Nao Alimentar Esperancas
As desventuras podem ou são proporcionais àquilo que você não soube avaliar antes de começar a caminhada.
Não imagine ser o centro das atenções.
Ser vítima do mundo é zona de conforto para não ver a realidade da vida e
do mundo.
A humildade requer primeiro o reconhecimento dos nossos incontáveis defeitos sem que apontemos os supostos defeitos do próximo.
Depois disso... restará a alternativa para mudar ou permanecer como fantoche do mundo.
Sou imperfeito e tenho certeza sobre isso... sabe por que?
Porque amo e não tenho medo de me entregar e de me confessar nos meus gestos!
Não são os desencontros que assinalam o gotejar dos olhos.
É a alma que sofrega a percepção daquilo que não gostaria de enxergar!
Não sei se acredito em tudo que os meus olhos vêem, mas vou deixar as linhas irem se enfeitando no caderno da vida.... Aliás, sempre creio que a intenção é boa em face de não ser o agente modificador de tudo.
No abuso da autoconfiança reside o seu risco... também, quem vive com os carimbos da vida não pode temer esta singela observação.
Vou imprimir o que já está escrito nas páginas de minha vida.
Não me preocupa a iniciativa de alguém querer rasgar o que irá ler.
Causei, disto eu tenho certeza.
As variáveis são as mesmas que definem onde você quer chegar.
Talvez, não sejam as alternativas mais sensatas.
Não acaricio os espinhos, mas compreendo a necessidade de conviver com eles considerando que eles mantêm a beleza das rosas!
A essência dispersada no espaço que respiro, embora não me acalente a alma... pode ser o sentido questionável da permanência não pretendida! Por isso, abstenho-me dela!
Cante e conte enquanto há canto e pequenos trechos de uma caminhada!
Não se assoberbe da voz e, tampouco, dos caminhos!
Eles podem, quando muito, com o silêncio isolar-te no mundo ou findar-te pelo cansaço!
Não me imagino sofrente e, muito menos, sofrível. Existo comedindo os espaços e insisto, sobremaneira, para não causar sofrimento e ver as minhas penas misturadas ao cumprimento das dores!
