Nao Alimentar Esperancas
O mundo não é apenas aquilo que concebemos intelectualmente, mas aquilo que tocamos, percebemos, sofremos e habitamos antes mesmo de podermos explicá-lo.
Não carregamos simplesmente um corpo: somos, em grande medida, a maneira como esse corpo habita o espaço, o tempo e os outros.
A consciência não paira sobre as coisas como um espectador; ela se compromete com o mundo através da espessura concreta do corpo.
O corpo não é um objeto entre objetos; é a condição silenciosa para que qualquer objeto possa aparecer diante de nós.
Alguns falam muito e não dizem nada; outros adjetivam tudo e não verbalizam nada, e uns falam pouco dizem tudo!
"O universo não trabalha com troco imediato. Se você faz o mal, ele volta disfarçado de imprevisto e você se pergunta o que fez para merecer. Mas se você faz o bem, ele também volta em forma de sorte ou de uma porta aberta do nada, te fazendo sorrir sem você nem ligar os pontos."
Verdadeiros cristãos não acreditam em falsos profetas! Valorizar o instrumento precifica a palavra! Fé não tem preço, tem valor.
A justiça é baseada em probabilidades e não em possibilidades! Mentira ou verdade não passam de detalhes!
A fidelidade verdadeira não consiste em repetir uma promessa, mas em renovar silenciosamente a presença diante daquele a quem prometemos permanecer.
A esperança não é ingenuidade diante do futuro; é a coragem de permanecer aberto quando todas as certezas parecem ter encerrado suas portas.
Reconhecer os limites do conhecimento científico não significa rejeitar a ciência. Significa, justamente, levar a sério a distinção entre evidência, hipótese, interpretação e aquilo que permanece desconhecido.
A ciência deve ser respeitada por sua capacidade de produzir conhecimento verificável, mas não deve ser utilizada para responder, por decreto, perguntas que pertencem a outros domínios epistemológicos.
O trabalho não necessariamente dignifica ninguém; às vezes apenas oferece uma agenda cheia o suficiente para impedir perguntas incômodas.
A ciência não destrói Deus; apenas se recusa a colocar uma hipótese metafísica onde uma evidência empírica é exigida.
O agnóstico não necessariamente duvida de Deus; duvida da pretensão humana de possuir uma resposta definitiva sobre Deus.
O Direito deveria proteger tanto a liberdade de acreditar quanto a liberdade de não transformar crença em prova.
Uma sociedade racional não precisa eliminar o sagrado; precisa impedir que o sagrado elimine a dúvida.
