata, menos o reconhecia e, assim, se perdia nas folhas e sem si.
Era tudo muito confuso, cheio de nada! Vasto, verde, vazio e confuso.
O único momento que parecia ter se encontrado, foi quando viu pela primeira vez um redemoinho passando a sua esquerda, arrancando árvores e espalhando poeira.
Galhos quebrados e bichos desabrigados.
Tudo se tornava oco. Ele era oco. E a cada minuto um buraco enorme crescia e lhe diminuía, transformando-o em nada.
Desesperado para saber quem realmente era, correu até um lago e tentou olhar seu reflexo através da água. Apenas as rochas no fundo do lago e o céu refletido na água que corria límpida e cristalina.
Sua boca seca e amargurada não dizia palavra. Nada, nenhum som. Sufocado por mãos que não lhe tocavam, porque não havia ninguém alí; a não ser ele e o nada ( que era tudo a mesma coisa, inclusive nada ) carregou a si mesmo até um penhasco, fechou os olhos e se jogou.
De oco e vazio; de desespero e solidão, (...) ele intensificou seu nada. Findou. Antes de saltar do penhasco e desfazer-se lentamente na escuridão de seu 'eu', ele procurava a si, que era o nada, e, no entanto, já era alguma coisa. Mas de tanto procurar e não se contentar, acabou encontrando o nada, o fim, ou nem isso.
Quando abriu seus olhos, na parede de seu quarto o relógio marcava 06:30; ele sabia que estava extremamente atrasado, como sempre esteve, mas não se assustou. Fazia décadas que não sentia emoção alguma, a não ser quando estava a dormir.
Do lado de fora, uma tempestade enorme caia e alagava as ruas de seu bairro. Tudo aquilo que acontecera não passava de um sonho. Ou seja: mais um não realizado.
E apesar de estar muito atrasado, recusou levantar-se da cama. Na verdade não conseguia.
- É que o peso da existência torna-se cada vez mais denso as 06 da manhã.
E vazio, cheio de nada, ele seguia.
Há uma simplicidade e um senso de aventura em ficar sozinho, e às vezes tenho inveja de você por senti-lo enquanto explora Paris. Mesmo quando você está com o coração partido, ainda pode acordar e não saber o que vai acontecer em seguida.
Há 4 caminhos:
- ser feliz sozinho
- ser feliz ao lado de alguém
- ser infeliz sozinho
- ser infeliz ao lado de alguém
