Nao Alimentar Esperancas
A compaixão jurídica não deve destruir a justiça, assim como a justiça não deveria destruir a compaixão.
A justiça mais elevada não elimina consequências; procura torná-las proporcionais e transformadoras.
A reinserção social é a aposta jurídica de que o ser humano não está condenado a repetir eternamente seus próprios erros.
Onde falta educação moral, o Direito frequentemente precisa ocupar espaços que não deveria ocupar sozinho.
A pessoa não deve ser reduzida ao processo que responde, ao crime que cometeu ou ao erro que praticou.
Uma sociedade evoluída não pergunta apenas “qual é a pena?”, mas também “como impediremos que isso aconteça novamente?”
O responsável pelo dano não se liberta verdadeiramente da responsabilidade apenas porque cumpriu uma pena.
O servidor público exerce uma função que pertence à sociedade, não um poder que lhe pertence pessoalmente.
Uma Constituição é também um compromisso coletivo com aquilo que uma sociedade decidiu não permitir que o poder faça.
O melhor Direito não é aquele que pune mais, mas aquele que precisa punir menos porque consegue prevenir melhor.
A justiça não deve perguntar apenas o que alguém merece pelo passado, mas também o que a sociedade pode fazer para que o futuro seja diferente.
Ser compassivo não significa absolver todos; significa nunca deixar de enxergar aqueles que responsabilizamos.
