Nao Alimentar Esperancas
Minha alma borbulhante insiste em não caber em mim, gosta de derramar-se pelos cantos e encantos do caminho.
Sou um pássaro em pleno voo tentando aprender a arte de fazer ninho, desejo pousar minhas asas antes de seguir em busca de outro verão.
Tenho alma de fagulha, eterna centelha e aprecio as incompletudes dos silêncios e das palavras ditas e não ditas.
Tenho a alma leve e suave como a brisa se uma manhã de maio. Gosto da beleza do caminho, mas insisto em construir a minha estrada.
Não é fácil ter alma de borboleta, exige doação e desprendimento.
Busco por metamorfoses que me proporcionem crescer e evoluir, mesmo que as pedras do caminho pareçam maiores que a coragem que estou aprendendo a ter.
Não passou
Nem vai
Nem sai
Simplesmente porque
Eu ainda não descobri
Um lugar para andar
Onde você não esteja
Eu falo que você faz "tudo isso" e você, na verdade, não faz nada, são apenas as minhas Interpretações, meu jeito de permanecer.
Eu tenho medo dos meus abismos, e creia, não é por não saber o que existe dentro deles, é exatamente pelo contrário.
Eu adoro as sensações que você consegue provocar em mim, todas!
E eu não me importo com definições de certo ou errado
Só consigo pensar no quanto isso é único
E do quanto esse contato m ajuda traduz partes de mim que geralmente são esquecidas
Se não fossem palavras, seriam rabiscos, manchas de tinta, o que for
Ela sempre encontraria um jeito de se expressar
E a forma como se expressa
ou o que provoca em si mesma
Não é culpa de ninguém
Não é um peso
Ao contrário, é libertador
É suave como um bálsamo
A sua única busca é
Poder ser quem é
E sentir o que sente
Bastaria você pedir
E eu não daria mais um passo
Você não sabe o poder
que tinha nas mãos
E que toda a minha loucura
Era na verdade uma tentativa
De te ter pra mim de novo
Não se engane com minha melancolia
Ela é uma parte de mim que me renova
E eu não quero evitá-la
Ou fingir que não existe.
Eu não sei o que pensar
Quando você sente igual
Pensa igual
O que fazer
Quando você
Me decifra em você?
Fazê-las?
Não fazê-las?
Espero que sumam?
Espero que sejam as mesmas que as suas?
Ignoro?
O que fazer com as perguntas que insistem em surgir?
Somos um amor não testado?
Uma coleção de perguntas sem resposta?
Um sem-fim de começos não vividos?
Eu ainda teimo em escondê-la
Mas já não há mais lugar
onde ela caiba por inteiro
Sempre sobra uma parte
