Nao Alimentar Esperancas
O maior risco é não correr riscos, não dá para ficar sem correr nenhum risco, senão você não faz nada.
Você não ama ninguém
Nem me deixa ir além
Eu tenho medo de te perguntar
O que a gente é
Você abala minha fé
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar (e cantar e cantar) a beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.
A Essência Desse Amor
As muitas águas
Não vão apagar
Nem todo dinheiro
Vai poder comprar
A Essência do amor
Que hoje me une a ti
Que hoje nos une a Deus
E é assim
Porque o Deus do universo
Quis torna-me
Mais feliz
As pessoas podem te julgar pela sua aparência, mas não ligue, porque o caráter é invisível aos olhos.
A não ser que você tenha sido muito, muito sortudo, sem dúvida já vivenciou eventos que o fizeram chorar. Então, a não ser que você tenha sido muito, muito sortudo, sabe que uma boa e longa sessão de choro pode muitas vezes fazê-lo sentir-se melhor, mesmo que as circunstâncias não tenham mudado nem um pouquinho.
Não Gosto de Nada Morno
Não gosto de coisas mornas. Que seja frio, estupidamente gelado, que esfrie a cabeça, refresque a alma. Que seja quente, ardente, fogo puro e queime. Mas morno não. Nunca.
Gosto de temperos. A falta deles deixa um sabor insosso nas coisas. O dia destemperado tem um gosto ácido e cinza que amarga a boca e o humor. Amor sem tempero é insípido, deixa vazio o estômago e a alma. Tempero tudo, faço da vida uma deliciosa salada.
Não gosto de esperar. Esperar significa inércia. E parar com tanto movimento dentro de mim seria indolência. Não espero nada nunca. Faço o que for preciso, mas faço agora.
Gosto do silêncio. Amo música. As vezes preciso de um espaço sem sons para ficar sozinha vagando pelos meus sonhos, buscando o "eu" em mim. Outras vezes, a fome de soltar meu "eu" pede melodia, preciso da música para marcar o ritmo da vida, uma orquestra para interpretar meus pensamentos e ecoar as partituras emocionadas do meu coração.
Gosto do que é intenso, do verdadeiro, do desafio, de arriscar.
Quero paixão ardente, comida quente, beijos molhados e demorados, voltas ao mundo, amores de cinema, sorvete com muita, muita calda de chocolate.
Quero praias desertas, mistérios e descobertas, festas sem fim, ducha fria no verão, calor de cair no rio, amor na chuva, na cama, amor na vida, a vida inteira.
Quero cinema completo, com pipoca e arrepio, quero montanha russa, surpresa, aniversário. Adoro aniversário. Quero muitos presentes, brigadeiro, beijinho, e não importa a idade, quero "parabéns" e velinha.
Quero conversa, andar de bicicleta, passear de mãos dadas.
Quero flerte, quero paixão, quero dar risada.
Mas não quero nada morno, sem tempero ou parado.
Quero viver a vida, apostar no tudo, ser feliz e fazer feliz quem cruzar meu caminho.
Só assim a vida vale, de outra forma, para mim, não vale nada.
Um coração ferido por amar errado ou amar sozinho, não volta a ser o mesmo jamais, sempre irá existir as cicatrizes e toda vez que ele desejar bater por um novo alguém se lembrará de quão difícil é se recuperar de uma decepção, quão doloroso é descobrir que só ele amou na relação , quão massacrante é descobrir que ele foi usado e descartado por alguém que só o adotou por um tempo e depois o abandonou em uma pista qualquer…Enfim sempre existirá o medo de amar demais, dar amor demais e receber de menos…
— Meu coração fez uma biografia e eu decidi ler.
— É tanto sofrimento e eu não sei como ignorar isso.
— O que te machuca?
— Não, não é comigo. São eles. É todo mundo. Não acaba nunca. Você entende?
Com os olhos inundados de lágrimas eu disse: Se eu fiz tudo por você e você não me ama, então quem me amará?
Ele me olhou com piedade e falou: Alguém. Alguém um dia vai te amar.
Na minha cabeça eu sou sempre o melhor. Eu não me importo com o que as pessoas estão pensando, o que elas dizem. Na minha cabeça, não apenas este ano, mas sempre, eu sou sempre o melhor. Eu sempre vou dizer isso, na minha área acho que sou o melhor.
Cansei.
Acho que cansei, não aguento viver assim. De migalhas. De restos de um falso amor.
Os sintomas já desapareceram completamente. O coração não dispara, a bochecha continua em sua cor natural, as mãos não suam. Não me senti boba, estou atenta. Suas palavras não me dominam e deixam sem ação, elas encontram respostas rápidas e secas. Não acho seu sorriso tão lindo como antes.
Não quero desmerecer suas qualidades ou cuspir no prato que comi. Você teve seus – raros – momentos de cavalheirismo. Aprendi muita coisa contigo, principalmente o que não fazer. Alguém precisava gostar, amar, decepcionar e escrever um texto.
Nunca imaginei que seria eu que terminaria com isso, mas acho que me curei.
Sabe qual foi o antídoto? Amor-próprio.
Não fomos feitos para caber numa receita puritana encomendada para domesticar e padronizar o mundo. O discurso do politicamente correto é um crime contra as nossas nações, contra originalidade e a diversidade dos nossos povos.
(na Conferência do Fronteiras do Pensamento 2012)
